ATTENAS AULAS

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

JORGE W. MOITA A DESTRA DO CÃO!

Bessinha analisa o 11 de setembro. E os neolibelês

FIZ UMA COMPOSIÇÃO MUSICAL SOBRE O 11 DE SETEMBRO - DIVULGAREI EM AGOSTO DE 2012 - MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DE CUBA

REFORMA POLÍTICA JÁ!! MITxCHELLL IDEALIZADOR DO BOLSA BLOG! 100 PILAS PARA OS BLOGUEIROS SUJOS COMO EU!

Voto distrital é curral eleitoral; por isso é preciso derrotá-lo



Em tempos de reforma política os conservadores, como não poderia deixar de ser, querem puxar a brasa para sua sardinha e uma campanha pelo voto distrital começa a se delinear, puxada por setores atrasados da burguesia e da classe média alta, para reunir um milhão de assinaturas em um abaixo-assinado em defesa dessa forma restritiva de votar.

As alegações em sua defesa são irrisórias e frágeis. Dizem que é uma forma de votar que reduz a corrupção, aproxima o eleitor de seu representante, e aumenta o poder de decisão do cidadão.

Estas alegações beiram a má-fé ou a ignorância. O voto distrital já foi usado no Brasil no Império e na República Velha, sendo condenado por impedir a representação das minorias, rebaixar a representação parlamentar (os deputados estaduais e federais passam ligar-se mais às questões paroquiais de seu distrito e menos aos grandes temas coletivos e nacionais), e por transformar os distritos em verdadeiros currais eleitorais comandados por notáveis de aldeia.

A principal característica (e defeito fundamental) do voto distrital é a inevitável distorção da representação política que ele representa. Em artigo recente, publicado no Valor Econômico, o analista político Alberto Carlos Almeida dá a base matemática dessa distorção. Um partido pode eleger a maioria dos deputados federais obtendo apenas 25% dos votos populares: para isso ele precisa obter metade dos votos (50%) em metade dos distritos (50%). Metade da metade dos eleitores – isto é, um quarto deles.

Esta é a matemática eleitoral perversa que conduz, em todos os países que usam esta maneira de voto pouco democrática (particularmente Estados Unidos e Inglaterra) a um sistema de dois partidos, no máximo três, sem chance de representação política para outras correntes de opinião, que ficam obrigadas a acomodar-se a um destes partidos e a submeter-se a seus caciques, se quiserem ser agraciadas com pelo menos um candidato para apresentar suas ideias perante o eleitorado.

O voto distrital destrói os partidos e falsifica as eleições. Esteriliza votos de opinião que se apresentam geralmente dispersos geograficamente e pouco concentrados em distritos. Mesmo alcançando 10% dos votos nacionais, uma corrente de pensamento A estará fora da representação parlamentar, pois os 10% de um distrito não se somam aos 10% de votos nos demais distritos, sendo assim literalmente jogados fora. Em consequência, os 10% de eleitores que concordam com aquela corrente de pensamento A são radicalmente excluídos da representação parlamentar e destituídos de voz nos assuntos nacionais.

Um artigo publicado na retrógrada e direitista Veja (7/9/2011) apresenta outro argumento a favor do voto distrital: ele destrói a representação operária e popular: as bancadas de deputados ligados a sindicatos (ou aos movimentos sociais, poderia ter acrescentado) ficariam severamente reduzidas; 35 deputados ligados a sindicatos teriam deixado de serem eleitos em 2010 se o voto fosse distrital.

O autor daquele artigo comemora como uma “vantagem” o fato de que os votos de uma base operária dispersa enfraqueceriam “o pode de fogo” de um candidato ligado a um sindicato. O partido mais prejudicado na eleição passada, caso o sistema de voto fosse o distrital, teria sido o PT, que elegeria menos oito deputados federais; o PCdoB teria deixado de eleger cinco, reduzindo sua bancada de 15 para 10 parlamentares.

O voto distrital (puro ou misto) é um retrocesso eleitoral que favorece os conservadores, a direita, o poder econômico, os interesses locais e os caciques partidários. Por isso, precisa ser combatido com vigor por todos os democratas. É conhecida a opinião de Tancredo Neves que, no ocaso da ditadura militar, rejeitou esta forma de votar pois levaria à eleição do padre, do comerciante, do prefeito, das notabilidades paroquiais, para a Câmara dos Deputados, amesquinhando o tratamento político das grandes causas sociais. Tancredo Neves raciocinava de olho na experiência distrital do Império e da República Velha com seus currais eleitorais oligárquicos aos quais se reduzem, lembrou Walter Sorrentino, em artigo recente, os distritos eleitorais.

Alega-se que o voto distrital aproxima o eleitor do eleito e limita a manifestação do poder econômico. Não é verdade. Os distritos eleitorais, em São Paulo, teriam 430 mil eleitores – fazendo parte de unidades imensas com algo em torno de 600 mil habitantes. Daí a pergunta: onde, em unidades tão grandes, existe a tal proximidade entre o eleitor e o eleito, mesmo tratando-se de vereadores?

Além disso, a proximidade "geográfica" é artificial; ela só é efetiva quando há coincidência programática e de pensamento, facilitada no âmbito partidário, e não municipal ou distrital. Além disso, todo parlamentar, não importa o sistema eleitoral (distrital ou proporcional), está naturalmente em constante contato com sua “base”.

Quanto ao poder econômico, a experiência do voto distrital pelo mundo afora tem mostrado o contrário do que se alega: no distrito, ele fica mais concentrado e é exercido de forma mais efetiva, esmagando oponentes mais pobres. Era o combustível do mando oligárquico nos velhos currais coronelísticos do Império e da República Velha.

Há mais de 150 anos, em 1868, o escritor e político do Império, José de Alencar, se insurgiu contra o sistema distrital (a “lei dos círculos” de então) defendendo a superioridade do voto proporcional (o modelo que o Brasil adotou a partir da década de 1930). “É evidente”, escreveu, “que um país estará representado quando seus elementos integrantes o estiverem na justa proporção das forças e intensidade de cada um”.

O autor de O Guarani tinha razão. O princípio democrático mais efetivo é aquele que garante a participação política de cada corrente de opinião na medida de sua força social e política. E, à medida que a democracia se aprofunda e consolida, este princípio – representado pelo sistema proporcional – garante a ampliação da participação de candidatos e partidos ligados ao povo, à sua luta e aos seus interesses.

Daí o desespero dos setores mais conservadores e reacionários, dos sem voto ou com voto declinante, em impor um sistema de votação no qual, com pouca representatividade política, possam continuar exercendo um poder político que não corresponde mais à sua expressão na sociedade. Quem defende o voto distrital são estes com voto declinante que pretendem barrar, no tapetão legislativo, a livre e ampla expressão da maioria do povo e dos trabalhadores. Precisam ser denunciados e suas pretensões derrotadas, em benefício da consolidação e avanço da democracia.


MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO!

UM ABRAÇO FILOSOFICO PARA O GUILHERME NUEVO E BRUNO 3º B NOSSOS LEITORES QUALIFICADOS!

domingo, 11 de setembro de 2011


 

11 de Setembro de 2011 - 0h00

Após 10 anos, 11 de setembro ainda deve respostas


Os episódios envolvendo o 11 de setembro levaram milhares de pessoas para o centro de Nova Iorque com roupas pretas. Protestavam exigindo respostas, para o que eles definem como uma grande farsa. Esta é uma das cenas do segunda parte do documentário: A Farsa do 11 de Setembro, que você pode acompanhar no vídeo abaixo.


sábado, 10 de setembro de 2011

O 11 DE SETEMBRO QUE REDE BOBO NÃO VIU!

Guerra ao “terrorismo” fez um mundo mais inseguro

Os atentados terroristas de 11 de setembro deram ao imperialismo norte-americano o pretexto que faltava para empreender uma inflexão na política externa, tornando-a mais conservadora e agressiva.


Em 11 de setembro de 2001, 19 terroristas sequestraram quatro aviões comerciais nos Estados Unidos e realizaram um atentado de inauditas dimensões. Duas aeronaves foram jogadas sobre as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova Iorque, símbolos do poder financeiro da maior potência capitalista. Um terceiro avião foi arremessado sobre o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, em Washington, e destruiu parte do prédio, centro onde são planejadas guerras de agressão, símbolo do poderio militar da superpotência. O quarto avião caiu em um campo perto de Pittsburgh. Mais de 3 mil pessoas foram mortas e os prejuízos econômicos foram contabilizados em 90 bilhões de dólares.

O episódio deu pretexto a que se procedesse a uma inflexão ainda mais para a direita e para o predomínio de posições de força na política externa estadunidense - que já se encontrava em gestação desde que o grupo conhecido como “neocons” chegou à Casa Branca, a partir da eleição de George W. Bush à Presidência dos Estados Unidos.

Indubitavelmente, os atentados de 11 de setembro de 2001 e os abalos na situação internacional que se lhe sucederam tornaram o mundo pior, mais inseguro, perigoso e instável. Progressivamente assistiu-se a uma deterioração do quadro mundial, ao agravamento de suas contradições e conflitos.

Osama Bin Laden, ex-aliado dos Estados Unidos na guerra antissoviética do Afeganistão, foi acusado de ser o mandante dos atentados.

Horror infinito

Sob o pretexto de caçá-lo, em 7 de outubro de 2001 tem início a operação “Liberdade Duradoura”. Na ocasião o Partido Comunista do Brasil emitiu um documento dizendo que a operação desencadeava o “horror infinito”.

A aviação estadunidense e a do seu principal aliado, o Reino Unido, fizeram uma verdadeira razia na capital, Cabul, e em outras cidades afegãs. O governo do Taleban foi deposto e substituído por um governo fantoche. Mas a chamada “guerra ao terrorismo”, inaugurada por George W. Bush, continua sendo o mantra da política externa e de “defesa” do imperialismo estadunidense nos dias de hoje. Somente uma década depois, Osama Bin Laden foi encontrado, não no Afeganistão, mas no vizinho Paquistão. Seu assassínio e o sumiço dos seus despojos foi tão somente uma vitória de Pirro para os Estados Unidos

O sucesso alcançado pelos Estados Unidos no Afeganistão foi apenas efêmero. Depois de uma década de ocupação do país da Ásia Central, a sensação das tropas norte-americanas é de terem entrado num movediço pantanal. No começo, a força dos agressores parecia invencível. Por conveniências várias, e devido à comoção provocada pelos atentados, os Estados Unidos contaram no início com a solidariedade das demais potências e diversos outros países. Formou-se uma ampla coalizão internacional. Aparentemente, estavam dadas as condições para o enfrentamento conjunto do “terrorismo internacional”, mas o fato é que tal combate foi feito mediante o terrorismo de Estado.

Em 2002 a ONU deu às tropas de ocupação o status de “tropas internacionais”, garante a segurança do governo provisório e mobiliza recursos para a reorganização e “reconstrução” do país. Os Estados Unidos mantêm a campanha militar e intensificam a caçada aos membros do Taleban e da Al Qaeda. Dez anos depois, a guerra no Afeganistão ainda é considerada vital no “combate ao terrorismo” e mobiliza mais de 150 mil soldados norte-americanos e de países europeus da Otan.
Política de força dos EUA
Se o 11 de setembro será sempre lembrado pelo atentado, outra data, o 20 de setembro, ficou marcada como o dia em que a superpotência imperialista norte-americana anunciou ao mundo a inflexão em sua política externa, que viria a ser posteriormente sistematizada no corpo de ideias e conceitos denominados de “doutrina Bush”.

Naquele dia, falando urbi et orbi desde a sede do Capitólio, o presidente George W. Bush exortou o mundo a criar a “coalizão anti-terrorista”, dividiu as forças mundiais em termos maniqueístas – “quem não está conosco está contra nós” - , ameaçou punir “nações hostis”, num prelúdio do que viria a chamar poucos meses depois de “Estados bandidos”, integrantes do “eixo do mal”, contabilizou a existência de 60 países onde se albergam terroristas e ameaçou usar as armas de que dispõe em seu poderoso e sofisticado arsenal.

“Nossa guerra contra o terror começa com a Al Qaeda mas não termina aí”, vociferou Bush. “Não terminará até que todos os grupos terroristas de alcance global tenham sido encontrados, detidos e vencidos (...)Como lutaremos e ganharemos esta guerra? Dedicaremos todos os recursos sob nosso poder – todos os meios da diplomacia, todas as ferramentas da inteligência, todos os instrumentos para velar pelo cumprimento da lei, toda a influência financeira e todas as armas necessárias de guerra (...) Os estadunidenses não devem esperar uma batalha, mas uma campanha longa, distinta de qualquer outra que temos visto. Possivelmente, incluirá ataques dramáticos, que podem ser vistos na televisão, e operações encobertas, que permanecerão secretas mesmo depois do êxito (...) Perseguiremos as nações que ajudem ou abriguem o terrorismo. Toda nação, em toda região do mundo, agora tem que tomar uma decisão. Ou estão do nosso lado, ou do lado dos terroristas. A partir de hoje, qualquer nação que continue albergando ou apoiando o terrorismo será considerada regime hostil pelos Estados Unidos”, ameaçou.

O pronunciamento de George W. Bush em 20 de setembro de 2001 é o documento fundador da “nova ordem”, a proclamação dos meios e dos modos como percorrer o pretendido “novo século americano”. Marcou uma mudança de fase nas relações dos Estados Unidos com o resto do mundo e no exercício da hegemonia norte-americana. Abriu-se novo período, que as forças anti-imperialistas no mundo chamariam de tirania global, uma expressão usada pelo então presidente cubano Fidel Castro, um período de uso indiscriminado da força bruta, desprezo pela legalidade internacional e pelas instituições multilaterais. Abriu-se uma fase de intensa militarização das relações internacionais e de decisões de força.

Guerra ao Iraque


Outro resultado direto do 11 de setembro foi a guerra de agressão ao Iraque. Em 20 de março de 2003, os Estados Unidos e o Reino Unido bombardearam e invadiram o país árabe, alegando que o regime de Saddam Hussein estaria produzindo armas de destruição em massa. Foi uma ação unilateral sem autorização da ONU, cujos inspetores não encontraram provas da acusação. Em 2004, atuando no terreno como autoridades de ocupação, os governos dos Estados Unidos e do Reino Unido reconheceram que não havia armas de destruição em massa no Iraque. A desfaçatez fica patente, quando se constata que crimes foram cometidos em nome da suposta destruição das mencionadas armas.

Dezoito meses transcorreram entre os atentados de 11 de setembro de 2001 e o início da guerra norte-americana no Iraque, em março de 2003. Durante esse período, os preparativos para a guerra foram desenfreados. No mesmo lapso de tempo tomou forma e foi anunciada ao mundo a chamada Doutrina Bush. Durante tais preparativos ocorreu uma espécie de tour de force entre a diplomacia e a guerra, esta em contraste com a ONU, o sistema multilateral e o direito internacional, cuja falência foi decretada na prática. Desde então e até hoje, multilateralismo e direito internacional existem tão somente como contrafação ou discurso ingênuo.

Em 1º de junho de 2002, Bush fez outro pronunciamento definidor, falando aos cadetes de West Point, quando ficou clara a intenção de atacar o Iraque e foi lançada a doutrina do “ataque preventivo”, uma reviravolta conceitual, verdadeira subversão do direito internacional, que somente autoriza o uso da força em defesa própria, para combater ameaças reais, não potenciais nem presumíveis.

E em 17 de setembro foi publicado o documento “A Estratégia de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América”, oficializando a doutrina dos ataques preventivos. Esta sucessão de pronunciamentos é reveladora da escalada nos preparativos da guerra ao Iraque ao longo do ano de 2002, no vértice do poder estadunidense.

Os preparativos para a guerra incluíram a elaboração de argumentos, que foram largamente difundidos em declarações das autoridades estadunidenses, como também em noticiários e análises através dos meios de comunicação. A argumentação para justificar a guerra contra o Iraque tinha três pilares: “o Iraque é uma ditadura cruel, que desrespeita os direitos humanos, sendo necessário o uso da força para restabelecer a democracia no país”, diziam a Casa Branca, o Pentágono, setores conservadores do mundo acadêmico e a mídia a serviço dos planos de guerra; dizia-se ainda que o Iraque apoiava política e materialmente a Al Qaida, sendo por esta razão um “Estado bandido”, integrante do eixo do mal, aliado do terrorismo internacional; arguía-se também que o Iraque possuía armas de destruição em massa que a qualquer momento poderia usá-las contra os Estados Unidos ou seus aliados na região.

Os preparativos de guerra sofreram forte contestação. Milhões de pessoas em todo o mundo saíram às ruas num veemente apelo de paz. Dentro dos próprios Estados Unidos, a guerra ao Iraque não ganhou consenso. O senador democrata Ted Kennedy disse que foi uma guerra de escolha, não de necessidade, com abuso grosseiro das informações de inteligência e arrogante desrespeito pelas Nações Unidas. Bush e a linha dura neocon não hesitaram em exagerar e manipular os dados sobre armas de destruição em massa. Inventaram imagens como a do cogumelo gigante sobre os EUA e as ligações inexistentes de Saddam Hussein com a Al Qaida, disse o senador.

A rigor, nenhum dos argumentos para atacar o Iraque se sustentava. Não há um problema sequer envolvido em tal argumentação que não pudesse ser resolvido pacificamente e por meios diplomáticos, nos termos de uma política estabilizadora de relações internacionais, além dos meios jurídicos, nos termos da Carta das Nações Unidas e de outros documentos legais que constituem o direito internacional.

Na verdade, a motivação para a guerra era outra. Tinha a ver com a inflexão operada na política externa estadunidense pela Doutrina Bush. Esta guerra tem a ver com petróleo e a conquista de posições geopolíticas na luta que os Estados Unidos levam a efeito para exercer hegemonia no mundo. Nada a ver com direitos humanos, democracia, armas de destruição em massa ou missão civilizadora, muito embora os neocons considerem que os Estados Unidos são portadores desses valores e que é seu desiderato fazê-los triunfar no mundo, mesmo que de forma cruenta, ao atropelo do direito internacional, da democracia praticada segundo outros critérios e dos próprios direitos humanos. Na verdade são pretextos para salvaguardar interesses imperiais travestidos de valores.

Implicações geopolíticas

Até hoje se debate sobre as implicações geopolíticas do 11 de setembro de 2011 e nada indica que cessa a discussão. Efetivamente, o imperialismo norte-americano tomou o episódio como pretexto para lançar uma Doutrina e uma Estratégia.

A política dos neocons, que encontrou no episódio do 11 de setembro o momento propício para ser executada, corresponde ao objetivo da superpotência de estabelecer uma hegemonia ampla, ligada aos interesses da economia norte-americana, em franco declínio. Os seus teóricos estavam (estão ainda) convencidos de que os Estados Unidos devem proclamar seu domínio, afirmar a sua hegemonia, bastante questionada e em crise, recorrendo a todos os meios a seu dispor, entre eles a guerra de agressão, a militarização do mundo e a ameaça nuclear.

No quadro da “guerra ao terrorismo”, o governo dos Estados Unidos atacou também os direitos civis dentro do país, com a lei chamada Patriotic Act, e promoveu a prática da tortura e das prisões ilegais de prisioneiros estrangeiros nos cárceres de Abu Graib e Guantânamo.

A política de força e agressividade que os Estados Unidos promoveram na sua atuação internacional suscita não apenas debates, mas muita inquietação e insegurança nos demais atores da política internacional, sobre os rumos que irá tomar e sobre o mundo que espera a humanidade no transcurso do século 21.

A política belicista de George W. Bush foi eleitoralmente derrotada. O novo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama venceu o pleito com promessas de restauração da paz, a retirada das tropas de ocupação e de busca de refundar a ordem mundial, a partir do multilateralismo e do respeito ao direito internacional. Mas mudou essencialmente de política?

O plano de retirada das tropas do Iraque é o mesmo concebido por Bush. Até hoje o país está efetivamente ocupado. Já o Afeganistão recebeu novos contingentes de tropas, para uma guerra que completará uma década no próximo mês, sem final previsível.

Tudo nos leva a crer que o ambiente político em que se processam as relações internacionais na atualidade permanece caracterizado por um inaudito retrocesso. O principal vetor do quadro político mundial, tendo como pano de fundo uma profunda crise do sistema capitalista, é uma abrangente e brutal ofensiva dos Estados Unidos para impor a sua hegemonia, o que cobra elevado preço aos povos e países que circunstancialmente se tornam alvo dessa ofensiva.

No conjunto do Oriente Médio e Norte da África, o imperialismo estadunidense aproveitou-se da chamada primavera árabe para levar adiante antigos planos de reconfigurar a região conforme seus próprios interesses. A guerra contra a Líbia e as ameaças de intervenção na Síria e Irã demonstram isso. Novos focos de tensões e conflitos aparecem, como é o caso do Paquistão e a militarização se alastra, com o novo conceito estratégico da Otan, a Quarta Frota na América Latina, o Africom, no continente africano, a disputa pelo controle do Oceano Índico e a proliferação de bases militares.

Estes fatos são de tal ordem que perdeu sentido prático a disjuntiva entre unilateralismo e multilateralismo, unipolaridade e multipolaridade, nos termos em que os acadêmicos a serviço do imperialismo e as chancelarias apresentam o problema. Pretende-se que é multilateralismo e multipolaridade a formação de um condomínio de potências agindo em concertação entre si a fim de partilhar o domínio do mundo e a espoliação dos povos. Nesse sentido, a guerra contra a Líbia seria uma expressão do multilateralismo, porquanto feita pela “comunidade internacional”, sob a supervisão da ONU. A guerra contra a Líbia, com ou sem a facilitação da ONU e o silêncio cúmplice da “comunidade internacional”, é modelada no mesmo figurino das políticas agressivas do imperialismo.

O multilateralismo e a multipolaridade, para serem úteis aos povos, deveriam estar inseridos no âmbito da estratégia e tática da luta anti-imperialista, e não subordinado a uma lógica de acomodação, adaptação e capitulação à ordem vigente.

Hoje não é tão difícil observar, passado já quase todo o mandato de Obama, que na essência, os interesses de Estado e estratégicos do imperialismo norte-americano são permanentes e a margem de variação da política externa é mínima, com os republicanos ou os democratas à frente da Casa Branca e do Departamento de Estado.

O fato é que superpotência norte-americana, diante do seu evidente declínio, sente a necessidade de agir com o objetivo de afirmar sua liderança política e supremacia militar.

Hoje, sob Obama, parece haver uma espécie de síntese entre as posições mais centristas dos dois partidos, principalmente depois que a direita mais retrógrada e conservadora apresentou suas armas, com o Tea Party e os preparativos para as próximas eleições presidenciais.

É a busca de uma política que pudesse parecer aceitável e fosse a expressão de um pretendido “imperialismo benigno”. Hoje, o establishment norte-americano busca um Obama ainda mais conservador ouum “republicano moderado”. É o que estará em jogo nas próximas eleições presidenciais dos EUA.

A política que prevalecerá e o mundo em que a humanidade viverá não resultarão apenas das opções a serem feitas pelos grupos de poder dos Estados Unidos. Como a política internacional é sempre uma relação de poder nos marcos da sociedade internacional, as próprias opções americanas estarão condicionadas pela evolução da realidade objetiva, evolução que, por sua vez, está ligada tanto ao poderio norte-americano como ao das demais potências e à evolução da luta política dos povos.

O cenário atual é o de uma competição pela hegemonia mundial no século 21. Os Estados Unidos, diante das próprias dificuldades econômicas estruturais, entre estas a debilidade do dólar, com o maior passivo externo do mundo, frente à emergência de novas áreas econômicas, geopolíticas e financeiras que ameaçam seu primado, optam pela força, tentam vencer a competição global no terreno militar, onde são esmagadoramente os mais fortes e na economia buscam inverter uma tendência objetiva.

Um fator novo aparece na evolução do quadro mundial. Muito embora, o período seja ainda de defensiva estratégica, emergem de novo as lutas anti-imperialistas e por uma nova ordem mundial.

Se é verdade que emergem novos pólos econômicos e de poder político, como fenômeno objetivo e tendência inexorável, isso não significa que vá ocorrer espontaneamente a democratização das relações internacionais.

O sistema capitalista, em profunda crise, depois de ter atingido a etapa imperialista e a escala da globalização mercantil, produtiva e financeira, revela-se incapaz de gerar prosperidade coletiva. A cada dia a realidade demonstra os limites desse sistema e a inexorável tendência à estagnação e às crises. Por outro lado, Os Estados Unidos, superpotência multidimensional, exibe sinais evidentes de parasitismo e declínio, expressos em seus déficites gêmeos – passivo externo e déficit fiscal e na erosão do dólar como padrão monetário.

A perspectiva de conflitos se acentua se observarmos o comportamento de outros grandes atores da cena internacional e a evolução dos acontecimentos.

A China proclama seu engajamento pela paz, a coexistência pacífica e a cooperação internacional. Mas independentemente de vontades e proclamações, sua vertiginosa emergência ao status de potência econômica, além de militar e nuclear, além do aumento de sua influência política e diplomática, objetivamente coloca-a, em perspectiva, em posição de rival dos Estados Unidos. Ou pelo menos é assim que será vista por estes.

Quanto à Rússia, em franca recuperação do seu poderio nacional, também manifesta traços de rivalidade, expressando duras reações ao expansionismo estadunidense e ocidental vis à vis à Europa Oriental.

O exame de outros fatos em curso e outras tendências que se delineiam também nos mostram elementos de conflitos no cenário político internacional. O segundo mandato de Bush teve como foco prioritário o “plano de reestruturação do Oriente Médio”. Construir um “Oriente Médio americano”, com regimes dóceis e a destruição dos inimigos dos EUA foi o objetivo visado. Por irônico que possa parecer, é Obama e seus aliados europeus da Otan que estão levando adiante tais planos, como mostra o comportamento da política externa e militar dessas potências na esteira dos acontecimentos na região e no Norte da África a partir de dezembro de 2010, cuja maior expressão até o momento é a guerra contra a Líbia.

Tudo nos mostra que está a se desenvolver um novo cenário político internacional, com a acumulação de fatores de conflitos nacionais e sociais, cenário revelador do surgimento de novas tendências históricas. Nesse quadro, é difícil, senão impossível, proceder a uma análise unívoca e chegar a conclusões definitivas quanto ao sentido em que evoluirá a situação internacional. Sendo uma transição, parece tratar-se de uma transição conflitiva, na qual o governo global e compartilhado, fundador de uma ordem de paz e harmonia é, no horizonte visível, mera especulação ou mesmo uma quimera. Como também é ilusório depositar as esperanças de paz no entendimento entre as grande potências.

A crise do capitalismo, com suas consequências de agravamento das condições de vida das massas populares, a intensificação da agressividade do imperialismo e o aumento do perigo de guerra exigem respostas enérgicas dos povos e forças progressistas e revolucionárias. Mais do que nunca a luta anti-imperialista encontra-se na ordem do dia, o que requer consciência, mobilização e organização dos povos.


MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFOSO

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NEM INDEPENDÊNCIA NEM MORTE!

Animação divertida conta a história da Independência do Brasil



Um breve resumo divertido da independência brasileira, focando a origem da famosa dívida externa.
A criação e edição geral é de Alan de Melo Ely.



 
HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLLL

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quando formos livres, provavelmente desligaremos a tevê!

A tevê a cabo principalmente é um efetivo instrumento de dominação, e o pior deste caso é que pagamos para que nos dominem, pagamos para que nos excluam, pagamos para que nos transformem num burros.
 Pagamos para que nos vendam um mundo em que não nos encaixamos, um mundo em que renunciamos a nós mesmos. Pagamos para ser colonizados. Pagamos para que nos façam entender que naõ somos suficientemente altos, nem loiros, nem inteligentes, nem criativos, nem audazes, nem sequer somos suficientementes maus... Pagamos para facilitar a inoculação do American Dream versão latina.
Colonizados nossos sonhos, deixamos de sonhar realidades possiveis.
Quando formos livres, provavelmente desligaremos a tevê, e, quando muito, se formos assistir, que não compremos a ideia e entendamos que é apenas tevê.




 
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO -
DIRETO DE CUBA SENTADO A DESTRA DE FIDEL CASTRO!!! BYE BYE FOREVER MÍDIA CARA-PALIDA!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DEVEMOS SEGUIR O EXEMPLO DOS: CHILENOS, BRITANICOS, EGIPICIOS E POVOS REVOLUCIONARIOS EM GERAL E PROMOVERMOS UMA REVOLUÇÃO VIA INTERNET RUMO A BRASILIA PARA UM BRASIL: BOM, BELO E JUSTO!

Um garoto de 17 anos, que postou na sua página do Facebook a frase "Vamos lá manifestante"! foi judicialmente banido das redes sociais por um ano. Será obrigado a prestar 120 horas de serviço comunitários, um ano de reablitação e toque de recolher pro três meses.

ISSO É VERGONHOSO HOJE A UNICA FORMA DE COMUNICAÇÃO QUE RESTOU AS EXCLUÍDOS COMO EU A INTERNET.
CUIDADO MITxCHELLL O SENHOR HISTORIADOR FILOSOFO PODE SER O PROXIMO!

TEM GENTE QUE ACREDITA EM TUDO QUE É VEICULADO NO JORNAL ANTI-NACIONAL! ALIENADOS!

FIM DE FARRA: Governo vai mudar o seguro-desemprego



A finalidade do seguro-desemprego é oferecer assistência financeira temporária ao trabalhador dispensado involuntariamente, mas, na prática o que ocorre em muitos casos é o chamado “acordo” entre patrão e empregado com intuito de burlar a legislação e usufruir do benefício de maneira indevida.
O governo federal quer acabar com a farra dos “falsos desempregados” e prepara uma nova regulamentação com intuito de restringir o auxílio a reincidentes.
Introduzido no país em 1986, o seguro-desemprego se tornou oneroso para os cofres públicos, segundo o governo, que calcula cerca de 7 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas pelo programa.
Os custos preocupam o Palácio do Planalto que planeja corte do pagamento para quem for receber o pagamento a partir da terceira vez. Se reincidente, para receber o benefício, o cidadão terá de comprovar participação em algum curso profissionalizante promovido por órgãos do governo.
Quem anunciou as possíveis mudanças foi o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o Fórum de Comandatuba, no interior da Bahia, onde empresários e políticos de todo o país se reuniram.  De acordo com ele, o objetivo é incentivar o ensino profissionalizante no Brasil, reduzir o desemprego e baixar a reincidência de desempregados no seguro, sem mais ônus para o governo.
Atualmente, tem direito à assistência o trabalhador dispensado sem justa causa, que estiver desempregado na época do requerimento do benefício, que tenha recebido salários consecutivos no período de seis meses anteriores à data de demissão, empregado de pessoa jurídica, por pelo menos seis meses nos últimos 36 meses, não possua renda própria para o seu sustento e de sua família, não estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social – exceto pensão por morte ou auxílio-acidente, aqueles cujo contrato de trabalho foi suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador, por pescadores profissionais durante o período em que a pesca é proibida devido à procriação das espécies e trabalhadores resgatados da condição de escravidão.
Depois de trabalhar por um ano e três meses como ajudante de cozinha de um restaurante em Salvador, Eliete dos Santos Silva, 48 anos, acabou dispensada devido a um corte de gastos da empresa.
“Graças a Deus existe o seguro-desemprego, pelo menos vou ter dinheiro pagar as últimas prestações da minha geladeira nova”, conta ela, que recebe o benefício pela primeira vez. “Nunca havia trabalhado de carteira assinada”, justifica.
Diferentemente dela, muita gente faz acordo – ou provoca uma demissão, que não seja justa-causa – com intuito de ter direito ao auxílio e só depois de receber a última parcela retorna ao mercado de trabalho.
O motorista João Figueiredo, 41, solicitou o auxílio pela quarta vez. “Vou receber cinco parcelas de R$ 545”, diz ele que comprou um táxi e está trabalhando por conta própria. “É meu direito e eu quero receber o seguro”, acrescentou.
Sem querer se identificar, um jovem de 23 anos contou a reportagem da Tribuna que todo fim de ano provoca uma demissão no trabalho com intuito de passar o verão desempregado, recebendo o auxílio do governo federal. “Aproveito as festas de fim de ano e ainda recebe o seguro”, relata.
Bahia: 27 mil foram beneficiados em 2010
Na Bahia, segundo estatísticas do Ministério do Trabalho, em 2009, 30.165 pessoas deram entrada ao pedido de seguro-desemprego, 29.191 foram beneficiadas (97,94%), 2.141 foram notificadas e tiveram suas solicitações revisadas. Em 2010 estes números caíram, respectivamente para 28.117 entradas, 27.702 beneficiários e 1.644 notificados.
Em 2011 o MT disponibilizou em seu portal apenas os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro. No primeiro mês do ano foram 2.833 requerimentos de seguro, com 2.600 beneficiários e 202 notificados. No mês seguinte, 2.274 requerentes, 2.600 beneficiados e 200 notificações.
“A gente sabe que mesmo com todo o controle, tem muita gente que frauda o sistema e acaba recebendo o seguro estando trabalhando”, lembra o superintendente substituto e chefe da Agência Avançada da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Melo, concordando que haja uma fiscalização mais eficaz. “Não sei como o governo vai fazer isso, mas, é bom que faça”, diz.
Quando requerer?
O Trabalhador tem do 7º ao 120º dia após a data da demissão do emprego, para fazer o respectivo requerimento.
Onde requerer?
Nas DRTs (Delegacia Regional do Trabalho), no SINE (Sistema Nacional de Emprego) ou nas agências credenciadas da CAIXA, no caso de trabalhador formal.
Como requerer?
O trabalhador deverá comparecer em um dos locais de sua preferência, com os seguintes documentos:- Comunicação de Dispensa - CD (via marrom) e Requerimento do Seguro;- Desemprego - SD (via verde);- Termo de rescisão do Contrato de Trabalho – TRCT;- Carteira de Trabalho;- Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento ou Certidão de Casamento com Protocolo de requerimento da Carteira de Identidade ou Carteira Nacional de Habilitação – CNH (modelo novo), dentro do prazo de validade, ou Passaporte, ou Certificado de Reservista.- Comprovante de inscrição no PIS/PASEP;- Documento de levantamento dos depósitos no FGTS ou extrato comprobatório dos depósitos;- Cadastro de Pessoa Física – CPF.- Comprovante dos 2 últimos contracheques ou recibos de pagamento para o trabalhador formal.

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO EXTERMINADOR DE MÍDIA CARA-PALIDA!

domingo, 4 de setembro de 2011

GABARITO DE HISTÓRIA E FILOSOFIA SO OS BONS SOBREVIVEM!!

ENSINO FUNDAMENTAL HISTÓRIA
GABARITO 6ºANOS

I = B, II= C, III= A, IV= D


7ºANOS

I= D, II= A, III= C, IV= B

8º ANO C
I= A, II= A, III= C, IV= B


9º ANO  c

I = B, II= C, III= B, IV=D

ENSINO MÉDIO FILOSOFIA

PRIMEIROS ANOS:

I= D, II= B, III= D, IV= A

SEGUNDO ANOS

I= C, II= D, III= A, IV= B

TERCEIRO ANOS

I= B, II= D, III= B, IV= A

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO

CONHECIMENTO É PODER! QUEM INVESTE NO SABER TEM BONS LUCROS!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CHARGES RISIVEIS! VAMOS DESIDRATAR DE RIRRRR



ESSE PAPAGAIO É ANOS LUZ MAIS SAFRO QUE O GAVIÃO BUENO!!! MITxCHELLLL

JK DA SAIA, TAMBÉM CONHECIDA COMO DILMA ROUSSEF FOI APONTADA POR UMA DAS MAIS RESPEITOSAS REVISTAS A FORBES COMO A 3º MULHER MAIS PODEROSA DO MUNDO OLHA O QUE OS TUCANOS DO PSDB ACHARAM:



MITxCHELLL QUEM É MAIS INTELIGENTE UM POSTE OU O SERRA?
LOGICO QUE É O POSTE! ESSE MITxCHELLLL.....


MITxCHELLL QUAL DOS 3 O SENHOR NÃO CONVIDARIA PARA SENTAR NA MESA DA SUA CASA?
OLHA COM CERTEZA O NEGRO DO PENSAMENTO BRANCO NÃO! NÃO!
ESSE MITxCHELLL.....



JK DE SAIA O FHC JÁ NÃO ESTÁ ENTRE NÓS JÁ FALECEU EM 2002!
DILMINHA VOCÊ TÁ GATA HOJE EM!!
EXTERMINADOR DO FUTURO JAZ...

DIRETO DO UMBIGO DO MUNDO - TIBET - MITxCHELLL WOODSTOOCK

domingo, 28 de agosto de 2011

Você é a favor ou contra a instalação de câmeras de segurança em sala de aulas?

Vejam esse texto no jornal diario da manhã!

http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110828&p=24

DEIXE SUA OPNIÃO!

http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110828&p=24

SERRA BYE, BYE FOREVER!!

Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

Dilma é 3ª mais poderosa do mundo. O Cerra corta os pulsos

Saiu no G1:

Dilma é terceira em ranking das mais poderosas do mundo, diz ‘Forbes’


Presidente brasileira está atrás de Angela Merkel e de Hillary Clinton. Gisele Bündchen está no 60º lugar; políticas e empresárias lideram lista.


Do G1, com informações da Reuters


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é a terceira mulher mais poderosa do mundo, de acordo com o ranking da revista norte-americana Forbes, divulgado nesta quarta-feira (24).


Na primeira posição, aparece a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, seguida pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.


A lista da revista norte-americana é dominada por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento. A modelo brasileira Gisele Bündchen está no 60º lugar.


Entre as mulheres do mundo dos negócios, a mais bem colocada é a indiana Indra Nooyi (4ª no ranking geral), que comanda a PepsiCo, seguida pela chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg (5ª), e pela presidente da norte-americana Kraft Foods, Irene Rosenfeld (10ª). Nenhuma brasileira aparece na lista nessa categoria.


A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que no ano passado ficou no topo do ranking, este ano caiu para a oitava posição.


Lady Gaga e a recém-nomeada editora-executiva do New York Times, Jill Abramson, estão em 11º e 12º lugar, respectivamente. Gaga é a mais nova da lista, com 25 anos, enquanto a Rainha Elizabeth, no 49º lugar, é a mais velha, com 85 anos.


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aparece na 17ª posição. Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas US$ 30 trilhões. Vinte e duas delas são solteiras.


DIRETO DO MORRO DO CANTA GALO! MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Globo exibe pornografia durante futebol



Sábado, 13, quem acompanhava a partida entre Botafogo e América-MG pelo Tempo Real da Globo.com teve uma surpresa, no mínimo, curiosa. No primeiro tempo, a seção de vídeos do site publicou, ao invés dos lances importantes e gols da disputa assistida, um vídeo pornográfico.


A Globo se desculpou pelo ocorrido por meio de um comunicado, no qual explica que um "lamentável erro técnico" deixou o vídeo de sexo no ar por cerca de um minuto. Ainda segundo a empresa, só assinantes do canal Sexy Hot viram a mudança.

"Por um lamentável erro técnico, a imagem de um vídeo pornográfico foi exibida durante a transmissão em Tempo Real da partida entre Botafogo e América-MG de sábado, 13 de agosto", diz a nota. "O vídeo, acessível apenas para assinantes do canal Sexy Hot, foi "chamado" equivocadamente e ficou no ar por aproximadamente um minuto durante o primeiro tempo da partida. Pedimos desculpas aos usuários pelo incidente."


TA DESCULPADO REDE BOBO! PARA QUEM JÁ MATOU E ESTUPRA O BRAZIL UMA BOBAGEM DESSA NÃO É NADA!
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DA CATEDRAL DE SANTA SOFIA - TURQUIA


SBSTEIRA VAI TE CATAR TAMBÉM!

Só amor, nada de revolução: SBT corta depoimentos reais em novela



Um dos maiores chamarizes de Amor & Revolução (SBT) — os depoimentos reais de pessoas que viveram de perto os anos de ditadura militar no Brasil — foi cortado da novela, sem maiores explicações. O SBT não está exibindo mais os depoimentos que iam ao ar no final de cada capítulo da trama.


Procurado, o autor da novela, Tiago Santiago, diz não saber o motivo do corte. Os depoimentos inéditos gravados serão jogados fora. Já o SBT diz que resolveu tirar os depoimentos porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto — como se os militares já não tivessem usado e abusado da imprensa da época para registrar suas “versões oficiais”.

A rede vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não é correto nem justo. Para não ficar só com um lado da história, o canal resolveu abolir os depoimentos. As pressões dos militares venceram.

Na estreia de Amor & Revolução, em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou para a novela.


DIRETO OSLO NORUEGA
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOOFO

REDE BOBO! VAI TE CATAR!

Walter Decker: O inacreditável neomoralismo da Globo



Globo vê retrocesso nos “padrões morais” do país e muda abertura de novela que já foi apresentada e reapresentada em horário vespertino.


Trata-se de um dos grandes sucessos da Globo, a novela “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, que volta a ser exibida a partir em setembro no “Vale a Pena Ver de Novo”, em substituição a “O Clone”.

Na noite de quarta-feira a emissora anunciou que vai refazer a abertura da novela, exibida originalmente no horário das 18h em 1993 e já reapresentada uma vez, no horário vespertino, no final de 1996.

A explicação da Globo é surpreendente.

Tendo como base seus Princípios e Valores, a Globo resolveu adaptar a abertura para o Vale a Pena Ver de Novo, tornando menos explícitas cenas de nudez. Embora esta abertura tenha ido ao ar com a novela em 1993, a emissora avaliou que não era compatível com os padrões morais atuais do país.

A novela, protagonizada por Gloria Pires e Guilherme Fontes, foi vendida para mais de 30 países. É uma adaptação de duas outras novelas de Ivani Ribeiro, a mesma “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973, e “O Espantalho”, que Record apresentou em 1977


DIRETO DO TIBET - UMBIGO DO MUNDO
MITxCHELLL HISTÓRIADOR FILOSOFO

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MITxCHELLL - DIRETO DO TIBET - UMBIGO DO MUNDO!


24 de Agosto de 2011 - 11h37

Amy morreu careta; repente brasileiro homenageia cantora


Nesta terça-feira (24), o porta-voz da família de Amy Winehouse, Chris Goodman, divulgou os resultados do exame toxicológico feito na cantora. Segundo o comunicado, não foram encontrados vestígios de droga no organismo de Amy, apenas álcool em quantidade insuficiente para causar a morte, que permanece inexplicada. Amy, que morreu em 23 de julho, é alvo de inúmeras homenagens. Entre elas está o repente de Edu Krieger: “rock n’roll pra valer foi Noel Rosa que partiu sem chegar aos 27”.




Além do repente de Edu Krieger, Amy também foi tema de uma série original de obras brasileiras sobre ela, com artistas como William Medeiros, Stegun, Viviane Yamabuchi e Edra, todas reunidas em uma exposição que aconteceu em um shopping de São Paulo.

Ninguém sabe a real causa da morte da cantora. A especulação de que ela teria sofrido uma overdose, depois de se drogar na noite de 23 de julho, parece estar descartada, já que o porta-voz disse que o exame não encontrou substância ilícita. Como o corpo foi cremado, não existe possibilidade de uma nova autópsia: tudo será definido com base no que foi recolhido na casa da cantora e o inquérito que vai apurar o que, de fato, aconteceu só deve sair no final de setembro.

De acordo com o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, é raro, mas a abstinência pode matar. “Durante a abstinência, a pressão pode aumentar, a pessoa pode ter taquicardia, tremores, ficar ansiosa, suar frio”, diz Andrade. “O grau máximo da abstinência é chamado de delirium tremens, em que o paciente passa a ter crises convulsivas.” O delirium tremens pode ocorrer quando uma pessoa interrompe o consumo de álcool depois de beber por muito tempo. A falta de alimentação também pode agravar a situação.

Morte por abstinência é comum nos EUA

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, é mais comum em pessoas que tomam entre 4 e 5 doses de vinho ou até oito doses de cerveja por dia durante vários meses. De acordo com Ana Cecília Marques, da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas, em torno de 5% dos pacientes podem desenvolver essa síndrome de abstinência grave.

Entre os sintomas, os pacientes podem sentir medo, sofrer alucinações, convulsões, dores no peito, febre e vômito. Em geral, esses sinais aparecem a partir de 72 horas após a retirada total do álcool do organismo. Estudos sugerem, porém, que eles podem ocorrer entre 7 e 10 dias após a última dose ingerida. Depois desse período, os sintomas pioraram progressivamente.

“Quando essas pessoas param de beber, acontece um ‘caos químico’ no sistema nervoso central. Além de alucinações e convulsões, o paciente também apresenta alterações no sistema cardiovascular e no sistema respiratório”, diz Ana Cecília Marques. “Antes, o cérebro do paciente havia desenvolvido uma tolerância ao álcool. Sem ele, tudo deixa de funcionar como deveria. A pessoa pode morrer por falência.”

Como procurar ajuda

Arthur Guerra de Andrade explica que, em casos de crise de abstinência séria, o paciente deve procurar um serviço de emergência, onde será atendido numa Unidade de Terapia Intensiva que tratará os sintomas com medicamentos anticonvulsivos, calmantes, entre outros. Sem a ajuda de um médico, segundo Ana Cecília Marques, dificilmente o paciente sobrevive.

Para quem deseja parar de beber, os médicos indicam a interrupção total da bebida alcóolica. A decisão, porém, deve ser acompanhada de perto por um especialista, capaz de controlar sintomas de uma possível complicação, como é o caso da síndrome de abstinência grave. O pai de Amy, Mitch Winehouse, disse que sua filha lutava contra o álcool havia anos e, quando morreu, estava completando três semanas sem beber. O resultado do inquérito sobre a morte da cantora britânica deve ser conhecido no dia 26 de outubro.

Da Redação, com agências

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ligue no 0800 Do "Criança Esperança" e ajude ao Brasil nunca ser o país do futuro! Uma farça! Alguem já viu uma unidade do criança esperança em Goiás?

BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.


(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")

“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
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São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
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MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO EXTERMINADOR DO PASSADO E FUTURO DA REDE BOBO.



BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.
(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")
BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.
(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")


“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
----------------------------------
São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
Conheça "O Jornal de Goiás"
“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
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São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
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