ATTENAS AULAS
sexta-feira, 18 de novembro de 2011
E O PISO NÃO É SUFICIENTE É NECESSÁRIO CONDIÇÕES DE TRABALHO TAMBÉM E VALORIZAÇÃO DO SACERDOCIO DO PROFESSOR!
O piso salarial dos professores, uma lei não respeitada
Este ano os professores brasileiros comemoram trinta anos do início da luta pelo piso nacional do magistério, em 1981. O resultado, demorado, foi a Lei 11738, de 16 de julho de 2008 (que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2009). Devia ser implantada até 2010, mas ainda não virou realidade na maior parte dos estados brasileiros.
A lei determina que o salário mínimo mensal dos professores da rede pública deve ser de R$ 1.187,00 (atualizados anualmente) para uma jornada semanal de 40 horas, sendo que um terço dela deve ser cumprida em tarefas pedagógicas fora da sala de aula.
Um levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo mostrou um quadro desolador. Seis estados não cumprem a exigência salarial mínima (Bahia, Goiás, Minas Gerais, Pará, Rondônia e Rio Grande do Sul) e 15 (Acre, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Norte, Roraima, Rio Grande do sul, São Paulo e Tocantins) não cumprem a jornada semanal de 40 horas. Isto é, das 27 unidades da federação, 17 não cumprem a lei.
Este é um retrato da falta de respeito à educação. A lei, aprovada em 2008 depois de lutas intensas dos professores, teve sua constitucionalidade prontamente contestada no Supremo Tribunal Federal por alguns governadores, para quem ela seria uma intromissão da União em assuntos de competência exclusiva dos estados e municípios. Eles perderam: em abril deste ano o STF considerou que a lei não fere a Constituição devendo, portanto, ser cumprida, em benefício dos professores.
É um quadro desfavorável e tudo indica que o rigoroso respeito ao piso salarial nacional dos professores e da jornada de 40 horas semanais (com um terço dedicado a tarefas exercidas fora da classe) vai depender ainda de muita luta. A CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) já manifestou essa disposição, recomendando aos sindicatos que entrem na Justiça exigindo o respeito à lei, chegando mesmo a mover ações de improbidade administrativa contra as autoridades responsáveis por seu descumprimento.
São providências necessárias. Afinal, a melhoria da educação depende de políticas apropriadas seguidas em todas as esferas da administração, da federal à estadual e municipal. Decisões tomadas a nível federal, sem ressonância em estados e municípios, ou que fiquem à mercê das disposições das autoridades locais, estão a um passo de se tornarem letra morta.
A exigência de aplicação da lei não se resume a uma demanda meramente corporativa dos professores – ela tem impacto direto na qualidade da educação pública oferecida aos jovens brasileiros. E precisa ser aplicada
PROFESSOR HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL UI
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Deixe o seu voto ai nos comentários
QUAL O MAIOR BANDIDO VIVO
Qual é o maior bandido vivo no Brasil ? Repetimos, orgulhosamente, o concurso feito em 1931 pelo genialíssimo jornal “O Homem do Povo”, do casal Pagú & Oswald de Andrade (na fotinha com o filho Rudá), periódico no qua
l este blog recolhe, digamos assim, românticas inspirações.
À época da enquete, éramos tão bem-servidos de crápulas como agora. Lampião, por exemplo, no auge do cangaço, nunca liderou a enquete, humilhado em um desprezível 7º lugar. O ex-presidente Arthur Bernardes revezava com Assis Chateaubriand, nosso velho companheiro de imprensa, a cabeça da disputa.
Até o glorioso antropófago paulista, sim, o próprio Oswald, era muito bem votado. Chegou a tomar o lugar de Lampião na lista, repare que injustiça.
E agora chegou o solene momento de você, amigo, escolher o seu honorável bandido contemporâneo.
Quem se habilita?
Deixe o seu voto ai nos comentários. Importante: não vale bandido que já bateu as botas, afinal de contas, como diz o título daquela comédia, cliente morto não paga conta.
MITxCHELLL HISTORIADOR ORDINÁRIO FILOSOFO -
VOU DEIXAR MEU VOTO NO FIM DA ENQUETE MAS VOU COLOCAR UM MELZINHA NAS VOSSAS BOCAS! MEU VOTO COMEÇA COM "S"
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Em tratamento contra câncer, Lula raspa cabelo e barba
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva raspou nesta quarta-feira a barba e o cabelo, se antecipando à queda causada pela quimioterapia no tratamento contra um câncer de laringe.
A ex-primeira-dama Marisa Letícia cortou o cabelo e fez a barba do ex-presidente, segundo o Instituto Lula.
| Ricardo Stuckert/Instituto Lula | ||
| Marisa Letícia raspou barba e cabelo do ex-presidente Lula |
A barba era uma das marcas registradas de Lula desde que surgiu politicamente, no final dos anos 1970, como sindicalista.
Diagnosticado com um câncer na laringe há duas semanas, no dia 29 de outubro, Lula iniciou o tratamento quimioterápico dois dias depois (31).
O diagnóstico foi feito em exame realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
SINDICATO
O diretor de organização do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Moisés Selerges, que é careca, chegou a sugerir que toda a cúpula da entidade raspasse a cabeça em homenagem a Lula.
Mas a ideia não chegou a ser votada --alguns companheiros brincaram que ele estava agindo em "causa própria".
| Ricardo Stuckert/Instituto Lula | ||
| Marisa Letícia faz a barba do ex-presidente Lula, que se antecipou aos efeitos da quimioterapia |
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DE QUICHERAMOBIN
terça-feira, 15 de novembro de 2011
XV DE NOVEMBRO - PROCLAMAÇÃO DA REPUBLICA! UM PAÍS SEM MÉMORIA É UM PAÍS SEM HISTÓRIA! NÃO DEIXANDO A MEMÓRIA DORMIR...MITxCHELLLL
O BRAZIL (ZIL, ZIL,ZIL) É UM PAÍS ÚNICO! SE NÃO VEJAMOS: QUEM GRITOU INDEPENDENCIA OU MORTE FOI UM EXTRANGEIRO: D. PEDRINHO I (teve mulheres que as estrelas do céus n pode contar, puxando sua mãe safadinha D. CARLOTA JOAQUINA - A INFANTA MAIS FEIA DA HISTÓRIA). QUEM PROCLAMOOU NOSSA REPÚBLICA 121 ANOS ATRÁS FOI UM MONARQUISTA - DEODORO DA FONSECA! VIVEMOS 21 ANOS DE DITADURA! QUEM PROCLAMA O FIM DA DITADURA? UM DITADOR: JOSÉ SARNEY, O HITLER DO MARANHÃO! ESSE É NOSSO PAÍS! 15 DE NOVEMBRO PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA! O HISTORIADOR NÃO PODE DEIXAR A MÉMORIA COLETIVA DORMIR! TENTO FAZER MINHA PARTE!
MITxCHELLLL - + amorashopia.blogspot.com
MITxCHELLLL - + amorashopia.blogspot.com
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Lugar de filho de político é na escola pública
Ê vida de gado. Povo marcado. Povo feliz. Sai do meio que hoje estou popular, populista, meio lírico e meio comunista, como diria o amigo Antonio Prata.
E aqui, com esse alfabeto desenvolvido a partir de letras para ferrar bois, reverbero Zé Ramalho, o Bob Dylan do Brejo do Cruz, 100% cosmo-paraibano.
Venho por meio desta lembrar dona Heroína, Heroína Taveira, minha primeira professora. Pública. Escola Rural Municipal Furtado Leite, Sítio das Cobras, Santana do Cariri, Ceará.
Entre a palha do milho e o pó de giz, Heroína era o que o batismo denunciava mesmo. Ganhava uma pataca da prefeitura e nos fazia ver a luz das letras.
Depois vieram outras e outras do mesmo gênero dos grandes feitos: heroicas de grupos escolares de Nova Olinda e Juazeiro do Norte.
Até a faculdade, começo em Ciências Sociais e depois Jornalismo (salve o CAC-UFPE), tudo ensino público e gratuito. Inclusive a boia, o pão-com-ovo ad infinitum e a dormida, xepeiro da CEU que fui, com muito orgulho.
Donde CEU vem a ser, amigo, a Casa do Estudante Universitário, Engenho do Meio, Recife.
Enfim, de tão público, incluindo crédito escolar da Caixa e um bico na biblioteca da universidade, sou quase um Xicobrás.
Por isso me doi mais ainda quando vejo esses resultados ai do Enem e a situação do ensino gratuito. Apenas três escolas entre as cem primeiras.
Nem carecia de exame algum pra gente saber que a situação é miserável.
As Heroínas continuam recebendo um faz-me-chorar. Nada de faz-me-rir no fim do mês.
Tudo piorou mais ainda conforme a classe media foi migrando para as escolas particulares.
Tá de lascar, senhoras e senhores.
Daí que lembro do importantíssimo projeto do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), que tramita em câmera lenta no Congresso.
Obriga que todo e qualquer político, de qualquer nível, matricule seu filhote em escola pública.
Tudo bem, há quem ache populista. Que seja. Lindo. Se é demagógico ou populista, ótimo, precisamos desse tipo de populismo mesmo.
A lei, se aprovada, vai valer a partir de 2014, ano da zona da Copa. Seria um baita gol de letra –hoje estou amando trocadilhos, frases fáceis, didáticas, bora nessa, pressão na cambada.
Só assim melhoraríamos nossas escolas e a vida das nossas Heroínas.
Além do ensino, os administradores deveriam também ser obrigados a usar a rede de saúde pública. Claro que rolaria umas trapaças, mas valeria a intenção de ensiná-los.
A educação pela pedra. E pela pedrada neles! Aqui fico com o encanto radical de sempre por João Cabral de Melo Neto.
Deixo um beijo e todo agradecimento a dona Heroína, hoje habitante da cidade de Teresina, Piauí, Estado que até fez bonito no Enem. Mas infelizmente apenas no ensino pago.
MITxCHELLL ORDINÁRIO HISTORIADOR FILOSOFO
Charlize Theron e os 11 + elegantes do futebol
Vamos aproveitar o "Dia do Fico" do menino Neymar, data histórica para o futebol-arte deste PatroPizza, e falar de elegância.
Fazer lista é fácil, difícil é sentir o drama das “injustiças” cometidas. E lista de apenas 11, Nossa Senhora do Ludopédio, é um martírio.
Marcelo Mendez, escriba do blog Canela de Ferro, montou recentemente o time dos maiores “bandidos” dentro e fora de campo.
Agora, também a pedidos, é a vez do cronista do Pastilhas Coloridas nos trazer os jogadores mais elegantes de todos os tempos:
Ademir Da Guia: A classe em pessoa. Um gentleman de chuteiras, um dândi. Primeiro violino da orquestra sinfônica do Palmeiras dos anos 60, homenageado por grandes como João Cabral de Melo Neto.
Ailton Lira: Camisa 8 com louvor do Santos do final dos anos 70, homem de lançamentos precisos e batida na bola com grande precisão. O mundo parava, quando Lira batia uma falta.
Nilton Santos: No timaço do Botafogo dos anos 50, Nilton se eternizou como “A Enciclopédia”. Foi tão chique que podia jogar futebol de smocking.
Pagão: Cerebral. Um camisa 9 que jogava bola com uma beleza retumbante. Pagão foi o melhor jogador de xadrez de chuteiras de todos os tempos!
Heleno de Freitas: “Nunca Houve Um Homem Como Heleno”, diz a sua biografia. Heleno foi impecável. Jogador fantastico em campo, assiduo frequentador da noite carioca dos anos 40, homem bonito, sempre bem trajado e bem acompanhado. Único. (Perdão, botafoguenses, mas o cara aparece aí acima jogando charme e milongas pelo Boca).
Zidane: Um lorde em campo. Zidane não pisava o mesmo chão dos reles mortais ludopédicos. Flutuava entre o meio campo e a sagração dos semi-deuses. Zidane é a elegância em si.
Mauro Ramos: No final dos anos 50, o São Paulo tinha um zagueiro com uma classe, uma classe, uma beleza, uma elegância tamanha, que ganhou dos torcedores a alcunha de “Marta Rocha”. Jogou bola da mesma forma que Proust escreveu livros.
Franz Beckenbauer: Além de criar uma posição em campo para jogar seu futebol, Beckenbauer era chamado por seus companheiros de “Kaiser”. Não precisa falar mais muita coisa pra justifica-lo aqui.
Didi: Nelson Rodrigues o eternizou em uma crônica como “O Principe Etiope”. Didi tinha nos pés a habilidade que Givanchi tinha nas mãos. Andava em campo com a altivez dos grandes, tocava na bola como se a mesma fosse a cintura da Charlize Theron.
Bauer: Grande camisa 5 do São Paulo, Bauer praticamente criou a função do volante moderno. Conhecido como “O Monstro do Maracanã”, após uma partidaça da copa de 50. Errava um passe de 8 em 8 meses.
Danilo Alvin: No grande Vasco dos anos 40 e 50, havia por lá um jogador que ficou conhecido como “O Principe”. Danilo Alvin foi um meio campo de fina estirpe e futebol imortal!
DE TODOS DESSA MAGNIFICA LISTA EU ASSISTI AO VIVO SOMENTE O GENIAL ZIDANE! OS OUTROS SO POR VÍDEOS!
O ZIDANE FOI O MAIOR JOGADOR QUE VI JOGADOR, O MAIS COMPLETO! ELE CHAMAVA A BOLA DE MEU AMOR!
MITxCHELLL WOODSTOOCK - DIRETO DE ZURIQUE - PARA O BLOG MAIS ECLETICO, DEMOCRATICO E SUCULENTO DA REDE!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
OS 11 BANDIDOS DO FUTEBOL

Então para ninguem ficar magoado, vou aqui traze-la no Canela de Ferro, com duas alterações “bandidisticas”, e com as fotinhas, para os amigos conhecerem nossos ricos personagens, Claro que o espaço tae, quem quiser mandar seu sangue-no-zóio, fique a vontade,
Segue os cartazes...

Almir – Craque de bola, baita jogador do Vasco, America, Flamengo, protagonista da maior briga da história do maracanã num flamengo x bangu em 1966. Perto dele, Edmundo é coroinha!
Serginho Chulapa – Maior artilheiro da história do São Paulo, atacante do Santos e matador. Dentro e fora do campo também...Merica – Uma vez perguntaram ao Serginho Chulapa se teve algum jogador que já o fez afinar. Ele respondeu, Merica. Não precisa falar mais nada...
Chicão – Volantão classico, jogador do São Paulo dos anos 70, Chicão ficou conhecido como “O monstro de Rosário” Ao parar a Seleção Argentina no tapa, durante a Copa do Mundo de 1978
George Best - Histórico atacante do Manchester United dos anos 60, Best era grande apreciador da noite e dos uisques. Sua frase celebre; “Gastei meu dinheiro com mulheres e bebidas. O resto desperdicei em responsabilidades...”
Beijoca – Grande Camisa 9 do Bahia do final dos anos 70, ficou eternizado pelos seus dotes cachacisticos e sua grande habilidade de trocar porradas!
Paul Gascoine – Foi um meia ingles habilidoso no começo dos anos 90, bom de dribles e de copo principalmente!
Marião – Você que é garoto ae hoje em dia, que vive com essa coisa de peso de Ronaldo, peso de Adriano, pssssssss... Nos anos 70, havia um zagueiro que batia até no pensamento do atacante! Se notabilizou justamente pela sua protuberancia no consumo de Bacon e Suquinho de Cevada. Marião marcou época!!!
Eric Cantona – Um Bicho! Cantona é pop! Jogou no Manchester United no final dos anos 90, artilheiraço, fazedor de gols que entrou pra história ao “invadir a arquibancada” pra bater na torcida do Cristal Palace em 1998!
Doval - Milongueiro! Jogou no charmoso rio De Janeiro nos anos 70 pela dupla Fla-Flu. Há quem diga que o Argentino jogou muito mais na noite de Ipanema, que no Maracanã!
Paulinho Valentin – Nos anos 60 havia um camisa 9 matador, artilheiro de primeira linhagem, boêmio, marido de Hilda Furacão, que jogava no Grande Botafogo de Didi, Nilton Santos e Garrincha. Ae um dia o levaram para um jogo contra o Uruguai pelo sulamericano onde rolou um briga dantesca. Nela, o dito centroavante bateu na seleção uruguaia toda e em toda nação oriental ma sem dó mesmoElefanta e filhote ficam presos em poça de lama na Zâmbia
Abraham Banda - Norman Carr Safaris – BBC Brasil
SEM DÚVIDA O ELEFANTE É UM ANIMAL ADMIRAVEL SUA ORELHA GRANDE PARA OUVIR BASTANTE E APRENDER MUITO, SUA BOCA PEQUENA QUE CONVEM FALAR POUCO, SEUS OLHOS PEQUENAS MAS EXTERNOS ENORMES, SEU TAMANHA AVANTAJADO QUE FAZ TUDO PELOS SEUS FILHOS E QUANDO ESTA EM PERIGO LUTA PELA SUA MANADA! DETECTA TERREMOTOS COM UMA HORA DE ANTECEDENCIA! UMA MEMÓRIA EXTRAORDINÁRIA! ENFIM QUERO SER COMO UM ELEFANTE...
MITxCHELLL WOODSTOOCK MMXI
Morreu o japonês Momofuku Ando, inventor do miojo.
UMA DAS MAIORES INVENÇÕES DE TODOS OS TEMPOS NA MINHA OPINIÃO!
KING MITxCHELLLL WOODSTOOCK DE LUTO
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
NÃO TEMOS OUTRO CAMINHO A TRILHAR QUE NÃO SEJA O DA EDUCAÇÃO ESSE É UM ÓTIMO EXEMPLO!
De faxineiro a professor universitário
Em 2001, Monteiro foi demitido de uma empresa de alimentos, onde trabalhava na área de vendas e merchandising. Por meio de um conhecido, ficou sabendo que a Universidade Metodista estava recrutando pessoas para o setor de higiene. “Sem pretensão, fui até a faculdade saber mais sobre as vagas e acabei conversando com o próprio chefe do setor de limpeza e manutenção”, lembra.
Depois de participar do processo seletivo, Monteiro foi chamado para começar a trabalhar em janeiro de 2002. “Quando soube que quem trabalhava na instituição tinha direito à bolsa de estudos, foi a realização de um sonho. Sempre tive vontade de cursar Ensino Superior. O emprego caiu como uma luva”, conta.
Monteiro abraçou a oportunidade, encarando aquele emprego como outro qualquer. “Analisei a questão da bolsa de estudos e percebi que teria ainda mais benefícios. Assumi aquela profissão com toda vontade mesmo.” Preconceito, ele conta que sofreu apenas por parte de alguns antigos colegas de trabalho, mas sabia quais eram os seus objetivos – batalhar e estudar. “Trabalho desde os 16 anos e com certeza aquele foi o melhor emprego que eu tive na minha vida”, afirma.
Desenvolvimento gradativo – Monteiro era aluno do curso de Administração de Empresas, quando participou de uma seleção interna para atuar no departamento de Comunicação Visual da Metodista. Ele conta que, antes mesmo de ter o resultado do processo seletivo, gostava de ajudar e se oferecia voluntariamente para trabalhar no setor.
Em um ano, Monteiro mudou de área e começou a trabalhar com a montagem e fabricação de banners, a produção de materiais institucionais e de cartazes para divulgações no campus. Mas foi em 2006 que passou a conviver com os alunos. “Os professores davam atividades para montar peças publicitárias, de merchandising. Como alguns estudantes não tinham tanta habilidade com os materiais e processos, passei a orientá-los”, diz.
Foi então que surgiu um convite para dar uma aula para a turma, ação que acabou se tornando rotina. Na sequência, Monteiro recebeu um convite para ministrar o curso de Marketing à distância, como professor tutor voluntário. Para aproveitar a oportunidade, resolveu cursar pós-graduação em Marketing, em 2008, também com bolsa de estudos integral.
No mesmo ano, deixou de ser voluntário e foi contratado como professor auxiliar de Ensino Superior. Como docente, ele pretende dar um passo maior, tornado-se professor temático (que dá aulas em uma área específica). Para isso, já está planejando um mestrado em Administração de Empresas, em 2012.
“Teve uma época, quando eu dava treinamentos em merchandising, que me interessei pela docência. Então já existia uma vontade de virar professor. Foi muito legal como, ao longo de um processo, consegui alcançar meus objetivos."
MITxCHELLL TIBETANO DIRETO DO ÚMBIGO DO MUNDO
terça-feira, 8 de novembro de 2011
VOU CHEGAR EM 2050...
Demografia
Os desafios de um planeta com 7 bilhões de pessoas
José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
A população mundial atingiu os 7 bilhões de habitantes no dia 31 de outubro, segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). O ritmo acelerado de crescimento populacional impõe desafios para garantir uma convivência mais equilibrada nos centros urbanos, nas próximas décadas.
Direto ao ponto: Ficha-resumo
Durante séculos, o número de pessoas na Terra aumentou muito pouco. A marca de 1 bilhão de habitantes foi alcançada em 1800. A partir dos anos 1950, porém, melhorias nas condições de vida em regiões mais pobres provocaram uma rápida expansão. Em apenas meio século, a população mais do que dobrou de tamanho, chegando a 6 bilhões em 2000.
As projeções indicam que, em 2050, serão 9,3 bilhões de habitantes no planeta, índice que atingirá os 10 bilhões até o final do século, antes de estabilizar. O aumento ocorrerá principalmente em países africanos que registram altas taxas de fertilidade.
A China é hoje o país mais populoso do mundo, com 1,35 bilhão de pessoas, seguida da Índia, com 1,24 bilhão. Mas, segundo a ONU, em 2025 a Índia terá 1,46 bilhão de habitantes, ultrapassando os estimados 1,39 bilhão de chineses nesta data.
O problema não é acomodar tanta gente: há espaço de sobra. As questões envolvem o balanço entre população idosa e jovem, uso de recursos naturais, fluxo migratório e desenvolvimento sustentável em zonas urbanas, que concentrarão 70% da população mundial.
Em 2008, pela primeira vez na historia, havia mais gente morando em cidades que no campo. Em 1975, havia três megacidades (aglomerados urbanos com mais de 10 milhões de pessoas) no mundo: Nova York, Tóquio e Cidade do México. Hoje, são 21, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro. Essas cidades demandam soluções para problemas como trânsito, violência, saneamento básico e desemprego.
O aumento populacional cria também disparidades sociais. Nos países mais pobres, como no continente africano, as altas taxas de fecundidade e o crescimento da população mais jovem dificultam o desenvolvimento. Não há emprego para todos e nem acesso à educação de qualidade.
Já em nações ricas, como o Japão e países europeus, o problema é o envelhecimento do povo. O maior número de pessoas idosas reduz a força de trabalho e sobrecarrega os sistemas previdenciários, onerando o Estado.
Por isso, governos usam estratégias opostas: campanhas de controle da natalidade no primeiro caso, como prevenção de gravidez na adolescência, e estímulo econômico às mulheres para que tenham mais filhos, no segundo.
Em geral, as taxas de fecundidade (número médio de filhos por mulher) caíram de 6 filhos para cada mulher para 2,5, desde os anos 1970. As causas foram os avanços sociais e econômicos, que permitiram às mulheres acesso à educação, trabalho e métodos contraceptivos.
Mas, ao mesmo tempo, a expectativa de vida passou de 48 anos, no início da década de 1950, para 68 anos na primeira década do século. E a mortalidade infantil, que era de 133 mortes para cada 1 mil nascimentos, na década de 1950, caiu para 46 mortes em cada 1 mil, no período entre 2005-2010.
Jovens com menos de 25 anos compõem 43% da população mundial. Eles representam uma importante mão de obra para estimular economias, sobretudo aquelas em crise; mas, para isso, precisam ter educação, saúde e emprego.
Na última década, projeções apontam uma tendência de queda para índices entre 1,8 e 1,9, abaixo da taxa de reposição de 2,1 filhos. São taxas de fecundidade próxima a países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão e Rússia.
O aspecto positivo é que isso contribui para a diminuição da pobreza, pois o Estado tem menos crianças para assistir e há mais mulheres no mercado de trabalho. Contudo, nesse ritmo, o país terá que lidar em breve com gastos causados pelo envelhecimento populacional. Estima-se que, em 2100, os idosos com mais de 80 anos serão 13,3% da população brasileira, superando a parcela de pessoas economicamente ativas.
Enquanto isso, o país aproveita uma característica demográfica que favorece o crescimento econômico: há um número maior de adultos, ou seja, de pessoas em idade produtiva que não dependem do Estado. É o chamado “bônus demográfico”, que dura um tempo determinado e deve ser aproveitado.
Por esta razão, especialistas afirmam que agora é o momento de pensar políticas públicas para lidar com o envelhecimento dos brasileiros. Outro ponto importante é o planejamento urbano. O Brasil, com 85% pessoas vivendo nas cidades, é um dos países mais urbanizados do mundo, e, com mais gente vivendo nas cidades, há mais demanda por habitação, saneamento e transporte público, postos de trabalho, saúde e educação.
Direto ao ponto: Ficha-resumo
Durante séculos, o número de pessoas na Terra aumentou muito pouco. A marca de 1 bilhão de habitantes foi alcançada em 1800. A partir dos anos 1950, porém, melhorias nas condições de vida em regiões mais pobres provocaram uma rápida expansão. Em apenas meio século, a população mais do que dobrou de tamanho, chegando a 6 bilhões em 2000.
As projeções indicam que, em 2050, serão 9,3 bilhões de habitantes no planeta, índice que atingirá os 10 bilhões até o final do século, antes de estabilizar. O aumento ocorrerá principalmente em países africanos que registram altas taxas de fertilidade.
A China é hoje o país mais populoso do mundo, com 1,35 bilhão de pessoas, seguida da Índia, com 1,24 bilhão. Mas, segundo a ONU, em 2025 a Índia terá 1,46 bilhão de habitantes, ultrapassando os estimados 1,39 bilhão de chineses nesta data.
O problema não é acomodar tanta gente: há espaço de sobra. As questões envolvem o balanço entre população idosa e jovem, uso de recursos naturais, fluxo migratório e desenvolvimento sustentável em zonas urbanas, que concentrarão 70% da população mundial.
Em 2008, pela primeira vez na historia, havia mais gente morando em cidades que no campo. Em 1975, havia três megacidades (aglomerados urbanos com mais de 10 milhões de pessoas) no mundo: Nova York, Tóquio e Cidade do México. Hoje, são 21, entre elas São Paulo e Rio de Janeiro. Essas cidades demandam soluções para problemas como trânsito, violência, saneamento básico e desemprego.
O aumento populacional cria também disparidades sociais. Nos países mais pobres, como no continente africano, as altas taxas de fecundidade e o crescimento da população mais jovem dificultam o desenvolvimento. Não há emprego para todos e nem acesso à educação de qualidade.
Já em nações ricas, como o Japão e países europeus, o problema é o envelhecimento do povo. O maior número de pessoas idosas reduz a força de trabalho e sobrecarrega os sistemas previdenciários, onerando o Estado.
Por isso, governos usam estratégias opostas: campanhas de controle da natalidade no primeiro caso, como prevenção de gravidez na adolescência, e estímulo econômico às mulheres para que tenham mais filhos, no segundo.
Em geral, as taxas de fecundidade (número médio de filhos por mulher) caíram de 6 filhos para cada mulher para 2,5, desde os anos 1970. As causas foram os avanços sociais e econômicos, que permitiram às mulheres acesso à educação, trabalho e métodos contraceptivos.
Mas, ao mesmo tempo, a expectativa de vida passou de 48 anos, no início da década de 1950, para 68 anos na primeira década do século. E a mortalidade infantil, que era de 133 mortes para cada 1 mil nascimentos, na década de 1950, caiu para 46 mortes em cada 1 mil, no período entre 2005-2010.
Jovens com menos de 25 anos compõem 43% da população mundial. Eles representam uma importante mão de obra para estimular economias, sobretudo aquelas em crise; mas, para isso, precisam ter educação, saúde e emprego.
Brasil
No Brasil, há uma tendência para o envelhecimento da população, que é hoje de 192 milhões de habitantes. Em 1960, cada mulher tinha uma média de 6 filhos, taxa reduzida para 2,4 no começo deste século.Na última década, projeções apontam uma tendência de queda para índices entre 1,8 e 1,9, abaixo da taxa de reposição de 2,1 filhos. São taxas de fecundidade próxima a países como Alemanha, Espanha, Itália, Japão e Rússia.
O aspecto positivo é que isso contribui para a diminuição da pobreza, pois o Estado tem menos crianças para assistir e há mais mulheres no mercado de trabalho. Contudo, nesse ritmo, o país terá que lidar em breve com gastos causados pelo envelhecimento populacional. Estima-se que, em 2100, os idosos com mais de 80 anos serão 13,3% da população brasileira, superando a parcela de pessoas economicamente ativas.
Enquanto isso, o país aproveita uma característica demográfica que favorece o crescimento econômico: há um número maior de adultos, ou seja, de pessoas em idade produtiva que não dependem do Estado. É o chamado “bônus demográfico”, que dura um tempo determinado e deve ser aproveitado.
Por esta razão, especialistas afirmam que agora é o momento de pensar políticas públicas para lidar com o envelhecimento dos brasileiros. Outro ponto importante é o planejamento urbano. O Brasil, com 85% pessoas vivendo nas cidades, é um dos países mais urbanizados do mundo, e, com mais gente vivendo nas cidades, há mais demanda por habitação, saneamento e transporte público, postos de trabalho, saúde e educação.
| A população mundial atingiu os 7 bilhões de habitantes no dia 31 de outubro, segundo estimativas da ONU (Organização das Nações Unidas). A China é hoje o país mais populoso do mundo, com 1,35 bilhão de pessoas, seguida da Índia, com 1,24 bilhão. As projeções indicam que, em 2050, serão 9,3 bilhões de habitantes no planeta, índice que atingirá os 10 bilhões até o final do século, antes de estabilizar. O aumento ocorrerá principalmente em países africanos que registram altas taxas de fertilidade. O ritmo acelerado de crescimento populacional impõe desafios para garantir uma convivência mais equilibrada nos centros urbanos, nas próximas décadas. O problema não é acomodar tanta gente: há espaço de sobra. As questões envolvem o balanço entre população idosa e jovem, uso de recursos naturais, fluxo migratório e desenvolvimento sustentável em zonas urbanas, que concentrarão 70% da população mundial. No Brasil, com 192 milhões de habitantes, há uma tendência para o envelhecimento da população. Na última década, projeções apontam uma tendência de queda para índices de fecundidade próximos aos registrados em países europeus. Outro desafio é a vida em centros urbanos: o Brasil, com 85% da população vivendo nas cidades, é um dos países mais urbanizados do mundo. |
MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO MMXI
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
Carajás e Tapajós? Para aonde vou mudar?
Plebiscito: 11 de dezembro
Se aprovada, divisão do Pará criará mais dois Estados
José Renato Salatiel*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
Dois novos Estados podem surgir na região norte do Brasil, dependendo da decisão de um plebiscito para a separação do Pará em três, formando os estados de Carajás e Tapajós. A proposta é rejeitada por grupos que apontam nela interesses políticos, sem benefícios para a população.Direto ao ponto: Ficha-resumo
O plebiscito foi aprovado pelo Congresso em maio e será realizado em 11 de dezembro. O Brasil possui hoje 27 unidades federativas, sendo 26 Estados e o Distrito Federal. Se a divisão for aceita pelos paraenses, será a primeira vez que um Estado brasileiro surgirá das urnas, de uma decisão popular.
A campanha pelo plebiscito começou em 13 de setembro. Para os defensores da medida, ela levará progresso para o interior do Estado, onde a ausência do governo dificulta o desenvolvimento econômico.
O Pará é o segundo maior Estado do país, atrás somente do Amazonas. Santarém, por exemplo, fica a quase 1.500 km de Belém. Com a estrutura política que acompanha a formação de um Estado, será mais fácil, segundo os separatistas, direcionar recursos federais para as regiões mais distantes da capital.
Já os opositores acreditam que a separação, ao contrário, vai piorar os indicadores sociais das cidades paraenses, que estão entre as mais violentas e pobres do país. Além disso, eles apontam interesses políticos e econômicos na repartição.
De acordo com o projeto, o Pará ficaria com 78 cidades (17% do território), 4,6 milhões de habitantes e 56% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 32,5 bilhões. Tapajós, na região oeste, teria como capital Santarém, incluindo 27 cidades (58% do território), 1,2 milhões de habitantes e 11% do PIB (R$ 6,4 bilhões). Carajás, ao sul, cuja capital seria Marabá, contaria com 39 cidades (25% do território), 1,6 milhões de habitantes e 33% do PIB (R$ 19,6 bilhões).
Desde o século 19 há movimentos em defesa da criação do Tapajós, que quase chegou a ser oficializado na Assembleia Constituinte de 1988, junto com Tocantins. A separação de Carajás tem à frente pecuaristas e empresários do setor de mineração. Mas o fator decisivo para aprovação será o convencimento dos moradores de Belém. A capital concentra o maior foco de resistência à divisão do Estado.
O resultado do plebiscito será encaminhado ao Congresso. De acordo com a Constituição, a criação de Estados e territórios depende da aprovação de uma lei complementar.
Entre os projetos está a criação do Estado do Triângulo, que separa o Triângulo Mineiro do restante de Minas Gerias, com 37 municípios; Gurguéia, no sul do Piauí, com 87 cidades (60% do território); o Araguaia, com 32 municípios, e o Mato Grosso do Norte, com 47, desmembrados do Mato Grosso; o Rio São Francisco, com 34 municípios, localizado a oeste da Bahia; o Maranhão do Sul, com 49 municípios, dividindo o Maranhão; o Oiapoque, no Amapá; e os territórios do Rio Negro, Solimões e Juruá, no Amazonas.
A primeira divisão territorial brasileira aconteceu após o descobrimento, com a fundação de 15 capitanias hereditárias. No período colonial, as capitanias foram uma maneira encontrada pela Coroa Portuguesa para compensar a falta de recursos para colonizar o país, transferindo terras para particulares.
A hereditariedade foi extinta em 1759 pelo Marquês de Pombal, mas as capitanias foram mantidas até 1821. Nessa época, a maior parte delas se tornou províncias, que deram origem a quase todos os Estados brasileiros.
No período imperial havia 19 províncias, duas delas oriundas do desmembramento do Pará (Amazonas) e de São Paulo (Paraná). Em 1828, a província de Cisplatina, no sul, se tornou independente e originou o Uruguai. Com a Proclamação da República, em 1889, as províncias se transformaram em Estados.
Em 1903, o governo comprou da Bolívia três territórios que, em 1920, seriam unificados para formar o Acre. Durante a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas desmembrou seis territórios estratégicos do país: Amapá, Fernando de Noronha, Guaporé, Iguaçu, Ponta Porã e Rio Branco.
Com o fim da guerra, Ponta Porã e Iguaçu foram reincorporados aos Estados de Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), Santa Catarina e Paraná. Os demais viraram Estados: Rio Branco virou Roraima e Guaporé, Rondônia. Fernando de Noronha voltou a pertencer a Pernambuco.
Em 1960 o território de Goiás passou a abrigar o Distrito Federal, enquanto a antiga capital do país, a cidade do Rio de Janeiro, se tornou o Estado da Guanabara, de 1960 a 1975. Em 1977 parte de Mato Grosso virou o Mato Grosso do Sul e, na Constituinte de 1988, foi criado o Tocantins, ao norte de Goiás.
MITxCHELLL TIBETANO - DIRETO DE CARAJÁS OU TAPAJÓS?
O plebiscito foi aprovado pelo Congresso em maio e será realizado em 11 de dezembro. O Brasil possui hoje 27 unidades federativas, sendo 26 Estados e o Distrito Federal. Se a divisão for aceita pelos paraenses, será a primeira vez que um Estado brasileiro surgirá das urnas, de uma decisão popular.
A campanha pelo plebiscito começou em 13 de setembro. Para os defensores da medida, ela levará progresso para o interior do Estado, onde a ausência do governo dificulta o desenvolvimento econômico.
O Pará é o segundo maior Estado do país, atrás somente do Amazonas. Santarém, por exemplo, fica a quase 1.500 km de Belém. Com a estrutura política que acompanha a formação de um Estado, será mais fácil, segundo os separatistas, direcionar recursos federais para as regiões mais distantes da capital.
Já os opositores acreditam que a separação, ao contrário, vai piorar os indicadores sociais das cidades paraenses, que estão entre as mais violentas e pobres do país. Além disso, eles apontam interesses políticos e econômicos na repartição.
De acordo com o projeto, o Pará ficaria com 78 cidades (17% do território), 4,6 milhões de habitantes e 56% do Produto Interno Bruto (PIB), ou R$ 32,5 bilhões. Tapajós, na região oeste, teria como capital Santarém, incluindo 27 cidades (58% do território), 1,2 milhões de habitantes e 11% do PIB (R$ 6,4 bilhões). Carajás, ao sul, cuja capital seria Marabá, contaria com 39 cidades (25% do território), 1,6 milhões de habitantes e 33% do PIB (R$ 19,6 bilhões).
Desde o século 19 há movimentos em defesa da criação do Tapajós, que quase chegou a ser oficializado na Assembleia Constituinte de 1988, junto com Tocantins. A separação de Carajás tem à frente pecuaristas e empresários do setor de mineração. Mas o fator decisivo para aprovação será o convencimento dos moradores de Belém. A capital concentra o maior foco de resistência à divisão do Estado.
O resultado do plebiscito será encaminhado ao Congresso. De acordo com a Constituição, a criação de Estados e territórios depende da aprovação de uma lei complementar.
Como nascem os Estados
Tramitam hoje no Congresso projetos de lei para a instituição de mais 16 Estados federativos. Os projetos podem ganhar novo fôlego, caso a população paraense aprove a divisão no Norte.Entre os projetos está a criação do Estado do Triângulo, que separa o Triângulo Mineiro do restante de Minas Gerias, com 37 municípios; Gurguéia, no sul do Piauí, com 87 cidades (60% do território); o Araguaia, com 32 municípios, e o Mato Grosso do Norte, com 47, desmembrados do Mato Grosso; o Rio São Francisco, com 34 municípios, localizado a oeste da Bahia; o Maranhão do Sul, com 49 municípios, dividindo o Maranhão; o Oiapoque, no Amapá; e os territórios do Rio Negro, Solimões e Juruá, no Amazonas.
A primeira divisão territorial brasileira aconteceu após o descobrimento, com a fundação de 15 capitanias hereditárias. No período colonial, as capitanias foram uma maneira encontrada pela Coroa Portuguesa para compensar a falta de recursos para colonizar o país, transferindo terras para particulares.
A hereditariedade foi extinta em 1759 pelo Marquês de Pombal, mas as capitanias foram mantidas até 1821. Nessa época, a maior parte delas se tornou províncias, que deram origem a quase todos os Estados brasileiros.
No período imperial havia 19 províncias, duas delas oriundas do desmembramento do Pará (Amazonas) e de São Paulo (Paraná). Em 1828, a província de Cisplatina, no sul, se tornou independente e originou o Uruguai. Com a Proclamação da República, em 1889, as províncias se transformaram em Estados.
Em 1903, o governo comprou da Bolívia três territórios que, em 1920, seriam unificados para formar o Acre. Durante a Segunda Guerra Mundial, Getúlio Vargas desmembrou seis territórios estratégicos do país: Amapá, Fernando de Noronha, Guaporé, Iguaçu, Ponta Porã e Rio Branco.
Com o fim da guerra, Ponta Porã e Iguaçu foram reincorporados aos Estados de Mato Grosso (hoje, Mato Grosso do Sul), Santa Catarina e Paraná. Os demais viraram Estados: Rio Branco virou Roraima e Guaporé, Rondônia. Fernando de Noronha voltou a pertencer a Pernambuco.
Em 1960 o território de Goiás passou a abrigar o Distrito Federal, enquanto a antiga capital do país, a cidade do Rio de Janeiro, se tornou o Estado da Guanabara, de 1960 a 1975. Em 1977 parte de Mato Grosso virou o Mato Grosso do Sul e, na Constituinte de 1988, foi criado o Tocantins, ao norte de Goiás.
MITxCHELLL TIBETANO - DIRETO DE CARAJÁS OU TAPAJÓS?
VOCÊ QUE TAMBÉM ESTÁ SOZINHO COMO MITxCHELLL
ORAÇÃO À NOSSA SENHORA DOS QUE AMAM SOZINHOS
TEXTO DO XICO SÁ@!
POSTADO POR MITxCHELLL WOODSTOOCK
Nossa Sra. dos que Amam Sozinho, perdoa-me pela insistência, nem mais é por tanto quere-la, é por deixar claro, nega que sopra das intimidades dessa oração, que só ela me faz passar da conta, perversa, cair no abismo mais lindo do gozo sem volta, como naquele encosto de beira de estrada, como na rodovia estrangeira de Sam Shepard, crônicas...
Nossa Sra. dos que só pensam nela, cotovelos lanhados de tanta espera, tantos sustos nas ruas, nos bares, “é ela!!!”, Nossa Sra. Dos Cotovelos da Surpresa e das janelas, tão gastos, cinzas, peles, dobras, e tanta fome de viver aqui dentro, megalomaníaco, épico, terá sido a força do desprezo???
Não creio, sr. Albero Moravia.
É mesmo a paudurescência, nostalgia precoce das grandes histórias, o tempo inteiro, pensando, pensando, pensando, mas no fundo gostas!
Os joelhos lanhados pela romaria, devoção e insistência.
Nossa Sra. da Vida Alongada que consegue, nos seus exercícios de Kama Sutra, me levar à coisa mais sagrada.
Nossa Senhora!!!
Amor demorado, anjo exterminador da alcova sem pílulas milagrosas.
Amor por tê-la, rara.
Beijá-la delicadamente, como um cristão que dissolve na boca uma hóstia.
Amar por horas, riachinhos d´águas que não se sabem donde, cada cantinho dum mapa que se inventou só pra se perder depois, sentimento é a verdadeira bússola dum homem, perdido docemente lá embaixo, lá embaixo, daquelas tuas vestes modernas que nunca te escondem.
Lua cheia, vida crescente.
Escuto Lê Déserteus, Boris Vian, ouviste?.
Nossa Senhora dos que sentem muito e amam sozinho, rogai por nós que recorremos a vós!
TEXTO DO XICO SÁ@!
POSTADO POR MITxCHELLL WOODSTOOCK
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