ATTENAS AULAS

quinta-feira, 7 de março de 2013

SOFIA ENTREVISTA: WINEHAUSE



Sobre mim




Deixarei que o pessoal do backing vocal responda, enquanto vou ali no camarim.

Sobre o blog

Se achar uma droga, não deixe de me avisar.

Arquivo do blog

ESTE ANO FOI DOSE

Para manter a minha lucidez, sempre anoto minhas impressões sobre os fatos. Aqui apresento, resumidamente, minha retrospectiva de 2&#))) - caramba, onde é o zero nesse teclado? - 00011.
Janeiro 
Ouvi na tevê que agora há mais uma estação no ano: a Primavera Árabe.  O clima anda muito louco mesmo. Espero que essa seja mais definida. 
Fevereiro 

Fui ver o filme ganhador do Oscar, O Discurso do Rei. Achei um porre. O que significa que ele tem qualidades.
Março 

Pensei que estava na maior ressaca até ver as imagens do tsunami no Japão. Uau. Preciso maneirar.
Abril 

Casamento real. Prefiro morrer a ir nessa cerimônia tediosa, mas parece que eles não podem adiar a festa para junho. 
Maio 

Osama foi morto por soldados do Seal. Não sabia que ele tinha outros negócios além da música. Como ele consegue administrar sua carreira e um exército de mercenários? Talvez eu precise de um novo empresário. 
Junho 

Ao que parece, o FMI demitiu a camareira e ela entrou na Justiça, porque se sentiu sacaneada. Essa crise tá pior que a de 2008. 
Julho 

De uma hora pra outra passei a me sentir bem. Preciso anotar o número da placa. 
Murdoch e seu filho pediram desculpas pelos crimes em série na Noruega. Não sabia que o News of the World também era editado por lá.  
Agosto 

Jovens da periferia de Londres têm a sua nota rebaixada de AAA para AA+ e saem destruindo tudo. 
Esses nerds que se estressam por qualquer coisinha nunca viram meus boletins escolares. 
Setembro 

John Galliano fez fotos de Scarlett Johansson em poses antissemitas e, em represália, ameaça deixar de vestir Dior. A Bandeirantes estuda tirá-lo do CQC. Esse Ronaldo é um fenômeno. 
Outubro 

Que alvoroço em torno de Steve Jobs. Deve ter lançado um iqualquer coisa. Não consegui entender bem do que se trata. Mas parece ser tão bom que as pessoas estão deixando oferendas nas portas da Apple Stores.  Ainda aguardo o seu isaca-rolhas. 
Kaddafi foi encontrado na Rocinha. O que a Otan estava fazendo lá?
Novembro 

Ouvi dizer que os gregos, em invés de quebrar os pratos, terão de lavar a louça usada por Angela Merkel pelos próximos dez anos. Isso é lá notícia que se publique em jornal? Imagine na Copa. 
Dezembro 

A última rodada do Brasileirão foi emocionante. Gosto dos pontos sofridos. Sinto que esse sistema é parecido com meus shows. O pessoal diverte-se mais com os tombos dos outros do que com a música em si.
MiTxCHELLL HISTORIADOR, FILOSOFO E PEDAGOGO E ESTUDANTE ETERNO! 

quarta-feira, 6 de março de 2013

ESSA DILMAIS...


Destaques CartaCapital

Sergio Lirio

Newsletter

01.03.2013 11:56

Três é demais

De Itajubá (MG)
No mezanino, um salão amplo e retangular, sem divisórias, abriga dezenas de estações de computadores. As poucas cabeças brancas contemplam, organizam, o movimento da maioria de jovens. Lá embaixo, na linha de produção, a cabine de um helicóptero espera sua vez. Demorará alguns meses até a aeronave estar apta a voar, mas a carcaça depenada e sem pintura tornou-se motivo de orgulho para os trabalhadores imersos nos terminais na parte superior.
Contrato. Metade do conteúdo do EC725, finalizado em Minas Gerais, será nacional. Foto: Renato Testa
Contrato. Metade do conteúdo do EC725, finalizado em Minas Gerais, será nacional. Foto: Renato Testa
O EC725 de número 24 representa o ponto de inflexão da montagem dos 50 helicópteros encomendados pelas Forças Armadas Brasileiras ao custo de 1,8 bilhão de euros (cerca de 6 bilhões de reais). O acordo prevê a transferência de tecnologia e um índice de 50% de nacionalização das peças, porcentual a ser alcançado ao longo da produção. Grande parte dos recém-formados engenheiros e projetistas instalados no mezanino deve seu trabalho a esse projeto. Quando os últimos helicópteros forem entregues, em 2020, e os primeiros voltarem à pequena Itajubá para a manutenção, e tiverem peças substituídas, o índice será plenamente atingido em todas as aeronaves. “Esse helicóptero (número 24) é o mais cru, o menos completo que chegou da fábrica francesa. Todo o resto será feito aqui, inclusive os testes de voo”, explica Eduardo Marson, presidente da empresa.
O contrato com as Forças Armadas abriu uma nova perspectiva para a Helibrás e para a produção de helicópteros no Brasil. Hoje uma associação entre a majoritária Eurocopter, consórcio franco-alemão, o governo de Minas Gerais e investidores privados brasileiros, a companhia nasceu em 1978 incentivada pela ditadura e com o objetivo de produzir aeronaves 100% nacionais, nos moldes da Embraer. O fim do regime e a crise econômica dos anos 1980 adiaram os planos. Nas duas décadas seguintes, a empresa viveria de encomendas militares esporádicas, da manutenção dos aparelhos e das vendas do Esquilo, o mais popular helicóptero entre as polícias estaduais e também entre empresários e celebridades nacionais.
*Leia matéria completa na Edição 738 de CartaCapital, já nas bancas
MITXCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO PEDAGOGO

sexta-feira, 1 de março de 2013

DILMAIS...


Dilma inaugura primeira etapa de fábrica de submarino no RIo

A fábrica está instalada na Base Naval de Itaguaí e faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub)

Luana Lourenço, da 
Divulgação/Marinha
Submarino
O primeiro dos quatro submarinos convencionais deverá ser entregue em 2015
Brasília - A presidente Dilma Rousseff inaugura hoje (1°), no Rio de Janeiro, uma unidade de produção de estruturas metálicas, primeira etapa para a construção de submarinos.
A fábrica está instalada na Base Naval de Itaguaí e faz parte do Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub).
O programa é uma parceria entre o Brasil e a França e prevê a fabricação de cinco submarinos: quatro convencionais – de propulsão diesel-elétrica – e um com propulsão nuclear, segundo o Ministério da Defesa.
Os equipamentos serão produzidos com tecnologia nacional, por técnicos treinados na França. O primeiro dos quatro submarinos convencionais deverá ser entregue em 2015. O prazo para a entrega do submarino nuclear é 2023.
Além da Unidade de Fabricação de Estruturas Metálicas (Ufem), que será inaugurada hoje, o Prosub prevê a construção do estaleiro e da base naval que abrigará os submarinos. O investimento nessas etapas será R$ 7,8 bilhões, com desembolsos até 2017.
Dilma vai inaugurar ainda o Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador. À noite, participará da abertura do Museu de Arte do Rio (MAR), na Praça Mauá. O museu é parte do projeto de revitalização da zona portuária da cidade.
MITXCHELLL HISTORIADOR PEDAGOGO FILOSOFO

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

A ESCOLA DOS NOSSOS SONHOS!

A Escola dos meus Sonhos

Frei Betto

Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica de automóvel e de geladeira e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra. Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.
Não há temas tabus. Todas as situações-limite da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a Matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o Português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a Geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a Física, nas corridas de Fórmula-1 e nas pesquisas do supertelescópio Huble; a Química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a História, na violência de policiais contra cidadãos, para mostrar os
antecedentes na relação colonizadores - índios, senhores - escravos, Exército - Canudos, etc.
Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de Biologia e de Educação Física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a História do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e dança e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas. Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo, o pai-de-santo, do candomblé; o padre, do catolicismo; o médium, do espiritismo; o pastor, do protestantismo; o guru, do budismo, etc. Se for católica, há periódicos retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja. Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazer periódicos treinamentos e cursos de capacitação e só são admitidos se, além da competência, comungam os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido do que sejam democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.
Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente, a visão de felicidade, a relação animador-platéia, os tabus e preconceitos reforçados, etc. Em suma, não se fecham os olhos à realidade, muda-se a ótica de encará-la. Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e, um mês por ano, setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.
Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil, os alunos traziam para a classe a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar. Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e seus recursos. É mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.
Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para se poderem manter. Pois é a escola de uma sociedade em que educação não é privilégio, mas direito universal, e o acesso a ela, dever obrigatório.

Frei Betto é escritor, autor do romance "O Vencedor" (Ática), entre outros livros. 
Mixchellll Históriador, filosofo, pedagogo e estudante sempre!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

COMEMORAMOS 108 ANOS DO DIA 8 DE MARÇO DIA INTERNACIONAL DAS MULHERES! EU GOSTO DE MULHER!

Sábado, 30 de março de 2013
18:00

Grupo: https://www.facebook.com/groups/118989524948578/
Vídeo: https://www.facebook.com/photo.php?v=2745657176392
O “Um bilhão que se ergue” (One billion rising) ou V-Day, é um movimento ativista global,para acabar com a violência contra mulheres e meninas, inspirado pela autora, dramaturga e ativista Eve Ensler, que relata ter sido fisicamente e sexualmente abusada por seu pai quando era uma criança.
Terá sua primeira edição em Goiânia, sábado, dia 30/03/2013 no Parque às 18:00 hrs.
O movimento teve inicio em 1998 quando uma instituição de caridade sem fins lucrativos, "V-Day", foi constituída com o objetivo de usar apresentações da peça “Os monólogos da vagina” para arrecadar dinheiro para beneficiar mulheres vítimas de violência e abuso sexual.
Uma pesquisa aponta que, no mundo há 07 bilhões de pessoas, sendo que metade são mulheres.
Uma em cada três mulheres no planeta vai ser estuprada ou espancada em sua vida, ou seja, um bilhão de mulheres.
Um bilhão de mulheres violadas é uma atrocidade.
Um bilhão de mulheres dançando é uma revolução.

Um bilhão que se ergue é:
Um ataque global
Um convite para uma dança revolucionária
Uma chamada para homens e mulheres que se recusam a participar da cultura de estupro
Um ato de solidariedade, demonstrando a indignação e a força das mulheres de todo o mundo
A recusa em aceitar a violência contra mulheres e meninas
É o nascimento de um novo tempo e uma nova forma de pensar e ser.

A ideia é fazer um flash mob no meio do Parque Vaca Brava com cartazes e fazer essa dança que é bem fácil... Aprenda e vamos fazer nossa revolução!
Vídeo da dança:
https://www.facebook.com/photo.php?v=2742651981264

@mitxchelll

HISTORIADOR FILOSOFO PEDAGOGO MITXCHELLL

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

9º ANOS DELICIEM ESSE VÍDEO! AVIÕES DA 1º GUERRA!

CONHECIMENTO É PODER VEJAM ESSE VÍDEO DO HISTORY !


MiTxCHELLL HISTORIADOR, PEDAGOGO E FILOSOFO ACROPOLITANO!
@mitxchelll

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

PROFESSOR MITXCHELLL - PARA OS OITAVOS ANOS!


ESTUDO DO CAPÍTULO II DO LIVRO DIDATICO: HISTÓRIA – SOCIEDADE E CIDADANIA – ALFREDO BOULOS. (PP. 29-47).
“A Marcha da Colonização da América Portuguesa”.

O QUILOMBO DOS PALMARES

Os primeiros quilombos brasileiros remontam ao primeiro período de Brasil Colônia, assim que se substituiu gradativamente a mão de obra  indígena pelo braço forte dos africanos (a partir de 1548), sem precisar datas; porém, tendo uma organização mais aprimorada e uma pseudo expansão em meados de 1590 em diante. 
       
O quilombo mais conhecido na
 história do Brasil é o Quilombo dos Palmares, que se situa onde é o município de União dos Palmares, região no Estado Brasileiro de Alagoas, antes pertencente à capitania de Pernambuco, na região da Serra da Barriga, no período regido por capitanias hereditárias. O nome Quilombo dos Palmares se deu devido à vasta e densa vegetação predominantemente formada por palmeiras da região. Os primeiros escravos chegaram aos Palmares aproximadamente em 1580 e eram fugitivos de engenhos de produção açucareira das capitanias de Pernambuco e da Bahia.
Após a morte de Zumbi (1695), Palmares sem uma referência de líder, se dissipa e os refugiados  foram espalhados pela região, foram mortos ou mesmo recapturados. 
    
 
Mesmo com a dissolução do Quilombo dos Palmares, no Brasil, esses tipos de comunidades, de uma forma ou de outra, nunca deixaram de existir em praticamente todas as regiões do país, ainda que em número e expressividade menores devido ao fim do
 escravismo. 

A MARCHA DA COLONIZAÇÃO NA AMÉRICA PORTUGUESA

Até o final do século XVI a população luso-brasileira vivia no litoral. Na época, a locomoção pelo interior era difícil e os indígenas ofereciam dura resistência á ocupação de suas terras.
OS BANDEIRANTES    
Os bandeirantes promoviam expedições com organização e disciplina militar que partiam de São Paulo com o objetivo de captura índios e achar ouro e pedras preciosas.

São Paulo, a capital bandeirantes
O povoado que mais tarde veio a ser a vila e depois a cidade de São Paulo teve um crescimento lento. Em 1600, enquanto Olínda, em Pernambuco, progredia graças ao açucar, a vila de São Paulo era um lugar pobre, que tinha apenas 150 casas, habitadas por 1500 pessoas que plantavam milho, mandioca, trigo e criavam porcos e galinhas para sobreviver.

MONÇÕES

Eram expedições comerciais que seguiam de canoa pelo leito dos rios para vender alimentos, roupas e instrumentos de trabalho nas regiões mineradoras.
OS JESUÍTAS
Em março de 1549, chegaram ao Brasil os primeiros padres jesuítas que iniciariam o processo de catequização indígena em massa.
Com a catequização, os portugueses pretendiam unificar o território brasileiro com base no Catolicismo, religião hegemônica em Portugal. Para educar os índios, os padres instituíram em Salvador, capital brasileira na época, e tinha os mesmos moldes de ensino da Europa.
Para que os indígenas compreendessem o ensinamento religioso, tinham que aprender a ler e escrever. Sabendo disso, os jesuítas construíram, ao longo de 20 anos, pelo menos cinco escolas de instrução elementar e três colégios: um no Rio de Janeiro, um em Pernambuco e outro na Bahia.
Na grade escolar, os jesuítas ensinavam os cursos de Teologia e Ciências Sagradas, tidos como cursos de nível superior para especialização de sacerdotes, além de Letras e Filosofia, que eram cursos secundários. Caso quisessem dar prosseguimento aos estudos, os sacerdotes teriam que estudar na Europa.

REVOLTA DE BECHKMAN

A Revolta de Beckman foi mais um movimento nativista que mostra os conflitos de interesses entre os colonos e a metrópole. Foi uma revolta que mostrou os problemas de mão-de-obra e abastecimento na região do Maranhão. As ações da coroa portuguesa, que claramente favoreciam Portugal e prejudicava os interesses dos brasileiros, foram, muitas vezes, motivos de reações violentas dos colonos. Geralmente eram reprimidas com violência, pois a coroa não abria mão da ordem e obediência em sua principal colônia.

Pecuária no período colonial


Durante o período colonial, a empresa açucareira foi o grande investimento dos portugueses nas terras brasileiras. Contudo, as necessidades de consumo das populações nativas serviram para o desenvolvimento de outras atividades econômicas destinadas à subsistência. Tais empreendimentos econômicos ficaram comumente conhecidos como atividades acessórias ou secundárias e costumava abranger o plantio de pequenas e médias culturas e produção de algodão, rapadura, aguardente, tabaco e mandioca.
Nesse cenário a atividade pecuarista também começou a ganhar espaço com a importação de algumas reses utilizadas para o trabalho nos engenhos de açúcar. Com o passar do tempo, o crescimento do rebanho de gado acabou causando problemas no interior das plantações de açúcar, que tinham parte de sua plantação destruída pela ação desses animais. Com isso, o lucro a ser alcançado com a produção açucareira se incompatibilizava com a incômoda presença do gado dentro das fazendas.
Além de ocupar uma importante posição no ambiente colonial, a expansão da pecuária foi de grande importância no processo de ampliação do território. 
AMOR A SHOPIA

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

TEXTO PARA PRÓXIMAS AULAS NONOS ANOS


                                                                                                                INDUSTRIALIZAÇÃO E IMPERIALISMO
Fichamento do livro didático: História – Sociedade e Cidadania – Alfredo Boulos Junior
PP. 10-43
DOMINAÇÃO E RESISTÊNCIA
Industrialização e Imperialismo
Segunda fase da Revolução Industrial
Ao longo do século XIX, na Europa, nos Estados Unidos e no Japão, verificou-se um grande desenvolvimento do capitalismo associado a uma forte aceleração industrial.
O Imperialismo
A partir de 1870, as potências capitalistas como EUA, Grã-Bretanha, França e Japão entraram em uma disputa por colônias ou áreas de influência na Ásia, ÁFRICA, América Latina e Oceania; essa expansão capitalista com o objetivo de dominação é chamada de imperialismo ou neocolonialismo.
Mas o que teria motivado essa corrida imperialista entre as grandes potências?
a)      Matéria-prima;
b)      Mão de Obra barata;
c)      Mercando consumidor  

Teorias racistas do século XIX
Para justificar a dominação imperialista sobre outros povos, os europeus desenvolveram um conjunto de teorias racistas. Essas teorias diziam basicamente que a “raça branca” era superior a raça negra e á amarela e que, na luta pela vida, somente as raças superiores sobreviveriam.
No século XIX, porém, as teorias racista foram consideradas científicas e justificaram a dominação imperialista na Ásia, África, América e Oceania.
A África entre os séculos XVI e XIX
Entre os séculos XVI e XVIII assistiu-se na África a um aumento populacional decorrente da melhoria das técnicas agrícolas e da incorporação pelos africanos de plantas americanas, como o milho e a mandioca. Esse aumento populacional gerou a busca por terras férteis, o que acabou ocasionando a guerra entre os pequenos reinos africanos.
Partilha da Ásia
A Ásia também foi alvo do imperialismo das potências ocidentais.
Os abusos das autoridades inglesas na Índia, o empobrecimento do povo e as sucessivas crises de fome no país provocaram uma rebelião contra a dominação inglesa: a Revolta dos Sipaios (1857).
Britânicos na China
Quando o europeu Marco Polo chegou á China, no século XIII, o império chinês era praticamente autossuficiente, não se interessado  pelos produtos do Ocidente.
Guerra do Ópio (1839 a 1842).
Tratado de Nanquim
A PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL
A corrida imperialista por territórios e mercados durante todo o século XIX gerou violentas rivalidades entre as potências europeias, pois cada país, como a Grã-Bretanha, a Alemanha e a França, buscava conservar ou ampliar seu império colonial. Essas rivalidades entre os países imperialistas são uma das principais razões da Primeira Grande Guerra (1914-1918).
Tendo a Alemanha como inimigo comum, França e Grã-Bretanha firmaram uma aliança em 1904, a Entente Cordiale, que três anos depois recebeu a adesão da Rússia, nascia, então, a Tríplice Entende (1907).
A POLÍTICA DE ALIANÇAS
Com o objetivo de unir forças e isolar rivais, as nações europeias fizeram vários acordos e alianças entre si, de tal modo que, em 1907, a Europa estava dividida em dois blocos militares antagônicos: a Tríplice Aliança – Formada por Alemanha, Itália e Império Austro-Hungaro – e a Tríplice Entente – Formada por Inglaterra, França e Rússia.
ESTOPIM DA PRIMEIRA GRANDE GUERRA MUNDIAL
Desde a vitória dos alemães contra os franceses, em 1871, até o início da guerra, em 1914, a Europa conheceu um período de paz. Mas de uma “paz armada”. As potências europeias lançaram-se em uma corrida armamentista.
Como as principais potências estavam unidas por compromissos de ajuda mútua em caso de um conflito, um simples incidente poderia detonar uma guerra de graves proporções. O incidente aconteceu em 28 de junho de 1914: dois nacionalistas sérvios, cujo objetivo era libertar a região do domínio austríaco, assassinaram a tiros o herdeiro do trono austro-húngaro, Francisco Ferdinando.
A partir daí, houve uma reação em cadeia – em apenas sete dias as principais potências tinham se engajado na guerra.

AMOR A SHOPIA! 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Reportagens
Edição 1958 de 13 a 19 de janeiro de 2013
Televisão
O BBB tem de morrer para nascer outro Brasil
Começa a 13ª edição do exemplo mais deteriorado de alienação disponível no País. Hora de repensar, mais do que o modelo de programação na TV, que espécie de prioridade deveria ser abraçada pela sociedade brasileira
Elder Dias


“O espetáculo consiste na multiplicação de ícones e imagens, principalmente através dos meios de comunicação de massa, mas também (...) de tudo aquilo que falta à vida real do homem comum: celebridades, atores, políticos, personalidades, gurus, mensagens publicitárias – tudo transmite uma sensação de permanente aventura, felicidade, grandiosidade e ousadia. O espetáculo é a aparência que confere integridade e sentido a uma sociedade esfacelada e dividida.” (Guy Debord, em “A Sociedade do Espetáculo”, 1967)

Eles nunca se viram antes na vida, mas a intimidade é instantânea. A alegria externada ao se tornar inquilino da “casa mais vigiada do Brasil” é o sinal evidente de que se tem em mãos um prêmio de loteria ao quadrado: comemora-se a superação da concorrência — afinal, são menos de duas dezenas de vagas para centenas de milhares de candidatos a cada ano — como também o atalho para se tornar milionário, pela conquista do prêmio principal, ou pelo menos alcançar a fama — esta, outra forma de se tornar rico, com cachês polpudos para participar de festas e eventos Brasil afora ou estrelar as páginas de revistas masculinas.

Para estar ali, cada um abre mão do que é: esquecem os diplomas, quando os têm, ou as carreiras, se é que as possuem. Mais do que títulos profissionais, confessam que estão ali para “jogar” em busca do prêmio maior. No confinamento de meses, em busca da vitória, vão se mover, tramar, fingir, excluir, inventar histórias, discutir, brigar e fingir brigar, se reconciliar e fingir reconciliações. Mais do que a pessoa, vale o personagem. Darão exemplos pessoais que atestariam vidas vazias, mas, lapidadas pela eficientíssima equipe de produção da Rede Globo, virarão exemplos de superação. Em uma interpretação muito particular do “carpe diem” eternizado a partir do poema do romano Horácio, “brothers” e “sisters” vão dar homéricos espetáculos de bebedeira a cada balada na casa. Um porre atrás do outro. Tudo isso com transmissão ao vivo 24 horas e público voyeur para o espetáculo de exibicionismo.

Mas a existência contestável (leia matéria abaixo) do “Big Brother” e de suas variações menos originais — “A Fazenda”, “O Aprendiz” e os extintos “Casa dos Artistas”, “No Limite” e “Hipertensão”, entre dezenas — são o menor dos problemas. O “Big Brother” existe em mais de 50 países, mas é no Brasil que ele vira febre, por conta do poder que o gênero da teledramaturgia e a atmosfera competitiva exercem sobre a população. E o que não é o BBB senão uma telenovela de três meses, em que, capítulo a capítulo, rodada a rodada, vão se fazendo vencedores e derrotados até a “finalíssima”? A mágica do BBB consiste em grudar o brasileiro em frente à TV com pitadas daquilo que há nessas duas grandes alienações, a novela e o futebol.

Drama mais preocupante do que tais programas estarem na grade de programação, portanto, é o imenso espaço que eles ocupam na sociedade brasileira, ao contrário do que ocorre em outros países. De fato, esse lixo televisivo superproduzido só existe e persiste porque dá altíssima audiência. E altíssima audiência dá lucros gigantescos: somente com as seis cotas de patrocínios fixos, cada uma no valor de R$ 23,9 milhões, a Globo vai faturar R$ 143,4 milhões no “BBB 13”. Quem banca os luxos e mimos da turminha da casa este ano? Garnier, Chocolates Brasil Cacau, Unilever, Fiat e Ambev (esta, com duas cotas, pelas marcas Guaraná Antarctica e Skol). Isso explica muita coisa.

Não é à toa que esta será “a casa mais vigiada do Brasil”. Uma charge corrente na internet faz uma alusão a esse slogan comparando-o ao que o cartunista considera, por outro lado, a casa menos vigiada do Brasil: o Congresso Nacional. A simbologia faz o humor engasgar na garganta: com os olhos voltados para a ilusão, esquece-se a realidade que mudaria o País: as reformas estruturais paradas na Câmara e no Senado, constatação que manda a Pátria para o paredão. Sem direito a “anjo” para imunizar.
Seria o “Big Brother” um programa fora da lei?
O jornalista Luís Nassif, ultimamente, quase sempre é lembrado apenas por seu engajamento político-ideológico à esquerda. Há um ano, porém, em seu blog, ele sintetizou em poucos parágrafos algo sobre o “Big Brother Brasil” e programas similares que deveria levar o Ministério Público e, por consequência, a Justiça brasileira a trabalharem. O raciocínio vale a pena ser reproduzido.

Escreve Nassif que “intimidade e privacidade são bens indisponíveis, isto é, não é dado a outras pessoas invadirem esse tipo de bem jurídico”. Dessa forma, “é um direito individual, inalienável e intransferível”, do qual “somente a própria pessoa — por ela própria (não por meio de outro) — pode abrir mão”. Como exemplo, o jornalista coloca o fato de a Justiça não punir atos como a autolesão, a tentativa de suicídio ou a prática da prostituição. De forma contrária, o Estado não tem a mesma condescendência com quem — mesmo com autorização expressa do sujeito objeto da ação — fira outra pessoa, execute uma eutanásia ou gerencie a venda do corpo alheio para fins sexuais. “Esses princípios derrubam a ideia de que basta a pessoa autorizar para que sua intimidade possa ser exposta por terceiros de forma degradante”, conclui.

Para Luís Nassif, a análise jurídica de um programa como o “Big Brother Brasil” deveria ser feita a partir de pressupostos como esses. E exemplifica: “Não poderia ser questionado juridicamente alguém que coloque em sua própria casa uma webcam e explore sua intimidade. No caso do BBB, no entanto, a exploração é feita por terceiros de forma degradante. É como (com o perdão da comparação) o papel da prostituta e do cafetão. E não é qualquer terceiro, mas o titular de uma concessão pública obrigado a seguir os preceitos éticos previstos na Constituição — que não contemplam o estímulo ao voyeurismo.”

No BBB e em outros programas de entretenimento e até noticiosos, há abusos e indignidades demais expostos por meio de concessões públicas de comunicação. O que propõe Nassif deveria ser algo no mínimo a ser colocado em discussão nos meandros dos tribunais. Mas a possibilidade de isso vir a ocorrer é a mesma de a TV Cultura bater a Globo em audiência.

Mitxchelll PROFESSOR DE HISTÓRIA E PEDAGOGO!