ATTENAS AULAS

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

VIRTUDES...

SEJAMOS COMO ELEFANTES!
Apesar de seu aspecto grande e pesado, caminha pausadamente; suas patas não interferem na trilha de formigas. O olhos do elefante são pequenos, não se destacam em relação  com o seu tamanho e, de igual forma, para o Sábio importa pouco a visão do mundo externo; porém, quem dera alcançar o que veem seus olhos interiores! As orelhas são grandes, acostumadas a ouvir muito e também compreender muito.

Entretanto, quando esse tranquilo elefante ouve na selva o grito de sua manada, não há obstáculo capaz de detê-lo: corre e arrasa tudo para unir-se a voz que o chama. Também assim atua o sábio: quando a voz de seu EU Superior o chama, não há obstáculo no mundo material que possa frear sua caminhada. Outra virtude é que ele tem a sensibilidade de sentir com uma hora de antecedência o tremor de um terremoto e fugir para uma área segura. Sua memória é espetacular! Sejamos como esse virtuoso animal!
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO DIRETO DO TIBET.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

PERIPATETISSES DO MITxCHELLL

17/10/2011

Só quem tem amante na firma adora a segunda-feira

Bom dia, Garfields de plantão. A rede da blasfêmia está formada. A segunda-feira é o dia perfeito para soltar aqueles cães danados que tocam o terror na consciência. Com horário de verão, nossa, a felicidade está completa.
Ah, mas, não sei se você sabe, tem uma gente estranha que ama a segunda-feira: o homem ou a mulher que tem amante na firma ou na repartição. Só eles.
Eles amam este dia como os seus próprios objetos e alvos do desejo. Segunda é o dia sagrado dos amantes de escritórios, redações, bancos, editoras, almoxarifados, restaurantes, varejões Ceasas, tomate e maravilha como na canção do Arnaldo Baptista...
Depois de esperarem o sábado e o domingo, resignados ou aos coices internos no juízo, os amantes de repartições ou firmas voltam assobiando aos seus postos, mesmo nas funções mais duras e escravas, mesmo que a burocracia lhes reservem apenas o lirismo comedido antes do almoço no quilo.
As criaturas que têm amantes nas empresas seriam uma incógnita para o velho Karl Marx , cada dia mais atual com a quebradeira dos mercados: seriam a quintessência da mais-valia, uma vez que retornam felizes à labuta e assim produzem mais ainda de forma lindamente alienada?
PARA TIRAR A CULPA DA COMILANÇA

da série modos de macho 

O medo da fêmea diante da balança. Sim, você, amigo, sai com a pequena e ela só belisca, qual um passarinho, uns saudáveis farelos ou engole umas folhinhas sem graça. Que desgosto. Você caprichou na escolha do restaurante, acordou com água na boca por um prato que só você sabe onde encontrá-lo, quer fazer uma presença, fazer bonito com a cria da sua costela.
 Que desgosto, a gazela mira o ambiente com “nojinho”, de tão fresca. Uma estraga-prazeres, eclipse de um belo sabadão ensolarado.
 Ah, nada mais bonito do que uma mulher que come bem, com gosto, paladar nas alturas, lindamente derramada sobre um prato de comida, comida com sustança. Os olhinhos brilham, a prosa desliza entre a língua, os dentes, sonhos, o céu da boca. Ela toma uma caipirinha, a gente desce mais uma, sábado à tarde, nossa doce vida, nossos planos, mesmo na velha medida do possível.
Pior é que não é mais tão fácil assim encontrar esse tipo de criatura. Como ficou chato esse mundo em que a maioria das mulheres não come mais com gosto, talher firme entre os dedos finos, mãos feitas sob medida para um banquete nada platônico.
 Época chata essa. As mulheres não comem mais, ou, no mínimo, dão um trabalho desgraçado para engolir, na nossa companhia, alguma folhinha pálida de alface. E haja saladinha sem gosto, e dá-lhe rúcula!
A gente não sabe mais o que vem a ser o prazer de observar a amada degustando, quase de forma desesperada, um cozido, uma moqueca, uma feijoada completa, uma galinha à cabidela, massa, um chambaril, um sarapatel, um cuscuz marroquino/nordestino, um cabrito, um ossobuco, um bife à milanesa, um tutu na decência, mocotó, um baião de dois, uma costela no bafo, abafa o caso!
Foi embora aquela felicidade demonstrada por Clark Gable no filme ''Os Desajustados'', quando ele observa, morto de feliz, Marilyn Monroe devorando um prato de operário. E elogia a atitude da moça, loa bem merecida.
Além do prazer de vê-las comendo, pesquisas recentes mostram que as mulheres com taxas baixíssimas de colesterol costumam ser mais nervosas, dão mais trabalho em casa ou na rua, barraco à vista, intermináveis discussões de relação... Nada mais oportuno para convencê-las a voltar a comer, reiniciá-las nesse crime perfeito.
Moças de todas as geografias afetivas e gastronômicas, aos acarajés, às fogazzas, aos pastéis, aos cabritos assados e cozidos, ao  sanduíche de mortadela, à dobradinha à moda do Porto, ao lombo -de lamber os lábios!-, ao churrasco de domingo para orgulho do cunhado que capricha na carne e sabe a arte de gelar uma cerva. E aquela fava, meu Deus, com charque, enquanto derrete a manteiga de garrafa, último tango do agreste.
O importante é reabrir o apetite das moças, pois, repito, senhoras e senhores, o velhíssimo mantra: homem que é homem não sabe sequer -nem procura saber- a diferença entre estria e celulite.
Até a próxima e desejo a todas as mulheres um final de semana com  muita gula e todos os pecados capitais possíveis. Sem culpa, meninas!
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO -
DIRETO DE CUBA
17/10/2011

Só quem tem amante na firma adora a segunda-feira

Bom dia, Garfields de plantão. A rede da blasfêmia está formada. A segunda-feira é o dia perfeito para soltar aqueles cães danados que tocam o terror na consciência. Com horário de verão, nossa, a felicidade está completa.
Ah, mas, não sei se você sabe, tem uma gente estranha que ama a segunda-feira: o homem ou a mulher que tem amante na firma ou na repartição. Só eles.
Eles amam este dia como os seus próprios objetos e alvos do desejo. Segunda é o dia sagrado dos amantes de escritórios, redações, bancos, editoras, almoxarifados, restaurantes, varejões Ceasas, tomate e maravilha como na canção do Arnaldo Baptista...
Depois de esperarem o sábado e o domingo, resignados ou aos coices internos no juízo, os amantes de repartições ou firmas voltam assobiando aos seus postos, mesmo nas funções mais duras e escravas, mesmo que a burocracia lhes reservem apenas o lirismo comedido antes do almoço no quilo.
As criaturas que têm amantes nas empresas seriam uma incógnita para o velho Karl Marx , cada dia mais atual com a quebradeira dos mercados: seriam a quintessência da mais-valia, uma vez que retornam felizes à labuta e assim produzem mais ainda de forma lindamente alienada?

sábado, 15 de outubro de 2011

Lixo hospitalar dos EUA é vendido no Nordeste

FÁBIO GUIBU
ENVIADO ESPECIAL A SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE (PE)
Lençóis com nomes de hospitais dos EUA --iguais aos apreendidos pela Receita Federal no porto de Suape e classificados como lixo hospitalar-- são vendidos por quilo em uma das principais vias de Santa Cruz do Capibaribe, cidade de 87,5 mil habitantes de Pernambuco.

TIO SAN - VAI TE CATAR!

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DO IMPERIO DO MAL - E.U.A

TRANSFORMANDO ALUNOS DE CHUMBO EM DISCÍPULOS DE OURO!


Em 15 de outubro, comemora-se o Dia do Professor. Esta data é consagrada à educadora Santa Tereza D’ Ávila, que viveu na Espanha, no século XVI. Em 15 de outubro de 1827, D.Pedro I baixou um decreto que criou o ensino elementar no Brasil. Mas, foi somente em 1947, que aconteceu a primeira comemoração de um dia dedicado ao professor. Na época, o segundo semestre letivo estendia-se de primeiro de junho a quinze de dezembro, tendo apenas 10 dias de férias. Os professores do Ginásio Caetano de Campos, em São Paulo, resolveram estabelecer que, naquele segundo semestre de 1947, no dia 15 de outubro, as aulas não aconteceriam e que o dia seria reservado à comemoração e à reflexão sobre o trabalho do professor.
Trata-se de uma profissão da maior importância para a formação das novas gerações. Com raras exceções daqueles que não têm possibilidades de freqüentar escolas, os seres humanos têm na sua formação, a presença marcante dos professores, desde o nível da educação infantil até os níveis superiores de ensino. No entanto, mesmo havendo socialmente – sobretudo dos trabalhadores - um reconhecimento considerável da importância do papel do professor, a profissão não está entre aquelas com melhor remuneração e nem entre aquelas com melhores condições de trabalho. Ao contrário, a grande maioria dos professores recebe salários baixos e vivem condições de trabalho inadequadas. Para conseguir se manter e manter a sua família, muitos professores se submetem a uma jornada estafante, chegando a atingir 50 a 70 aulas semanais! Diferentemente de outras profissões, o professor mantem contatos com crianças, jovens e adultos, numa situação mais propícia para transmissão de conhecimentos e valores. Por isso, um professor consciente e engajado pode desempenhar um papel fundamental na formação das pessoas.
Comecei meus estudos aos 3 anos em uma escolinha chamada “Tia Anieta” na verdade era mais um berçário que precisamente uma escola! Minha alfabetização foi iniciada no Educandario Rainha da Paz, não esqueço da primeira professora Maria José Fina! (Belo nome) escola católica apostólica Romana, tentaram-me catequizar, mas desde menino eu já era subversivo da ordem vigente! Fiquei lá até a quarta serie.
Meu Ensino Fundamental e Médio foi no mesmo Colégio: Polivalente Goyane Prates – no qual tenho bastante saudades! Dois professores me marcaram: Gloria de Português e Jason de História.  
Assim que terminei o Ensino Médio fui para o Exercito e fiquei por um ano! Muita ralação e valorização da vida e principalmente dos pais.
Entre na Universidade cursando Publicidade e Propaganda! Fui obrigado a adorar ao deus mercado! Isso me fez piruar para o curso de História!
Fiz licenciatura plena em História pela PUC-GO, nunca fui tão caxias e dedicado como o ensino superior! HOJE SOU HISTÓRIADOR FILOSOFO COM MUITO ORGULHO!
Iniciei meu trabalho no magistério em 2004, sendo professor substituto do Colégio Joaquim Sobrosa da Faculdade Laions, como bolsista da OVG para retribuir ao Estado a contrapartida do que eu recebia do governo. Lecionei também em várias instituições de ensino público e privado, nunca fui o melhor, mas sem dúvida um dos mais apaixonados e esforçado e comprometido.
Aqueles que, como eu, acreditam que é possível a construção de uma sociedade justa e fraterna, precisam trabalhar no sentido de contribuir para o processo de formação dos militantes e dirigentes sindicais, dos jovens e das mulheres, enfim de todos os trabalhadores. Para que haja uma mudança significativa em nossa sociedade, é imprescindível que os trabalhadores e as trabalhadoras compreendam o processo de exploração a que estão submetidos, fruto do modo de produção capitalista. E que se disponham a lutar rumo à conquista do socialismo.
Neste 15 de outubro, quero homenagear todos os professores e professoras, pelo árduo trabalho que desenvolvem na formação integral de crianças, jovens e adultos!
MITxCHELLLL HISTÓRIADOR FILOSOFO - DIRETO DO TIBET, UMBIGO DO MUNDO CÃO!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Luta pela meia-entrada nos jogos da Copa “ganha corpo”



O ministro do Esporte, Orlando Silva, declarou que “nossa linha não é restringir direitos”. A deputada Jô Moraes (PCdoB-MG), membro da comissão especial que analisará a Lei Geral da Copa, diz que “questões com relação a nossa soberania de legislação nacional chegarão a um entendimento que a Fifa terá que absorver”. O presidente da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Yann Evanovick, destaca que “nossa opinião é que a lei brasileira não pode se submeter à lei da Fifa”.


As declarações dão o norte da luta pela meia-entrada nos jogos da Copa do Mundo de 2014. A Fifa (Federação Internacional de Futebol) não aceita desconto nos ingressos para os jogos. O Estatuto do Idoso e legislação nacional garantem 50% de desconto nos ingressos para eventos esportivos e culturais para idosos e juventude.
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DO EGPTO

O QUE EU SEI! EU DIVULGO! O CONHECIMENTO É PARA TODOS E TODAS!

Goiânia em Cena comemora 10 anos com programação dedicada à diversidade nas Artes Cênicas

Além dos espetáculos, cursos de formação e qualificação compõem a programação


Espetáculo BarbAzul, do grupo Teatro Andante (MG). Foto: Vilmar Oliveira
O Goiânia em Cena 2011 reúne 23 espetáculos, entre grandes produções, peças intimistas, clássicos da dramaturgia e manifestações contemporâneas da arte em cena. Em vários teatros e áreas públicas da capital, peças de teatro e dança vão ocupar a pauta cultural da cidade entre 14 e 26 de outubro. O lançamento do Festival Internacional de Artes Cênicas Goiânia em Cena está marcado para o dia 10 de outubro (segunda), às 19 horas, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro, onde o grupo Teatro Andante (MG), apresenta BarbAzul.

Na extensa programação, merece destaque É Com Esse Que Eu Vou...  (RJ), concebido por Rosa Maria Araújo e Sergio Cabral; Sua Incelença, Ricardo III (RN), com o Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare, além de dois espetáculos internacionais vindos do Chile (La gesta inconclusa, com o Tryo Teatro Banda)  e da Espanha (Más o menos un dia da Compañia Residente en Coslada), e cena lírica com as solistas sopranos Carmen Monarcha e Ângela Barra. Os ingressos variam de 15 a 40 reais. (Veja programação no site).

O Goiânia em Cena é uma realização da Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e completa 10 anos de existência em 2011. Para esta edição, o festival internacional de artes cênicas tem a co-realização da Universidade Federal de Goiás, patrocínio da Funarte e da Caixa Econômica Federal e apoio cultural do SESC Goiás, Unimed Goiânia e Sambatango.

Na noite de lançamento, a direção do festival concede o Troféu Goiânia em Cena para personalidades homenageadas nesta décima edição: Marcelo Bones (teatro), Angel Vianna (dança), Adelmo Café (história da arte), Lenir Lima (dança), Norina Barra (canto) e Marley de Freitas (teatro).

A partir de decisão de uma comissão formada por José Manoel Sobrinho (SESC-PB), Urânia Auxiliadora Santos Maia de Oliveira (UFG) e Valéria Maria Figueiredo (UFG), a Secretaria Municipal de Cultura concede o Prêmio Goiânia em Cena, no valor de R$ 5 mil, para um dos 10 espetáculos goianos selecionados para o festival. Criada em 2008, a premiação tem o objetivo de colaborar na circulação do teatro goiano.

Segundo Glacy Antunes, a decisão da Comissão tem base em critérios como qualidade e originalidade apresentadas em cena e da coerência da proposta com a obra executada. "Estes são tributos que podem contribuir para a ampliação e diversificação da cena artística goianiense", opina. Na ocasião do lançamento, também serão certificados os artistas goianos selecionados, por edital, para a Mostra Local (Palco e Rua) e aqueles que ministraram oficinas nas semanas que antecedem o evento.

"Diferente dos anos anteriores, o Goiânia em Cena prevê um espetáculo para a abertura, anunciando uma programação muito rica e capaz de atender às expectativas de públicos diversos", ressalta Glacy Antunes, Presidente da Comissão Organizadora do festival. Encarregado de abrir o Goiânia em Cena, o grupo Teatro Andante (MG) se dedica à pesquisa da máscara, clown, linguagens corporais, musicais e circenses. Apresenta-se em teatros de palco convencionais, na rua e em espaços alternativos.

BarbAzultraz uma mistura de linguagens e gêneros teatrais para recriar no palco o conto que há mais de 400 anos compõe o imaginário ocidental. Trata-se da história de um nobre violento, que após matar três esposas, se casa novamente com uma jovem bela e curiosa, Caçula. Ao partir para uma viagem, ele entrega as chaves do castelo à jovem, mas a proíbe de entrar em um dos quartos. Na ausência do marido, ela não resiste à curiosidade e abre a porta do quarto proibido, revelando toda a verdade sobre Barba Azul.

Formação
Para além dos espetáculos, o Goiânia em Cena contempla intensa programação musical, de cinema e um ampliado programa de formação e qualificação profissional, com oficinas, mostra de cinema, leituras dramáticas, workshop internacional, residência em dança, debates, no Espaço Pedagógico. Veja programação em anexo. Para algumas dessas atividades, a Secretaria Municipal de Cultura ainda realiza inscrições pelo site www.goianiaemcena.com.br .

Teatro e Espiritualidade ‒ A saga de Grotowski, com Ludwik Flaszen (Polônia/França) é o título do workshop que será ministrado de 19 a 22 de outubro, no Centro Cultural UFG, de 9h às 12h30. Além de dramaturgo, Flaszen é ensaísta e crítico cultuado na cena do Teatro contemporâneo mundial. Co-fundador e co-anfitrião do Teatro Laboratório de Grotowski (1959-1984), ele é editor literário, com papel vital na direção artística e desenvolvimento do "teatro pobre".

Flaszen é um dos últimos integrantes da geração fundadora do Teatro Laboratório em Wroclaw. Vive em Paris desde 1985 e ensina em diversos países, realizando oficinas de teatro baseadas principalmente em textos de grandes escritores, incluindo Dostoiévski, Kafka e Beckett. "Uma oportunidade única de manter contato com um dos maiores artistas e pesquisadores de nosso tempo", ressalta Glacy Antunes, Presidente da Comissão Organizadora do festival.

O trabalho de Flaszen com os estudantes, profissionais e pesquisadores, durante o workshop, no Goiânia e Cena, traz reflexões sbore Jerzy Grotowski, o incensado ator polonês, um dos principais nomes do teatro do século passado. Considerado um dos quatro maiores diretores do século, segundo Richard Schechner, Grotowski se junta à Stanislavski, Meyerhold e Brecht para os estudiosos das artes cênicas. Suas teorias e práticas influenciaram e seguem influenciando inúmeros atores e grupos em todo o mundo.

As inscrições seguem abertas para a residência Pesquisa do Movimento e Espetáculo/Aula, com a emblemática Angel Vianna (RJ), de 14 a 18 de outubro, de 15h às 18h30, também no Centro Cultural UFG, na Praça Universitária. Dedicada ao ensino da Dança, a ex-esposa de Klauss Vianna, dirige a escola Angel Vianna no Rio de Janeiro, referência na dança moderna e contemporânea, para graduação (bacharelado e licenciatura) e pós-graduação.

Iniciou seus estudos de balé clássico em 1948, no Ballet de Minas Gerais, com o professor Carlos Leite. Por sua rica trajetória artística profissional, Angel recebeu várias homenagens, condecorações e premiações. Entre elas destacam-se o Prêmio Mambembe 1996 - Pelo total da Obra, a Comenda da Ordem ao Mérito Cultural, pela Presidência da República do Brasil (1999), o Diploma Orgulho Carioca, pela sua importância na vida cultural da Cidade do Rio de Janeiro (2000), o título de Doutora Notório Saber nas áreas de conscientização do movimento, cinesiologia e dança, reconhecendo a relevância de sua obra da Universidade Federal da Bahia (2003).

Já o ator e diretor João Falcão (RJ) ministra o workshop Direção Teatral, no dia 15 de outubro, às 22h30, após o espetáculo Os Clandestinos, no Teatro Madre Esperança Garrido. Iniciou carreira em Recife (PE) e tornou-se conhecido no meio artístico com bem sucedidas adaptações para o teatro e montagens de textos de sua autoria, que renderam parceria com atores como Marco Nanini, Marieta Severo, Andrea Beltrão. Ganhador do Prêmio Shell e Prêmio Sharp, sucesso de crítica, comemora a estreia da obra contemporânea Os Clandestinos, no formato de seriado para a TV brasileira.

Iluminação Cênica é o tema da oficina que será conduzida pelo professor da UFBA, Eduardo Tudella, de 19 a 25 de outubro, no Centro Municipal de Cultura Goiânia Ouro e Martim Cererê. Um dos um dos maiores especialistas brasileiros no assunto, ele é acharel em Artes Cênicas, com Habilitação em Cenografia pela (UFRJ), graduado em Direção Teatral pela UFBA e mestre em Theater Designer - Lighting pela New York University, Eduardo Augusto da Silva Tudella é atualmente professor Assistente da UFBA.

Serviço:
10/out (seg)  - 19h  - Teatro Goiânia Ouro
Lançamento Goiânia em Cena
Entrega do Prêmio Goiânia em Cena

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - PROFESSOR ALQUIMISTA! TRANSFORMANDO ALUNOS DE CHUMBO EM ESTUDANTES DE OURO!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

ALGUEM TEM QUE FAZER ALGUMA COISA! QUEM? EU E VOCÊ!



EM GOIÂNIA O MANIFESTO SERA NA PÇA CÍVICA NO CENTRO! VAMOS TODOS E TODAS RUMA AO BRASIL BELO, BOM E JUSTO!
ESTOU PENSANDO EM IR EM BRASILIA SE ALGUEM SE INTERESSAR EM IR ME COMUNIQUE!
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO

domingo, 2 de outubro de 2011

COM DEUS NÃO SE BRINCA!

SE LIGA NO MOVIMENTO E NUNCA FAÇA ISSO!
O QUE ADIANTA GANHAR O MUNDO E PERDER A SUA ALMA?
TODAS AS COISAS ME SÃO LICIDAS MAS NEM TODAS ME CONVEM !
VEJA E REFLITA!




Um vídeo muito forte e serve principalmente para aqueles ou aquelas que não tem temor a Deus!
Antes de acionar a boca acione o cerebro!
MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO DIRETO DE WOODSTOOCK

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Enquete



O que o Cerra achou do Ibope da Dilma ?

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

A VERDADEIRA FACE DO MUNDO CÃO

O verdadeiro “espírito animal” do capitalismo moderno

"Sonho com esse momento (de declínio econômico) há três anos. Vou confessar: sonho diariamente com uma nova recessão. Se você tem o plano certo, pode fazer muito dinheiro com isso". O autor dessa declaração reveladora é o financista Alessio Rastani, operador independente do mercado financeiro, que fez uma espécie de confissão sobre as atividades do controvertido setor em que “trabalha” durante recente entrevista à BBC.

Num arroubo de sinceridade, coisa rara entre seus pares, Rastani deixou claro que o “mercado”, este ente todo poderoso, onipresente e onipotente, não tá nem aí para os planos orquestrados pelos governos europeus com o intuito de contornar a crise da dívida na região. "Não ligamos muito para como vão consertar a economia. Nosso trabalho é ganhar dinheiro com isso", afirmou.

Ademais, acrescenta o sábio financista que "os governos não controlam o mundo. O (banco) Goldman Sachs controla o mundo. O Goldman Sachs não liga para esse resgate, nem os grandes fundos". Com efeito, é notória a impotência do Estado capitalista para debelar a crise. Trilhões e trilhões de dólares foram derramados na economia para resgatar bancos e banqueiros. Mas a produção não reagiu e nem o desemprego recuou. Em contrapartida, os déficits públicos explodiram desencadeando a crise da dívida nos Estados Unidos e em toda a Europa. Um autêntico círculo vicioso, como notou o presidente do BC brasileiro, Alexandre Tombini.

A ideia de que são os bancos que mandam no mundo pode não estar muito longe da verdade. Todavia, a recessão evidenciou que essas instituições se comportam como parasitas da dívida pública e não sobreviveriam à crise, enquanto iniciativa privada, sem o aporte inédito de recursos governamentais. Na turbulência transparece a fusão dos interesses do Estado capitalista com o sistema financeiro, daí a impressão de que quem “manda no mundo” (e nos governos) é o “Goldman Sachs”.

Rastani esbanja um bizarro otimismo com o avanço da crise, exibe com invulgar cinismo suas convicções catastrofistas e não faz questão de esconder que para o mercado financeiro também vale a máxima do quanto pior melhor. "Essa crise é como um câncer. Se esperarmos, vai ser tarde demais. O que digo para as pessoas é: preparem-se. Não pensem que o governo vai consertar. Quero ajudar as pessoas, elas precisam aprender a fazer dinheiro com isso. Primeiro, protegendo seus ativos. Em menos de 12 meses, ativos de milhões de pessoas vão desaparecer".

É completamente estranho aos sentimentos do financista o sofrimento dos trabalhadores e trabalhadoras condenadas ao desemprego pela crise. Já são 200 milhões nesta condição, segundo a OIT, 40 milhões concentrados nos países mais desenvolvidos. Em geral pobres ou miseráveis, esses seres humanos não têm nada a ganhar com os conselhos de Rastani. Afinal, não possuem outro ativo além da própria força de trabalho para vender e garantir meios de sobrevivência, no mais das vezes precários. Não dispõem de renda para especular com a desgraça alheia.

De todo modo, cumpre reconhecer que o operador presta um inestimável serviço à opinião pública ao expor, com uma honestidade chocante, os reais interesses que movem o capital financeiro. Subjacente às declarações que fez à BBC não é difícil perceber o verdadeiro “espírito animal” que move mundos e montanhas no capitalismo, louvado e mistificado pelos ideólogos e economistas burgueses.

Há uma só razão e um só objetivo por trás do processo anárquico de reprodução do capital: a busca pelo lucro máximo, que se traduz em mais e mais dinheiro. É isto que anima o capitalista e conforma o “espírito animal” consagrado por lorde Keynes. Pouco importa se a corrida insensata atrás da “vil prostituta da humanidade” (conforme Shakespeare apelidou o dinheiro, na época ouro, num genial monólogo de Timon de Atenas) termine em crises violentas como a que estamos presenciando no momento ou como a Grande Depressão de 1929 que, nunca é demais lembrar, pavimentou o caminho da 2ª Guerra Mundial.

A crise emana do capitalismo com uma objetividade e força que escapam ao controle dos governos. É certo que não encontra uma solução positiva nos marcos deste sistema de exploração e opressão e não é raro que termine em guerra. Para prevenir a barbárie, a classe trabalhadora e os povos precisam elevar seu nível de consciência e lutar com toda energia para acabar de vez com o capitalismo e erguer sobre suas ruínas as bases de uma nova sociedade, socialista. A humanidade não tem outro caminho.
MITxCHELLL HISTÓRIADOR FILOSOFO DIRETO DO EDITORIAL DO "O VERMELHO"

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Facebook lança novo visual: veja o que mudou e como funciona


O Facebook anunciou nesta quinta-feira (22), durante o F8 (evento anual realizado nos Estados Unidos para desenvolvedores), a reformulação do site de relacionamentos. Com as alterações, segundo Mark Zuckerberg, fundador da rede social, o Facebook quer organizar as informações do usuário de modo que o perfil na rede “conte” a história de sua vida. O recurso estará disponível a partir desta quinta para alguns perfis e estará liberado para todos, em algumas semanas.




A mudança na rede social trará, basicamente, três tipos de informações: o conteúdo compartilhado com os amigos, os aplicativos que o usuário utiliza e “uma nova forma de expressar quem você é”, que consiste em um sistema melhor de organização de dados.

Será como uma “Timeline” (linha do tempo) na qual os usuários poderão ver, por exemplo, as imagens que um perfil exibiu em determinado ano. “A timeline é a história de toda
sua vida. Uma espécie de blog da vida real”, definiu Mark Zuckerberg, durante a apresentação.

Com o recurso timeline, é possível, por exemplo, visualizar uma mapa que mostra os lugares que as pessoas costumam frequentar ou mesmo ver a “história da vida de alguém” apenas por imagens.

Na configuração da timeline, será possível configurar, além de sua imagem de perfil, uma foto maior chamada “Cover Photo” para que o usuário mostre algo que represente sua personalidade. Durante a apresentação, Zuckerberg mostrou sua página no Facebook com a “Cover Photo” de seu cachorro. “Desenhamos a timeline de modo que ela seja sua ‘casa’”, disse.

Meio bilhão de usuários

Para explicar o novo design da página, Mark dividiu a evolução do Facebook em três partes. Na primeira fase da rede social, em sua fundação, o perfil do usuário passava informações comuns nos primeiros cinco minutos de conversa (os usuários informavam dados básicos como nome, onde estuda, quando nasceu, etc.).

Na sequência, com a mudança de 2008, o usuário conseguia ter uma noção do que seus contatos fizeram e compartilharam recentemente. E agora, com o “timeline”, será possível ter a história completa da vida de pessoa. O recurso estará disponível na versão web da rede social e na versão para dispositivos móveis.

Além dessas mudanças, Zuckerberg contou que o Facebook neste ano alcançou um novo recorde: a marca de meio bilhão de usuários navegando pelo site em um só dia.

Aplicativos para músicas e filmes

O Facebook também anunciou novas funcionalidades de aplicativos baseados em consumo de entretenimento, como músicas, vídeos e jogos. Agora, as ações dos usuários serão classificadas como verbos unidos aos substantivos, em vez de apenas "curtir". Ex.: "Carlos está lendo Harry Potter", em vez de "Carlos curtiu Harry Potter".


De acordo com Zuckerberg, a funcionalidade segue a ideia do “compartilhamento transparente”, com aplicativos "Open Graph". Com eles, será possível atualizar a timeline sem precisar “entrar nela”, ou seja, automaticamente a partir de serviços parceiros do Facebook.

Por meio da plataforma norte-americana Spotify (não disponível no Brasil), o usuário pode compartilhar as músicas que está ouvindo com os contatos, que poderão acompanhar em tempo real a atividade. O mesmo deve acontecer com outros parceiros, como Hulu, Flixster, Netflix, DirectTV, Miso.

O recurso estará disponível para teste para alguns usuários a partir desta quinta e abrangerá, em um primeiro momento, aplicativos relacionados à música, filmes e TV.

Fonte: UOL

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO DIRETO DA PATA DA GAZELA

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

     20/09/2011
    REDAÇÃO DO AMOR A SHOFIA!  
Terá sido mais um esbarrão que o juiz não viu ?

Neymar deu uma entrevista coletiva para dizer que não fechou com o Real e fica no Santos.

Os jornais espanhóis dizem que ele já fechou com o Real.


Será que o rapazinho mente ?
Vamos supor que ele minta.
O que seria do Brasileirinho da Globo (que acredita no Neymar como acredita piamente na Urubóloga) ?
Depois da melancólica aposentadoria do Fenômeno, e do retumbante fiasco do Ronaldinho Gaúcho, que joga de ano em ano, o Brasileirinho da Globo é um filme tipo C: sem estrelas.
As estrelas são os 1001 analistas de tabela da Globo, que tentam brilhar mais do que os portentos em campo.
Se o Neymar mente, o que seria da seleção do Galvão ?
Como ficaria o Mr. Teixeira did you accept the bribe ?
Sem o Neymar, a seleção do Mr. Teixeira e do Galvão fica parecida com o Osasuna, que levou de oito do Barça e saiu no lucro.
Se o Neymar mente, a coisa fica feia.
O maior ídolo do futebol brasileiro (na Globo), além de cair em campo ao primeiro esbarrão, mostra aos fãs, crianças e adolescentes, que começou a vida com o pé errado.
Péssimo exemplo, com aquela cara de sonso.

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO




segunda-feira, 19 de setembro de 2011

NOSSA DEMOCRACIA É UMA MENINA MOÇA! INCULTA E BELA!

Documentário narra história dos 20 anos do Brasil em democracia


A história recente do Brasil é praticamente ignorada pelas novas gerações. Há pouco material disponível nos currículos e também na grande mídia, que só se mobiliza em razão de efemérides. O projeto ”Brado Retumbante – do golpe às diretas” se propõe a resgatar a história política do país nos últimos 20 anos. O projeto será lançado nesta segunda-feira (19), em São Paulo.

Do golpe militar que derrubou o presidente João Goulart ao grande comício em defesa da redemocratização, realizado no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, o jornalista Paulo Markun utiliza várias mídias - site, documentário, CD e livro - para revelar a visão dos participantes desse momento histórico.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) é uma das entrevistadas do documentário, onde conta como a política passou a fazer parte de sua vida. Entre outros, foram entrevistados também o senador Cristovam Buarque (PDT-DF), a cantora Fafá de Belém, o jornalista Franklin Martins,o ex-ministro José Dirceu, o ex-presidente e hoje senador José Sarney (PMDB-AP).


Com a colaboração de 15 pesquisadores, foram colhidos 40 horas de depoimentos em vídeo, que ficarão nos acervos do Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, e da Cinemateca Brasileira.

O projeto Brado Retumbante - do golpe às diretas pretende ampliar o conhecimento do grande público sobre o processo que levou ao fim da ditadura. Entender como grupos tão diferentes nem sempre comprometidos com a democracia representativa se uniram no que foi o maior movimento de massas da história do país é o objetivo principal. Sensibilizar quem diz não se interessar por política, o maior desafio.

Para resgatar esse período, o jornalista Paulo Markun iniciou este projeto em 1986, ao entrevistar uma série de personalidades em eventos ao vivo, na Unicamp (Universidade de Campinas). Dali deveria sair um livro, que chegou a ser iniciado. No ano passado, o projeto foi retomado, agora com a articulação entre várias mídias – site, documentário, CD e livro.
HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

POSTEI O TEXTO DO BRILHANTE JORNALISTA LUIZ CARLOS AZENHA EX-GLOBO

Óculos

por Luiz Carlos Azenha

Nunca fui desprezado por uma garota do Leblon, como cantavam os Paralamas. Nunca namorei uma delas. Mas cheguei perto – ela era do bairro vizinho, São Conrado, e nunca se importou com meus óculos. Nem eu. Entrei agora numa fase que é comum a muitos de nós, os quatro-olhos. Tiro os óculos ao chegar em casa e, quando preciso deles de novo, lá vou eu apalpar os móveis em busca de minhas gafas.
É assim que se fala óculos em espanhol. Glasses – vidros, em inglês. Quando perco o celular em casa, é só discar o número na linha fixa para encontrá-lo. Gostaria de poder fazer o mesmo com meus óculos. Por precaução, tenho dois pares além daquele que vive equilibrado entre meu nariz e minhas orelhas.
Guardo também os óculos antigos, com lentes que um dia serviram a olhos mais jovens e aguçados. Através deles, vi coisas belas e trágicas. Muita gente já me perguntou qual foi a reportagem mais bonita que fiz. Sempre respondi de sopetão, puxando pelo primeiro caco da memória. Mas agora, que estou aqui sozinho, diante do computador – e sem óculos – páro para refletir e descubro: nunca transformei em reportagem as cenas mais belas que vi.
Eu estava lá quando minhas duas filhas nasceram, ambas de parto natural. E me lembro bem das veias que irrigavam a placenta. Que surpreendente a beleza daquela embalagem de onde sairam Ana Luisa e Manuela, cada qual em seu tempo. A médica americana, do hospital novaiorquino, segurou com a pinça o cordão umbilical e eu mesmo, com meus óculos e um tesourão, cortei o troço e entreguei as meninas ao mundo.
Mas eu estou aqui para falar de óculos, não de partos. Atribuo a eles o maior sucesso de minha carreira de repórter. Aos óculos, sim; não os meus, os de Alexander Yakovlev. Ele foi um poderoso líder da extinta União Soviética. Braço direito de Mikhail Gorbatchev. A dupla bolou e colocou em prática a abertura política e a reforma econômica que levaram ao fim do comunismo soviético, ainda que não era bem isso o que pretendiam. Foi nos tempos da Rede Manchete que tive a sorte de encontrá-los em Moscou, num dos pátios do Kremlin – ainda hoje a sede do poder russo.
Aos berros – e resistindo aos safanões dos seguranças – nossa equipe arrancou a primeira entrevista improvisada de um líder soviético. Uma notícia tão inusitada que correu o mundo. Nada teria acontecido não fosse a ajuda de Yakovlev.
Ex-embaixador no Canadá, fluente em inglês, ele serviu de tradutor improvisado para que Gorbatchev entendesse minhas perguntas – e eu, as respostas dele. Até hoje conservo a fita completa, que registra a rebeldia dos óculos de Yakovlev. No início da entrevista e no meio de uma multidão, os óculos do embaixador caíram no chão.
Todos nos abaixamos, ao mesmo tempo, para apanhá-los, num movimento que quase me levou a bater cabeça com Mikhail Gorbatchev. E pensar que eu poderia ter nocauteado, com uma cabeçada involuntária, um dos dois homens então capazes de detonar o mundo numa guerra nuclear. Há dúvidas se o outro todo-poderoso da época, o presidente americano Ronald Reagan, tinha mesmo um cérebro – ou se só emprestava dos outros.
Mas eu estou aqui para falar de óculos, não de cérebros. Os de Yakovlev, encontramos sãos e salvos, depois de alguns segundos de busca. Pelo bem da Humanidade não haviam sido pisoteados. Restaurada a ordem, pudemos enfim avançar na entrevista.
Nunca imaginei que iria causar tal rebuliço: as redes americanas ABC e CNN nos procuraram para pedir cópias, a tv estatal russa exibiu a entrevista na íntegra e até a TV Globo pôs no ar um trecho, no Jornal Nacional, reconhecendo o êxito da emissora concorrente.
Como deixei de acreditar em coincidências, atribuo hoje àquele incidente prosaico – ou seja, aos óculos de Yakovlev – o furo de reportagem. Foi ali, quando todos nos agachamos – Yakovlev, eu, Gorbatchev – que nos igualamos. Éramos simples mortais, tentando resgatar um objeto que sabíamos fundamental.
Eu tinha perguntas a fazer, Gorbatchev tinha respostas a dar. O mais importante é que Yakovlev tinha resgatado os óculos, desconfio até que agradeceu esticando a conversa, em meu benefício.

Sem aquela armação robusta, que sustentava as grossas lentes de Yakovlev, quem sabe nem estivessemos mais aqui, pulverizados pela miopia temporária de um dos homens que tinham o dedo no gatilho nuclear.
Texto reproduzido pelo jornal Bom Dia Bauru no dia 27 de novembro de 2005

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO DIRETO DE CUBA A DESTRA DE FIDEL CASTRO!

VOTEM E DEPOIS COLOCO A ORDEM DAS MAIS VOTADAS! COLOQUEM O NUMERO NA MENSAGEM! OLHA EU DESIDRATEI E VOCÊS? TEM GENTE QUE NÃO GOSTA! COMO PODE?

ALENA SEREDOVA – BUFFON - olha buffon o senhor está muito bem! MTxCHELLL
I
DÉBORA SECCO – ROGER - OLHA EU JÁ VI ELA PESSOALMENTE É SECA MESMO - MITxCHELLL
II

SAMAMBAIA – DENTINHO
PASMEM GENTE AMIGA DO AMOR A SHOPIA! COMO PODE UM PLANTA DESSE TAMANHO GOSTAR DE UM DENTINHO! I DON'T BELIVE. EU VOU FUGIR OU ME MATAR!
A BOLA FAZ MILAGRES!
III

HELEN SVEDIN – FIGO - PARABÉNS FIGO O SENHOR TEM UM BELO GOSTO! VOCÊ JOGOU MUITO E É UM CARA FINO MERECE UM DOCINHO DE COCO DESSE!
MITxCHELLL COM UMA SACERDOTIZA DESSA SERIA AMOR DE ARQUEOLOGO! LARGARIA SO DEBAIXO DA TERRA! ESSE MITxCHELLLL....
IV

SUZANA WERNER – JÚLIO CÉSAR - VOU FALAR A MAIS PURA VERDADE ESSA É A MAIS FRAQUINHA DE TODAS! RS.. PREFIRO A MINHA SHOPIA! ESSE MITxCHELLL....
V

SYLVIE VAN DER VAART – VAN DER VAART - QUE PAR DE OLHOS AMIGOS DA GRANDE REDE!!! EU QUERO!
VI

KAREN KOUNROZAN – ROBINHO-
NÃO, NÃO, NÃO E NÃO POSSO ACREDITAR!!
PORQUE EU NÃO FUI JOGADOR!
QUE PENA QUE MACHUQUEI MEU JOELHO AOS 6 ANOS!
ERA PARA SER EU!! AINDA DA TEMPO MITxCHELLL....
VII

A NAVALHA DE MITxCHELLL

Olha essa tal de bola faz milagres! Como pode essas lindas sacerdotizas com esses pandemonios? É porque eles são homens de bem? Ou homens de bens? Claro que é a segunda! Vamos esquecer desses detalhes tênues e vamos escolher as mais lindas entre essas setes! vote mandando uma mensagem e comentario!
BYE BYE FOREVER!

DIRETO DO PARAISO FISCAL DEITADO ETERNAMENTE SENDO ABANADO POR LINDAS SACERDOTIZAS AO MEU REDOR!
MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO
DE BOM GOSTO!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

SOLTANDO A NAVALHA NA MÍDIA CARA-PALIDA - MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO DIRETO DO MUNDO CÃO!

Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

O Brasil vai salvar a Europa. FHC- GLOBO-Cerra corta os pulsos!


Saiu no G1: Brics vão discutir ajuda à União Europeia, diz Mantega

Brics vão discutir ajuda à União Europeia, diz Mantega


Nesta semana, fundo chinês informou que pode comprar títulos italianos.
Modelo poderia ser usado por Brics para ajudar UE, especulam analistas.


Os países que integram o chamado “Brics”, que são o Brasil, a Rússia, a Índia, a China e a África do Sul, vão se reunir na próxima semana em Washington (Estados Unidos) e discutir como fazer para ajudar a União Europeia, informou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nesta terça-feira (13). Na próxima semana, acontece na capital norte-americana a reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI).


Em um momento no qual a Itália é pressionada pelos mercados financeiros, saiu a confirmação de que o ministro italiano das Finanças, Giulio Tremonti, se reuniu na semana passada com o presidente do fundo soberano chinês CIC.

De acordo com o jornal Financial Times, as conversas abordaram a compra pela China de títulos da Itália, país que enfrenta uma crise de confiança dos mercados. Além da Itália, outros países da União Europeia, como a Espanha, a Grécia, também enfrentam problemas para pagar suas contas.
A compra de títulos de países da União Europeia, segundo analistas, poderia ser um modelo adotado pelos países integrantes do Bric para tentar ajudar a Zona do Euro. Para isso, os governos dos países emergentes poderiam lançar mão de suas reservas internacionais. Somente o Brasil, por exemplo, possui mais de US$ 350 bilhões em reservas cambiais – a maior parte aplicada em títulos do tesouro dos Estados Unidos, considerados de baixo risco.


MITxCHELLL SOLTA A NAVALHA

O Brasil é o terceiro maior credor dos Estados Unidos.
Abaixo da China e da Inglaterra.
Já não bastava emprestar dinheiro ao FMI !
Que horror !
ESSA JK DE SAIA ...

HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL - DIRETO DE LONDRES ENTREVISTANDO O MAIOR HISTÓRIADOR DE TODOS OS TEMPOS!

14 de Setembro de 2011 - 10h54

Entrevista com Eric Hobsbawm: Trocando mitos por história



Eric Hobsbawm é um historiador merecedor de todo o respeito. Num tempo em que a atividade central da grande maioria dos historiadores burgueses consiste na reescrita da história de acordo com as conveniências da ideologia dominante, a sua fidelidade à matriz marxista na investigação e no método serve de exemplo, independentemente das discordâncias que este ou aquele aspecto da sua obra suscitem.


Discordâncias que ele próprio assume frontalmente: “O que busco é o entendimento da história, e não concordância, aprovação ou comiseração”. Esta interessante entrevista é um exemplo da importância da reflexão de alguém que conta 94 anos, ou seja, de alguém que nasceu no ano da grande revolução socialista de outubro.
Estadão:
No livro Globalização, Democracia e Terrorismo, de 2007, o senhor passa para os leitores certo pessimismo ao lhes colocar uma perspectiva crucial e ao mesmo tempo desconfortante: ''Não sabemos para onde estamos indo'', diz, referindo-se aos rumos mundiais. Olhando as últimas décadas pelo retrovisor da história esse sentimento parece ter se intensificado. Em que outros momentos a humanidade viveu períodos marcados por essa mesma sensação de falta de rumos?
Eric Hobsbawm: 
Embora existam diferenças entre os países, e também entre as gerações, sobre a percepção do futuro - por exemplo, hoje há visões mais otimistas na China ou no Brasil do que em países da União Europeia e nos Estados Unidos -, ainda assim acredito que, ao pensar seriamente na situação mundial, muita gente experimente esse pessimismo ao qual você se refere. Porque de fato atravessamos um tempo de rápidas transformações e não sabemos para onde estamos indo, mas isso não constitui um elemento novo em tempos críticos. Tempos que nos remetem ao mundo em ruínas depois de 1914, ou mesmo a vários lugares daquela Europa entre duas grandes guerras ou na expectativa de uma terceira.

Aqueles anos durante e após a 2ª Guerra foram catastróficos, ali ninguém poderia prever que formato o futuro teria ou mesmo se haveria algum futuro. Cruzamos também os anos da Guerra Fria, sempre assustadores pela possibilidade de uma guerra nuclear. E, mais recentemente, notamos a mesma sensação de desorientação ao vermos como os Estados Unidos mergulharam numa crise econômica que até parece ser o breakdown do capitalismo liberal.

Estadão: Nações saíram empobrecidas, arruinadas mesmo, das guerras mundiais, mas é adequado pensar que havia naqueles escombros o desenho de um futuro?
Eric Hobsbawm: Sim. Se de um lado o futuro nos era desconhecido e cada vez mais inesperado, havia por outro lado uma ideia mais nítida sobre as opções que se apresentavam. No entreguerras, a escolha principal de um modelo se dava entre o capitalismo reformado e o socialismo com forte planejamento econômico - supremacia de mercado sem controle era algo impensável. Havia ainda a opção entre uma democracia liberal, o fascismo ultranacionalista e o comunismo.

Depois de 1945, o mundo claramente se dividiu numa zona de democracia liberal e bem-estar social a partir de um capitalismo reformado, sob a égide dos EUA, e uma zona sob orientação comunista. E havia também uma zona de emancipação de colônias, que era algo indefinido e preocupante. Mas veja que os países poderiam encontrar modelos de desenvolvimento importados do Ocidente, do Leste e até mesmo resultante da combinação dos dois. Hoje esses marcos sinalizadores desapareceram e os "pilotos" que guiariam nossos destinos, também.

Estadão: Como o senhor avalia o poder das imagens de destruição nos ataques do 11/9 a Nova York, tão repetidas nos últimos dias? Tornaram-se o símbolo de uma guinada histórica, apontando novas relações entre Ocidente e Oriente? Por que imagens do cenário de morte de Bin Laden surtiram menos impacto?
Eric Hobsbawm: A queda das torres do World Trade Center foi certamente a mais abrangente experiência de catástrofe que se tem na história, inclusive por ter sido acompanhada em cada aparelho de televisão, nos dois hemisférios do planeta. Nunca houve algo assim. E sendo imagens tão dramáticas, não surpreende que ainda causem forte impressão e tenham se convertido em ícones.

Agora, elas representam uma guinada histórica? Não tenho dúvida de que os Estados Unidos tratam o 11/9 dessa forma, como um turning point, mas não vejo as coisas desse modo. A não ser pelo fato de que o ataque deu ao governo americano a ocasião perfeita para o país demonstrar sua supremacia militar ao mundo. E com sucesso bastante discutível, diga-se. Já o retrato de Bin Laden morto (que não foi divulgado) talvez fosse uma imagem menos icônica para nós, mas poderia se converter num ícone para o mundo islâmico. Da maneira deles, porque não é costume nesse mundo dar tanta importância a imagens, diferentemente do que fazemos no Ocidente, com nossas camisetas estampando o rosto de Che Guevara.

Estadão: Mas além da chance de demonstrar poderio militar, os Estados Unidos deram uma guinada na sua política externa a partir de 2001, ajustando o foco naquilo que George W. Bush batizou como "war on terror". Outro encaminhamento seria possível?
Eric Hobsbawm: Eu diria que a política externa americana, depois de 2001, foi parcialmente orientada para a guerra ao terror, e fundamentalmente orientada pela certeza de que o 11/9 trouxe para os EUA a primeira grande oportunidade, depois do colapso soviético, de estabelecer uma supremacia global, combinando poder político-econômico e poder militar.

Criou-se a situação propícia para espalhar e reforçar bases militares americanas na Ásia central, ainda uma região muito ligada à Rússia. Sob esse aspecto, houve uma confluência de objetivos - combate-se o inimigo ampliando enormemente a presença militar americana. Mas, sob outro aspecto, esses objetivos conflitaram. A guerra no Iraque, que no fundo nada tinha a ver com a Al-Qaeda, consumiu atenção e uma enormidade de recursos dos EUA, e ainda permitiu à organização liderada por Bin Laden criar bases não só no Iraque, mas no Paquistão e extensões pelo Oriente Médio.

Estadão: Os Estados Unidos lançaram-se nessa campanha sabendo o tamanho do inimigo?
Eric Hobsbawm: O perigo do terrorismo islâmico ficou exagerado, a meu ver. Ele matou milhares de pessoas, é certo, mas o risco para a vida e a sobrevivência da humanidade que ele possa representar é muito menor do que o que se estima. Exemplo disso são as importantes mudanças que ocorreram neste ano no mundo árabe, mudanças que nada devem ao terrorismo islâmico. E não só: elas o deixaram à margem.

Agora, o mais duradouro efeito da war on terror, aliás, uma expressão que os diplomatas americanos finalmente estão abandonando, terá sido permitir que os Estados Unidos revivessem a prática da tortura, bem como permitir que os cidadãos fossem alvo de vigilância oficial. Isso, claro, sem falar das medidas que fazem com que a vida das pessoas fique mais desconfortável, como ao viajar de avião.

Estadão
: Diante dos problemas econômicos que hoje afligem os Estados Unidos, ainda sem um horizonte de recuperação à vista, o senhor diria que seguimos em direção a um tempo de declínio da hegemonia americana?
Eric Hobsbawm: Nós de fato caminhamos em direção à Era do Declínio Americano. As guerras dos últimos dez anos demonstram como vem falhando a tentativa americana de consolidar sua solitária hegemonia mundial. Isso porque o mundo hoje é politicamente pluralista, e não monopolista. Junto com toda a região que alavancou a industrialização na passagem do século 19 para o século 20, hoje a América assiste à mudança do centro de gravidade econômica do Atlântico Norte para o Leste e o Sul.

Enquanto o Ocidente vive sua maior crise desde os anos 30, a economia global ainda assim continua a crescer, empurrada pela China e também pelos outros Brics. Ainda assim, não devemos subestimar os Estados Unidos. Qualquer que venha a ser a configuração do mundo no futuro, eles ainda se manterão como um grande país e não apenas porque são a terceira população do planeta. Ainda vão desfrutar, por um bom tempo, da notável acumulação científica que conseguiram fazer, além de todo o soft power global representado por sua indústria cultural, seus filmes, sua música, etc.

Estadão: Não só por desdobramentos político-militares do 11/9, mas também pela emergência de novos atores no mundo globalizado, criam-se situações bem desafiadoras. Por exemplo, o que o Ocidente sabe do Islã? E dos países árabes que hoje se levantam contra seus regimes? Qual é o grau de entendimento da China? Enfim, o Ocidente enfrenta dificuldades decorrentes de uma certa superioridade cultural ou arrogância histórica?
Eric Hobsbawm: Ao longo de toda uma era de dominação, o Ocidente não só assumiu que seus triunfos são maiores do que os de qualquer outra civilização, e que suas conquistas são superiores, como também que não haveria outro caminho a seguir. Portanto, ao Ocidente restaria unicamente ser imitado. Quando aconteciam falhas nesse processo de imitação, isso só reforçava nosso senso de superioridade cultural e arrogância histórica.

Assim, países consolidados em termos territoriais e políticos, monopolizando autoridade e poder, olharam de cima para baixo para países que aparentemente estavam falhando na busca de uma organização nas mesmas linhas. Países com instituições democráticas liberais também olharam de cima para baixo para países que não as tinham. Políticos do Ocidente passaram a pensar democracia como uma espécie de contabilidade de cidadãos em termos de maiorias e minorias, negando inclusive a essência histórica da democracia.

E os colonizadores europeus também se acharam no direito de olhar populações locais de cima para baixo, subjugando-as ou até erradicando-as, mesmo quando viam que aqueles modos de vida originais eram muito mais adequados ao meio ambiente das colônias do que os modos de vida trazidos de fora. Tudo isso fez com que o Ocidente realmente desenvolvesse essa dificuldade de entender e apreciar avanços que não fossem os próprios.

Estadão: Essa superioridade do Ocidente pode mudar com a emergência de uma potência como a China?
Eric Hobsbawm: Mas mesmo a China, que no passado remoto era tida como uma civilização superior, foi subestimada por longo tempo. Só depois da 2ª Guerra é que seus avanços em ciência e tecnologia começaram a ser reconhecidos. E só recentemente historiadores têm levantado as extraordinárias contribuições chinesas até o século 19.

Veja bem, ainda não sabemos em que medida a cultura, a língua e mesmo as práticas espirituais da Pérsia, hoje Irã, enfim, em que medida aquele fraco e frequentemente conquistado império influenciou uma grande parte da Ásia, do Império Otomano até as fronteiras da China. Sabemos? Temos grande dificuldade em compreender a natureza das sociedades nômades, bem como sua interação com sociedades agrícolas assentadas, e hoje a falta dessa compreensão torna quase impossível traduzir o que se passa em vastas áreas da África e da região do Saara, por exemplo, no Sudão e na Somália.

A política internacional fica completamente perdida quando confrontada por sociedades que rejeitam qualquer tipo de estado territorial ou poder superior ao do clã ou da tribo, como no Afeganistão e nas terras altas do sudoeste asiático. Hoje achamos que já sabemos muito sobre o Islã, sem nem sequer nos darmos conta de que o radicalismo xiita dos aiatolás iranianos e o sonho de restauração do califado por grupos sunitas não são expressões de um Islã tradicional, mas adaptações modernistas, processadas o longo século 20, de uma religião prismática e adaptável.

Estadão:
Com todos esses exemplos de ''mundos'' que se estranham, o senhor diria que a história corre o risco das distorções?
Eric Hobsbawn: Apesar de todos esses exemplos, sou forçado a admitir que a arrogância histórica ocidental inevitavelmente se enfraquece, exceto em alguns países, entre eles os EUA, cujo senso de identidade coletiva ainda consiste na crença de sua própria superioridade. Nos últimos dez anos, a história tomou outro curso, muito afetada pelas imigrações internacionais que permitem a mulheres e homens de outras culturas virem para os "nossos" países.

Dou um exemplo: hoje a informação municipal na região de Londres onde vivo está disponível não apenas em inglês, mas em albanês, chinês, somali e urdu. A questão preocupante é que, como reação a tudo isso, surge também uma xenofobia de caráter populista, que se propaga até nas camadas mais educadas da população. Mas, inegavelmente, numa cidade como Londres ou Nova York, onde a presença dos imigrantes de várias partes é forte, existe hoje um reconhecimento maior da diversidade do mundo do que se tinha no passado.

Turistas que buscam destinos na Ásia, África ou até mesmo no Caribe costumam não entender a natureza das sociedades que cercam seus hotéis, mas jovens mulheres e homens que hoje viajam, a trabalho ou estudos, para esses lugares, já criam outra compreensão. Em resumo, apesar da expansão de xenofobia, há motivos para otimismo porque a compreensão abrangente do nosso tempo complexo requer mais do que conhecimento ou admiração por outras culturas. Requer conhecimento, estudo e, não menos importante, imaginação.

Estadão: Imaginação?
Eric Hobsbawm: Sim, porque essa compreensão abrangente é frequentemente dificultada pelo persistente hábito de políticos e generais passarem por cima do passado. O Afeganistão é um clamoroso exemplo do que estou dizendo. Temo que não seja o único.

Estadão: Na sua opinião, estaríamos atravessando um momento regressivo da humanidade quando fundamentalismos religiosos impõem visões de mundo e modos de vida?
Eric Hobsbawm: O que vem a ser um momento regressivo? Esta é a pergunta que faço. Não acredito que nossa civilização esteja encarando séculos de regressão como ocorreu na Europa Ocidental depois da queda do Império Romano. Por outro lado, devemos abandonar a antiga crença de que o progresso moral e político seja tão inevitável quanto o progresso científico, técnico e material. Essa crença tinha alguma base no século 19.

Hoje o problema real que se coloca, o maior deles, é que o poder do progresso material e tecnocientífico, baseado em crescente e acelerado crescimento econômico, num sistema capitalista sem controle, gera uma crise global de meio ambiente que coloca a humanidade em risco. E, à falta de uma entidade internacional efetiva no plano da tomada de decisão, nem o conhecimento consolidado do que fazer, nem o desejo político de governos nacionais de fazer alguma coisa estão presentes.

Esse vazio decisório e de ação pode, sim, levar o nosso século para um momento regressivo. E certamente isso tem a ver com aquele "sentido de desorientação" que discutimos no início da entrevista.

Estadão:
 Apoiado na sua longa trajetória acadêmica, que conselhos o senhor daria aos jovens historiadores de hoje?
Eric Hobsbawn: Hoje pesquisar e escrever a história são atividades fundamentais, e a missão mais importante dos historiadores é combater mitos ideológicos, boa parte deles de feitio nacionalista e religioso. Combater mitos para substituí-los justamente por história, com o apoio e o estímulo de muitos governos, inclusive. Se eu fosse jovem o suficiente, gostaria de participar de um excitante projeto interdisciplinar que recorresse à moderna arqueologia e às técnicas de DNA para compor uma história global do desenvolvimento humano, desde quando os primeiros Homo sapiens tenham aparecido na África oriental e como elas se espalharam pelo globo.

Agora, se eu fosse um jovem historiador latino-americano, daí eu poderia ser tentado a investigar o impacto do meu continente sobre o resto do mundo. Isso, desde 1492, na era dos descobrimentos, passando pela contribuição material desse continente a tantos países, com metais preciosos, alimentos e remédios, até o efeito da América Latina sobre a cultura moderna e a compreensão do mundo, influenciando intelectuais como Montaigne, Humboldt, Darwin. E, evidentemente, eu pesquisaria a riqueza musical do continente, fosse eu um latino-americano. Isso é tudo o que eu quero dizer.

A Roda Bélica da História, por Hobsbawn

1ª Guerra, o banho de sangue

O tempo histórico era outro, avalia Hobsbawm. O mundo ficara quase um século sem um grande conflito e o conceito de "paz" fez-se sinômico de "antes de 1914", ano em que Francisco Ferdinando, da Áustria, foi morto. Detonava-se o conflito que iria sangrar a Europa.

2ª Guerra, o mistério

O mundo sabia o que era uma guerra maciça, mas não uma guerra global. Eis a amarga contribuição da 2ª Guerra, conflito sem limites. Hobsbawm indaga: por que Hitler, esgotado na Rússia, declarou guerra aos EUA, permitindo que se associassem à Grã-Bretanha?

Guerra Fria, o absurdo

Como explicar 40 anos de tensão pela crença de que o planeta poderia explodir a qualquer momento e, contra a destruição total, só haveria a chance da dissuasão mútua? Para Hobsbawm, a Guerra Fria dos tempos de Kruchev carregou a inconclusão da Era da Catástrofe.

Guerra do Golfo, o lucro

Ao findar da Guerra Fria, lembra o historiador, a hegemonia econômica americana já estava abalada. E sua superioridade militar teve que ser financiada por apoiadores de Washington. Na guerra contra o Iraque, em 1991, a potência presidida por Bush pai realizou lucros.

Fonte: O Estado de S.Paulo