ATTENAS AULAS

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

NEM INDEPENDÊNCIA NEM MORTE!

Animação divertida conta a história da Independência do Brasil



Um breve resumo divertido da independência brasileira, focando a origem da famosa dívida externa.
A criação e edição geral é de Alan de Melo Ely.



 
HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLLL

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Quando formos livres, provavelmente desligaremos a tevê!

A tevê a cabo principalmente é um efetivo instrumento de dominação, e o pior deste caso é que pagamos para que nos dominem, pagamos para que nos excluam, pagamos para que nos transformem num burros.
 Pagamos para que nos vendam um mundo em que não nos encaixamos, um mundo em que renunciamos a nós mesmos. Pagamos para ser colonizados. Pagamos para que nos façam entender que naõ somos suficientemente altos, nem loiros, nem inteligentes, nem criativos, nem audazes, nem sequer somos suficientementes maus... Pagamos para facilitar a inoculação do American Dream versão latina.
Colonizados nossos sonhos, deixamos de sonhar realidades possiveis.
Quando formos livres, provavelmente desligaremos a tevê, e, quando muito, se formos assistir, que não compremos a ideia e entendamos que é apenas tevê.




 
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO -
DIRETO DE CUBA SENTADO A DESTRA DE FIDEL CASTRO!!! BYE BYE FOREVER MÍDIA CARA-PALIDA!

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

DEVEMOS SEGUIR O EXEMPLO DOS: CHILENOS, BRITANICOS, EGIPICIOS E POVOS REVOLUCIONARIOS EM GERAL E PROMOVERMOS UMA REVOLUÇÃO VIA INTERNET RUMO A BRASILIA PARA UM BRASIL: BOM, BELO E JUSTO!

Um garoto de 17 anos, que postou na sua página do Facebook a frase "Vamos lá manifestante"! foi judicialmente banido das redes sociais por um ano. Será obrigado a prestar 120 horas de serviço comunitários, um ano de reablitação e toque de recolher pro três meses.

ISSO É VERGONHOSO HOJE A UNICA FORMA DE COMUNICAÇÃO QUE RESTOU AS EXCLUÍDOS COMO EU A INTERNET.
CUIDADO MITxCHELLL O SENHOR HISTORIADOR FILOSOFO PODE SER O PROXIMO!

TEM GENTE QUE ACREDITA EM TUDO QUE É VEICULADO NO JORNAL ANTI-NACIONAL! ALIENADOS!

FIM DE FARRA: Governo vai mudar o seguro-desemprego



A finalidade do seguro-desemprego é oferecer assistência financeira temporária ao trabalhador dispensado involuntariamente, mas, na prática o que ocorre em muitos casos é o chamado “acordo” entre patrão e empregado com intuito de burlar a legislação e usufruir do benefício de maneira indevida.
O governo federal quer acabar com a farra dos “falsos desempregados” e prepara uma nova regulamentação com intuito de restringir o auxílio a reincidentes.
Introduzido no país em 1986, o seguro-desemprego se tornou oneroso para os cofres públicos, segundo o governo, que calcula cerca de 7 milhões de pessoas estão sendo beneficiadas pelo programa.
Os custos preocupam o Palácio do Planalto que planeja corte do pagamento para quem for receber o pagamento a partir da terceira vez. Se reincidente, para receber o benefício, o cidadão terá de comprovar participação em algum curso profissionalizante promovido por órgãos do governo.
Quem anunciou as possíveis mudanças foi o ministro da Educação, Fernando Haddad, durante o Fórum de Comandatuba, no interior da Bahia, onde empresários e políticos de todo o país se reuniram.  De acordo com ele, o objetivo é incentivar o ensino profissionalizante no Brasil, reduzir o desemprego e baixar a reincidência de desempregados no seguro, sem mais ônus para o governo.
Atualmente, tem direito à assistência o trabalhador dispensado sem justa causa, que estiver desempregado na época do requerimento do benefício, que tenha recebido salários consecutivos no período de seis meses anteriores à data de demissão, empregado de pessoa jurídica, por pelo menos seis meses nos últimos 36 meses, não possua renda própria para o seu sustento e de sua família, não estiver recebendo benefício de prestação continuada da Previdência Social – exceto pensão por morte ou auxílio-acidente, aqueles cujo contrato de trabalho foi suspenso em virtude de participação em curso ou programa de qualificação oferecido pelo empregador, por pescadores profissionais durante o período em que a pesca é proibida devido à procriação das espécies e trabalhadores resgatados da condição de escravidão.
Depois de trabalhar por um ano e três meses como ajudante de cozinha de um restaurante em Salvador, Eliete dos Santos Silva, 48 anos, acabou dispensada devido a um corte de gastos da empresa.
“Graças a Deus existe o seguro-desemprego, pelo menos vou ter dinheiro pagar as últimas prestações da minha geladeira nova”, conta ela, que recebe o benefício pela primeira vez. “Nunca havia trabalhado de carteira assinada”, justifica.
Diferentemente dela, muita gente faz acordo – ou provoca uma demissão, que não seja justa-causa – com intuito de ter direito ao auxílio e só depois de receber a última parcela retorna ao mercado de trabalho.
O motorista João Figueiredo, 41, solicitou o auxílio pela quarta vez. “Vou receber cinco parcelas de R$ 545”, diz ele que comprou um táxi e está trabalhando por conta própria. “É meu direito e eu quero receber o seguro”, acrescentou.
Sem querer se identificar, um jovem de 23 anos contou a reportagem da Tribuna que todo fim de ano provoca uma demissão no trabalho com intuito de passar o verão desempregado, recebendo o auxílio do governo federal. “Aproveito as festas de fim de ano e ainda recebe o seguro”, relata.
Bahia: 27 mil foram beneficiados em 2010
Na Bahia, segundo estatísticas do Ministério do Trabalho, em 2009, 30.165 pessoas deram entrada ao pedido de seguro-desemprego, 29.191 foram beneficiadas (97,94%), 2.141 foram notificadas e tiveram suas solicitações revisadas. Em 2010 estes números caíram, respectivamente para 28.117 entradas, 27.702 beneficiários e 1.644 notificados.
Em 2011 o MT disponibilizou em seu portal apenas os dados referentes aos meses de janeiro e fevereiro. No primeiro mês do ano foram 2.833 requerimentos de seguro, com 2.600 beneficiários e 202 notificados. No mês seguinte, 2.274 requerentes, 2.600 beneficiados e 200 notificações.
“A gente sabe que mesmo com todo o controle, tem muita gente que frauda o sistema e acaba recebendo o seguro estando trabalhando”, lembra o superintendente substituto e chefe da Agência Avançada da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, Carlos Melo, concordando que haja uma fiscalização mais eficaz. “Não sei como o governo vai fazer isso, mas, é bom que faça”, diz.
Quando requerer?
O Trabalhador tem do 7º ao 120º dia após a data da demissão do emprego, para fazer o respectivo requerimento.
Onde requerer?
Nas DRTs (Delegacia Regional do Trabalho), no SINE (Sistema Nacional de Emprego) ou nas agências credenciadas da CAIXA, no caso de trabalhador formal.
Como requerer?
O trabalhador deverá comparecer em um dos locais de sua preferência, com os seguintes documentos:- Comunicação de Dispensa - CD (via marrom) e Requerimento do Seguro;- Desemprego - SD (via verde);- Termo de rescisão do Contrato de Trabalho – TRCT;- Carteira de Trabalho;- Carteira de Identidade ou Certidão de Nascimento ou Certidão de Casamento com Protocolo de requerimento da Carteira de Identidade ou Carteira Nacional de Habilitação – CNH (modelo novo), dentro do prazo de validade, ou Passaporte, ou Certificado de Reservista.- Comprovante de inscrição no PIS/PASEP;- Documento de levantamento dos depósitos no FGTS ou extrato comprobatório dos depósitos;- Cadastro de Pessoa Física – CPF.- Comprovante dos 2 últimos contracheques ou recibos de pagamento para o trabalhador formal.

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO EXTERMINADOR DE MÍDIA CARA-PALIDA!

domingo, 4 de setembro de 2011

GABARITO DE HISTÓRIA E FILOSOFIA SO OS BONS SOBREVIVEM!!

ENSINO FUNDAMENTAL HISTÓRIA
GABARITO 6ºANOS

I = B, II= C, III= A, IV= D


7ºANOS

I= D, II= A, III= C, IV= B

8º ANO C
I= A, II= A, III= C, IV= B


9º ANO  c

I = B, II= C, III= B, IV=D

ENSINO MÉDIO FILOSOFIA

PRIMEIROS ANOS:

I= D, II= B, III= D, IV= A

SEGUNDO ANOS

I= C, II= D, III= A, IV= B

TERCEIRO ANOS

I= B, II= D, III= B, IV= A

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO

CONHECIMENTO É PODER! QUEM INVESTE NO SABER TEM BONS LUCROS!

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

CHARGES RISIVEIS! VAMOS DESIDRATAR DE RIRRRR



ESSE PAPAGAIO É ANOS LUZ MAIS SAFRO QUE O GAVIÃO BUENO!!! MITxCHELLLL

JK DA SAIA, TAMBÉM CONHECIDA COMO DILMA ROUSSEF FOI APONTADA POR UMA DAS MAIS RESPEITOSAS REVISTAS A FORBES COMO A 3º MULHER MAIS PODEROSA DO MUNDO OLHA O QUE OS TUCANOS DO PSDB ACHARAM:



MITxCHELLL QUEM É MAIS INTELIGENTE UM POSTE OU O SERRA?
LOGICO QUE É O POSTE! ESSE MITxCHELLLL.....


MITxCHELLL QUAL DOS 3 O SENHOR NÃO CONVIDARIA PARA SENTAR NA MESA DA SUA CASA?
OLHA COM CERTEZA O NEGRO DO PENSAMENTO BRANCO NÃO! NÃO!
ESSE MITxCHELLL.....



JK DE SAIA O FHC JÁ NÃO ESTÁ ENTRE NÓS JÁ FALECEU EM 2002!
DILMINHA VOCÊ TÁ GATA HOJE EM!!
EXTERMINADOR DO FUTURO JAZ...

DIRETO DO UMBIGO DO MUNDO - TIBET - MITxCHELLL WOODSTOOCK

domingo, 28 de agosto de 2011

Você é a favor ou contra a instalação de câmeras de segurança em sala de aulas?

Vejam esse texto no jornal diario da manhã!

http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110828&p=24

DEIXE SUA OPNIÃO!

http://www.dmdigital.com.br/novo/#!/view?e=20110828&p=24

SERRA BYE, BYE FOREVER!!

Redação Conversa Afiada

RedaçãoConversa Afiada

Dilma é 3ª mais poderosa do mundo. O Cerra corta os pulsos

Saiu no G1:

Dilma é terceira em ranking das mais poderosas do mundo, diz ‘Forbes’


Presidente brasileira está atrás de Angela Merkel e de Hillary Clinton. Gisele Bündchen está no 60º lugar; políticas e empresárias lideram lista.


Do G1, com informações da Reuters


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, é a terceira mulher mais poderosa do mundo, de acordo com o ranking da revista norte-americana Forbes, divulgado nesta quarta-feira (24).


Na primeira posição, aparece a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, seguida pela secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton.


A lista da revista norte-americana é dominada por políticas, empresárias e líderes dos setores de mídia e entretenimento. A modelo brasileira Gisele Bündchen está no 60º lugar.


Entre as mulheres do mundo dos negócios, a mais bem colocada é a indiana Indra Nooyi (4ª no ranking geral), que comanda a PepsiCo, seguida pela chefe de operações do Facebook, Sheryl Sandberg (5ª), e pela presidente da norte-americana Kraft Foods, Irene Rosenfeld (10ª). Nenhuma brasileira aparece na lista nessa categoria.


A primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, que no ano passado ficou no topo do ranking, este ano caiu para a oitava posição.


Lady Gaga e a recém-nomeada editora-executiva do New York Times, Jill Abramson, estão em 11º e 12º lugar, respectivamente. Gaga é a mais nova da lista, com 25 anos, enquanto a Rainha Elizabeth, no 49º lugar, é a mais velha, com 85 anos.


A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aparece na 17ª posição. Oito chefes de Estado e 29 presidentes-executivas estão na lista das 100 mulheres mais poderosas do mundo. Elas têm em média 54 anos e controlam, juntas US$ 30 trilhões. Vinte e duas delas são solteiras.


DIRETO DO MORRO DO CANTA GALO! MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Globo exibe pornografia durante futebol



Sábado, 13, quem acompanhava a partida entre Botafogo e América-MG pelo Tempo Real da Globo.com teve uma surpresa, no mínimo, curiosa. No primeiro tempo, a seção de vídeos do site publicou, ao invés dos lances importantes e gols da disputa assistida, um vídeo pornográfico.


A Globo se desculpou pelo ocorrido por meio de um comunicado, no qual explica que um "lamentável erro técnico" deixou o vídeo de sexo no ar por cerca de um minuto. Ainda segundo a empresa, só assinantes do canal Sexy Hot viram a mudança.

"Por um lamentável erro técnico, a imagem de um vídeo pornográfico foi exibida durante a transmissão em Tempo Real da partida entre Botafogo e América-MG de sábado, 13 de agosto", diz a nota. "O vídeo, acessível apenas para assinantes do canal Sexy Hot, foi "chamado" equivocadamente e ficou no ar por aproximadamente um minuto durante o primeiro tempo da partida. Pedimos desculpas aos usuários pelo incidente."


TA DESCULPADO REDE BOBO! PARA QUEM JÁ MATOU E ESTUPRA O BRAZIL UMA BOBAGEM DESSA NÃO É NADA!
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO - DIRETO DA CATEDRAL DE SANTA SOFIA - TURQUIA


SBSTEIRA VAI TE CATAR TAMBÉM!

Só amor, nada de revolução: SBT corta depoimentos reais em novela



Um dos maiores chamarizes de Amor & Revolução (SBT) — os depoimentos reais de pessoas que viveram de perto os anos de ditadura militar no Brasil — foi cortado da novela, sem maiores explicações. O SBT não está exibindo mais os depoimentos que iam ao ar no final de cada capítulo da trama.


Procurado, o autor da novela, Tiago Santiago, diz não saber o motivo do corte. Os depoimentos inéditos gravados serão jogados fora. Já o SBT diz que resolveu tirar os depoimentos porque não conseguia nenhum militar ou ex-militar para falar sobre o assunto — como se os militares já não tivessem usado e abusado da imprensa da época para registrar suas “versões oficiais”.

A rede vinha exibindo desde então apenas depoimentos de pessoas da oposição na época, o que, na opinião da direção da emissora, não é correto nem justo. Para não ficar só com um lado da história, o canal resolveu abolir os depoimentos. As pressões dos militares venceram.

Na estreia de Amor & Revolução, em abril, o SBT anunciou que faria de tudo para ter um depoimento da presidente Dilma Rousseff entre os que iriam ao ar. Militante política na época, Dilma chegou ser presa, mas não gravou para a novela.


DIRETO OSLO NORUEGA
MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOOFO

REDE BOBO! VAI TE CATAR!

Walter Decker: O inacreditável neomoralismo da Globo



Globo vê retrocesso nos “padrões morais” do país e muda abertura de novela que já foi apresentada e reapresentada em horário vespertino.


Trata-se de um dos grandes sucessos da Globo, a novela “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, que volta a ser exibida a partir em setembro no “Vale a Pena Ver de Novo”, em substituição a “O Clone”.

Na noite de quarta-feira a emissora anunciou que vai refazer a abertura da novela, exibida originalmente no horário das 18h em 1993 e já reapresentada uma vez, no horário vespertino, no final de 1996.

A explicação da Globo é surpreendente.

Tendo como base seus Princípios e Valores, a Globo resolveu adaptar a abertura para o Vale a Pena Ver de Novo, tornando menos explícitas cenas de nudez. Embora esta abertura tenha ido ao ar com a novela em 1993, a emissora avaliou que não era compatível com os padrões morais atuais do país.

A novela, protagonizada por Gloria Pires e Guilherme Fontes, foi vendida para mais de 30 países. É uma adaptação de duas outras novelas de Ivani Ribeiro, a mesma “Mulheres de Areia”, exibida pela TV Tupi em 1973, e “O Espantalho”, que Record apresentou em 1977


DIRETO DO TIBET - UMBIGO DO MUNDO
MITxCHELLL HISTÓRIADOR FILOSOFO

 

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

MITxCHELLL - DIRETO DO TIBET - UMBIGO DO MUNDO!


24 de Agosto de 2011 - 11h37

Amy morreu careta; repente brasileiro homenageia cantora


Nesta terça-feira (24), o porta-voz da família de Amy Winehouse, Chris Goodman, divulgou os resultados do exame toxicológico feito na cantora. Segundo o comunicado, não foram encontrados vestígios de droga no organismo de Amy, apenas álcool em quantidade insuficiente para causar a morte, que permanece inexplicada. Amy, que morreu em 23 de julho, é alvo de inúmeras homenagens. Entre elas está o repente de Edu Krieger: “rock n’roll pra valer foi Noel Rosa que partiu sem chegar aos 27”.




Além do repente de Edu Krieger, Amy também foi tema de uma série original de obras brasileiras sobre ela, com artistas como William Medeiros, Stegun, Viviane Yamabuchi e Edra, todas reunidas em uma exposição que aconteceu em um shopping de São Paulo.

Ninguém sabe a real causa da morte da cantora. A especulação de que ela teria sofrido uma overdose, depois de se drogar na noite de 23 de julho, parece estar descartada, já que o porta-voz disse que o exame não encontrou substância ilícita. Como o corpo foi cremado, não existe possibilidade de uma nova autópsia: tudo será definido com base no que foi recolhido na casa da cantora e o inquérito que vai apurar o que, de fato, aconteceu só deve sair no final de setembro.

De acordo com o psiquiatra Arthur Guerra de Andrade, do Centro de Informações sobre Saúde e Álcool, é raro, mas a abstinência pode matar. “Durante a abstinência, a pressão pode aumentar, a pessoa pode ter taquicardia, tremores, ficar ansiosa, suar frio”, diz Andrade. “O grau máximo da abstinência é chamado de delirium tremens, em que o paciente passa a ter crises convulsivas.” O delirium tremens pode ocorrer quando uma pessoa interrompe o consumo de álcool depois de beber por muito tempo. A falta de alimentação também pode agravar a situação.

Morte por abstinência é comum nos EUA

Segundo o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos, é mais comum em pessoas que tomam entre 4 e 5 doses de vinho ou até oito doses de cerveja por dia durante vários meses. De acordo com Ana Cecília Marques, da Associação Brasileira do Estudo do Álcool e Outras Drogas, em torno de 5% dos pacientes podem desenvolver essa síndrome de abstinência grave.

Entre os sintomas, os pacientes podem sentir medo, sofrer alucinações, convulsões, dores no peito, febre e vômito. Em geral, esses sinais aparecem a partir de 72 horas após a retirada total do álcool do organismo. Estudos sugerem, porém, que eles podem ocorrer entre 7 e 10 dias após a última dose ingerida. Depois desse período, os sintomas pioraram progressivamente.

“Quando essas pessoas param de beber, acontece um ‘caos químico’ no sistema nervoso central. Além de alucinações e convulsões, o paciente também apresenta alterações no sistema cardiovascular e no sistema respiratório”, diz Ana Cecília Marques. “Antes, o cérebro do paciente havia desenvolvido uma tolerância ao álcool. Sem ele, tudo deixa de funcionar como deveria. A pessoa pode morrer por falência.”

Como procurar ajuda

Arthur Guerra de Andrade explica que, em casos de crise de abstinência séria, o paciente deve procurar um serviço de emergência, onde será atendido numa Unidade de Terapia Intensiva que tratará os sintomas com medicamentos anticonvulsivos, calmantes, entre outros. Sem a ajuda de um médico, segundo Ana Cecília Marques, dificilmente o paciente sobrevive.

Para quem deseja parar de beber, os médicos indicam a interrupção total da bebida alcóolica. A decisão, porém, deve ser acompanhada de perto por um especialista, capaz de controlar sintomas de uma possível complicação, como é o caso da síndrome de abstinência grave. O pai de Amy, Mitch Winehouse, disse que sua filha lutava contra o álcool havia anos e, quando morreu, estava completando três semanas sem beber. O resultado do inquérito sobre a morte da cantora britânica deve ser conhecido no dia 26 de outubro.

Da Redação, com agências

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Ligue no 0800 Do "Criança Esperança" e ajude ao Brasil nunca ser o país do futuro! Uma farça! Alguem já viu uma unidade do criança esperança em Goiás?

BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.


(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")

“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
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São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
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MITxCHELLLL HISTORIADOR FILOSOFO EXTERMINADOR DO PASSADO E FUTURO DA REDE BOBO.



BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.
(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")
BBB 8 e Criança Esperança – Como a Globo gera miséria e repassa a conta aos brasileirosCom a liderança da Rede Globo, não há Criança Esperança que dê jeito.
(artigo escrito por Miriam Moraes, publicado no jornal "O Jornal de Goiás")


“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
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São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
Conheça "O Jornal de Goiás"
“Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.” (José Serra, governador de São Paulo e ex-candidato à Presidência da República)
O brasileiro não tem como saber, mas não há nada de natural no excesso de exploração do conteúdo sexual que ocorre na TV brasileira.O Brasil é visto no exteriorcomo “paraíso sexual”, a gravidez na adolescência atinge números alarmantes, todos os dias nasce um batalhão de crianças que jamais conhecerãoo pai, enquanto a maior potência da comunicação no Brasil investe numa programação que empobrece os brasileiros e aposta no “Criança Esperança” para manter a imagem de empresa com compromisso social.
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São duas horas da tarde e o Vídeo Show apresenta uma discussão sobre a possibilidade de haver distinção entre o sêmen de um peão e o sêmen das diversas categorias masculinas. Logo em seguida, a novela exibida em Vale a Pena Ver de Novo mostra um casal de adolescentes desesperados à procura de um lugar mais reservado para manter relações sexuais. Segundo o garoto, as outras vezes aconteciam no carro ou no mato. Na novela das seis, Florinda, personagem de Grazielli Massafera, conta que sua “caçarola fica fervendo” quando está com o namorado. Na trama das sete, as cenas de sexo são lugar comum. Na novela das 8, que começa às 9, o linguajar chulo, pobremente recheado de intenções medíocres, é intercalado com cenas de sexo implícito. No sábado, Luciano Huck apresenta suas dançarinas despidas em coreografias de gosto e qualidade duvidosas, o que se repete no Domingão do Faustão, aos domingos, dia em que o programa “Fantástico” relata o trabalhoso processo de pintar o corpo nu de uma mulata estonteante ou entrevista garotos que contam quantas pessoas beijou naquela noite, na mesma festa. Pouco depois das 10 horas, o programa Big Brother fecha a noite com uma mulher de costas, quase nua, sendo beijada por um rapaz que lhe apalpa as nádegas sob a micro-saia, e um desfile de mulheres com espuma de barbear sobre os seios deixam os homens da casa embasbacados.Num pobre vilarejo do norte, a menina de 14 anos assiste e tenta desvendar o modo de agir e se comportar dos “modelos humanos” criados pela TV. As mulheres são lindas! Quando saírem dali serão famosas e assediadas, a representação em carne e osso do sucesso. São moças que trocaram o primeiro beijo 24 horas depois de conhecer o rapaz, que revela seu desejo de realizar um “test drive” no paquera, uma expressão que escapa ao entendimento da menina, mas a intenção das palavras, revelada pelo contexto, é claramente captada.A menina se imagina no lugar daquelas mulheres. Os jovens brasileiros sonham com o sucesso e a fama, vêem como se comportam os famosos e mapeiam o comportamento que define a chegada ao pódio.Quando se aproxima de um garoto por quem se interessa, buscará as receitas de sucesso que lhe foram apresentadas. Logo, porém, essa menina descobre que pessoas do mundo real engravidam, que os garotos não querem assumir a responsabilidade da paternidade e que a pobreza dividida com filhos transmuta-se em miséria.Aos 18 anos poderá ter três crianças, cada uma de pai diferente, todos vivendo em condições sub-humanas.Surge, então, o programa “Criança Esperança” que consiste numa campanha realizada anualmente pela Rede Globo. Nos intervalos das programações que banalizam o sexo, atores populares aparecem na tela solicitando contribuições financeiras para remediar a miséria das crianças que nasceram das receitas de comportamento produzidas pela própria Globo. Operam a comunicação como um produto comercial; contabilizam para si os lucros e constroem uma imagem de preocupação com “o social” através das doações financeiras dos brasileiros.O conjunto de valores se materializa na realidade de vida de um povo e a comunicação é um elemento primordial na formação dos valores sociais. No entanto, há uma corrente vigente que rotula de retrógrado e arcaico qualquer pensamentoque se contraponha à idéia de que o ideal para o ser humano seja o conceito de progresso e modernidade associado à liberalidade e permissividade. Diante do preconceito, do receio de ser tomado por um tolo conservador, a maioria se cala e se omite, facilitando a ação dos que apregoam uma sociedade sem limites.

A sensualidade “natural”

O atual governador de São Paulo e ex-candidato a Presidente do Brasil declarouem uma entrevista: “Eu não conheço nenhum outro país do mundo que estimule tanto o sexo pela televisão como aqui.”O Brasileiro, sem a referencia de outros países, acostumou-se ao padrão veiculado e considera normal o volume de conteúdos com conotação sexual exibido na programação televisiva. No entanto, quem tem a oportunidade de viajar para outros países chega a se espantar com a diferença, não apenas da programação como dos costumes e comportamento do povo, especialmente do europeu. Foi de lá que Sílvio Santos importou o formato do Show do Milhão, programa de perguntas e respostas que oferece prêmios aos vencedores. A diferença está no nível das perguntas. Versam sobre história mundial, geografia e informações culturais de alto nível, nada a ver com os questionamentos primários da versão brasileira. Evidentemente, há também programas com o formato BBB e deve haver os de conteúdo menos apropriado, mas é preciso procurá-los para que sejam encontrados, pois não há mulheres nuas ou referências sexuais na programação normal.Um bom exemplo é o depoimento de Cristina Amaro Neves, que deixou o Brasil aos 11 anos, foi criada na Suécia, viajou pelo mundo todo e retornou ao Brasil para uma visita em novembro do ano passado. Agora, aos 29 anos de idade, Cristina se revela surpresa com o comportamentodos brasileiros:“Uma das coisas que mais me chocou no Brasil é a naturalidade com a qual se encara a promiscuidade sexual. Na minha cidade, a gente sai com um homem três meses antes que ele tenha a coragem de te dar um beijo. No Brasil bastam três minutos de conversa. Em todas as grandes cidades do mundo, esse é um comportamento isolado, de alguns grupos que são mal vistos pela grande massa, mas aqui é generalizado, socialmente aceito. Achei deprimente, tive a sensação de entrar numa tribo indígena.”De fato, caminhando pelas ruas de Portugal, Espanha, França e outros países europeus, mesmo no auge do verão onde as temperaturas reproduzem o clima tropical, nota-se uma gigantesca diferença no modo como as pessoas se vestem. Não há o exibicionismo, a exposição do corpo, a barriguinha de fora ou a preocupação acentuada com o vestuário, como acontece no Brasil.Recentemente, o Globo Repórter, da própria Rede Globo, dedicou seu programa a investigar os motivos que levaram o Brasil a ser visto lá fora como “um paraíso sexual”. Entrevistaram diversos turistas e revelaram a predominância de quem vem atraído pela grande liberdade para a prática da pedofilia e de relacionamentos instantâneos entre os adultos hetero ou homossexuais.- “O que mais eu poderia procurar no Brasil? Cultura?” - pergunta ironicamente um turista americano.

O sexo casual na formação do indivíduo

O corpo humano possui a capacidade de responder aos estímulos sexuais desde o nascimento – um conceito difundido por Freud e por pesquisadores contemporâneos em todo o mundo. A sexualidade, por ser latente, pode ser despertada até mesmo através de simples estímulos visuais, sonoros e da imaginação.Há uma confusão pautada na irreflexão e falta de preparo de quem define a linha de programação nas emissoras que banalizam as questões sexuais. Tais pessoas desconhecem que, mesmo que um adolescente, aos 14 anos de idade, saiba como colocar uma camisinha em uma banana, a formação psicológica não se encontra suficientemente amadurecida para estabelecer relações entre ações e conseqüências, implicando na ausência da responsabilidade necessária para a prevenção adequada.O ingresso no exercício da sexualidade envolve questões como auto-respeito, afetividade e auto-estima. Dependendo de como o relacionamento acontece e se desdobra,pode resultar num comportamento promíscuo onde se tenta, a todo custo, reverter a rejeição e inadequação resultantes das primeiras experiências, ou conduzir o adolescente a uma interminável crise de apatia e descrédito que se amplia para todos os setores da vida que deveria estar em construção, cujos valores como aceitação e rejeição, valoração ou descrédito, implicam na condição emocional para se situar e perseguir objetivos e sonhos.Uma ampla análise da influência da Globo sobre o comportamento dos brasileiros foi realizado pela BBC de Londres, através do documentário “Muito além do cidadão Kane”, disponível na Internet. Nele, os repórteres entrevistam moradores de casebres miseráveis onde adultos e crianças evidenciam o fascínio que as novelas, em primeiro lugar, exercem sobre crianças e adultos, na mesma proporção. O BBB foi criado para ser um programa de família, utilizando desenhos animados divertidos que atrai o público infantil. Teoricamente, ali estão reunidas pessoas do povo, é um programa que tem como objetivo a análise comportamental, mas todos os “modelos oferecidos” são basicamente iguais. A dinâmica da tensão criada nas eliminatórias e as intrigas dos bastidores são cuidadosamente planejadas para manter toda a família diante da Tv.A realidade do Brasil é apontada pela educadora Regina de Assis da seguinteforma: “Se você visitar favelas e periferias das cidades, se for para o campo, para a zona rural, poderá não encontrar uma geladeira, uma cama para cada pessoa, um fogão, mas ao entrar nas casas, nos barracos, uma televisão jamais faltará.” Portanto, a televisão é o único meio de comunicação que atinge as massas e é apontado como aquele que conta com maior credibilidade. Graças à força que possui as imagens transmitidas, o expectador não tem como saber o que foi omitido da informação, não consegue capturar racionalmente o efeito que uma trilha sonora agrega ao material. “Dependendo da trilha sonora colocada sobre as imagens de um grupo de jovens embriagados, levando garrafas à boca com movimentos confusos e mulheres sendo apalpadas por mãos diversas, poderíamos receber a cena como um retrato deprimente da degradação humana. Mas quando a Globo escolhe um grande sucesso dos Rolling Stones, uma música envolvente, divertida, cosmopolita, a imagem ganha ares de uma grande diversão de pessoas modernas e antenadas. É esse o tipo de comunicação realizada pela equipe do Big Brother.”No programa, há diversos recursos preparados para se obter determinados efeitos: a piscina, onde os participantes passam a maior parte do dia e são realizadas diversas tomadas, inclusive das festas, obtém uma exposição de mulheres de biquíni e homens com peitorais à mostra, motivo pelo qual a seleção não é aleatória, mas definida pela estética dos candidatos. As mulheres do BBB 8 são naturalmente liberais, em sua grande maioria, já posarampara sessões de fotos em revistas eróticas, propiciando espontaneamente, as cenas desejadas para atrair a audiência.O Brasil sempre foi um país pobre, mas a televisão chegou num momento em que não havia opções de lazer, tornando-se um grande fenômeno de popularidade.A TV Globo definiu sua linha de ação ainda muito cedo. O programa do Chacrinha, que animava as tardes de domingo, trazia mulheres em trajes sumários, algo muito novo para a época, que rebolavam em coreografias ultra sensuais, algo que a maioria da população do interior, norte e nordeste do Brasil, nem suspeitava existir. Para um povo pouco afeito à leitura, as tramas eram um atrativo irresistível, e o padrão do que era bonito e atraente foi acrescentado ao pacote como um brinde especial.A TV produz modelos a todo instante.Na década de 70, o executivo mais bem pago de toda a América Latina era Walter Clark, diretor geral da Rede Globo.O Brasil tem 70% de sua população adulta situada entre os semi-analfabetos ou analfabetos absolutos. Como um pai ou mãe, situados neste limite intelectual, poderia concorrer ideologicamente com um profissional tão bem preparado, com recursos de ponta em defesa de sua tese? Esperar que a opinião dos pais pudesse produzir um efeito maior que todo um contexto propagado por um veículo de massa, é desconsiderar a subjetividade do adolescente, que comprovadamente é mais aberto ao que vem de fora, no período áureo de contestação, do que ao ponto de vista dos pais, que considera ultrapassado.“A TV é a mídia mais superficial de todas. Ela irá mudar quando tivermos um espectador mais crítico e exigente e quando a baixaria deixar de ser tolerada por quem faz TV. O espectador tem um poder ainda não totalmente exercido: o de mudar de canal.” Esta declaração do apresentador Serginho Groisman, contratado da Rede Globo, reproduz o discurso daqueles que pretendem inocentar a emissora. Não é verdade que a TV seja superficial, ao contrário.A utilização de luzes, sons e cores, resulta num efeito que agrega sentido e profundidade a qualquer discurso, penetrando diretamente no inconsciente humano. Atribuir tamanho peso ao ato de desligar o botão da Tv soa, portanto, no mínimo ingênuo. Melhor para a Globo que alguns desliguem o seu aparelho, pois 89% por cento da população destituída de senso crítico aprimorado (de acordo com o Pnad, apenas 11% dos brasileiros possuem a capacidade de compreensão integral de um texto mais elaborado) continua sendo uma excelente audiência. Mesmo que o pai desligue, os filhos religarão a Tv na primeira oportunidade.Numa entrevista, ao ser indagado sobre a interferência do público na qualidade da informação, o diretor de cinema e Tv, Pedro Paulo, usou de uma franqueza jamais vista entre os profissionais do meio: “O público é passivo, ele aceita o que tem na tela. A qualidade da informação depende de quem produz e apresenta os programas e não de quem os assiste. As grandes emissoras, por exemplo, só medem o comportamento do público por meio de pesquisas do IBOPE, que abrange um universo muito pequeno de telespectadores.É por isso que digo que o público não interfere tanto, quem está atrás das câmeras, sim.”Já o produtor e cineasta Barry Levinson é ainda mais enfático: “Não existe hoje nenhuma outra força que influencie tão poderosamente o comportamento quanto a televisão”, deixando clara a inviabilidade de fixar como solução a mera contraposição por parte da família ou escola.Transferir a responsabilidade à população equivale a dizer que o brasileiro consciente teria que mudar um país inteiro, apenas para manter a Globo em sua confortável posição de “intocável”.

Um monstro chamado “Censura”

A palavra Censura soa como peste aos ouvidos brasileiros, não sem razão. Milhares de brasileiros foram torturados e mortos por se rebelarem diante das restrições políticas e ideológicas impostas pelos militares. Por isso, atualmente, qualquer forma de controle da comunicação no Brasil é recebida com dramáticos apelos das emissoras e veículos da imprensa que a qualifica como um sinal de que a liberdade de expressão voltará a ser censurada, acendendo os faróis vermelhos no inconsciente coletivo da população.A questão, porém, gerou um efeito colateral nocivo: ao se colocar na mesma embalagem a censura à liberdade de expressão, às opiniões políticas e ao conteúdo sexual, perde-se a condição de possibilitar um viés pedagógico para a informação, e coloca o país nas mãos dos empresários da comunicação e do poder econômico. É um outro lado da mesma moeda: O governo não pode impedir a veiculação de opiniões políticas ou conteúdo sexual, mas os donos da emissora o fazem sem qualquer constrangimento ou impedimento legal. Um bom exemplo de como a lei fracassa na tentativa de impor limites está na veiculação das vinhetas que exibem a “Globeleza”, símbolo do carnaval da Globo, em todos os horários, quando a lei determina que nenhum conteúdo com apelo erótico pode ser exibido até às 21 horas.Há restrição para a livre escolha em todos os âmbitos, com leis regulamentando o exercício profissional na maioria das atividades: A construção civil tem que contar com um engenheiro responsável; drogarias só funcionam com um farmacêutico credenciado, e o Direito só pode ser exercido por quem comprovou preparo junto à OAB. Seguindo tal lógica e na ausência absoluta do bom senso dos profissionais que definem a programação, cada novela ou programa exibido deveria ter um pedagogo, um sociólogo e um psicólogo que assinaria e se responsabilizaria pelo conteúdo veiculado, reconhecendo a produção como um integrante da formação do pensamento, comportamento e do caráter humano.Existe, sim, censura no Brasil, mas trata-se da censura ao bom senso, ao produto de qualidade, à opinião daqueles que gostariam que os meios de comunicação respeitassem as etapas do desenvolvimento emocional das crianças e jovens, e ao desejo de que os amplos recursos da TV fossem utilizados para desenvolver a cultura e o potencial dos indivíduos. A TV Globo não se constrange em declarar que o subdesenvolvimento do Brasil é resultante da falta de investimentos na educação. Porém, a educação não é o resultado único das escolas ou ambiente acadêmicos; é também uma produção social. O simples hábito de cultivar o pensamento e a reflexão pode ser definitivo na construção da capacidade de atuar sobre o mundo, compreender e transformar a realidade, inclusive capacitando para o exercício profissional, já que nem todas as profissões estão vinculadas a habilidades de nível superior. A TV poderia funcionar como o grande divisor de águas da história do Brasil, caso direcionasse seus melhores profissionais para produzir programas que ampliasse os conhecimentos gerais, políticos, culturais e de formação de valores. No entanto, criar os “Amigos da Escola” que atuam em encontros esporádicos junto às crianças, enquanto promove um bombardeio ininterrupto no sentido contrário, só pode ser conceituado como atitude hipócrita.

A trajetória de sucesso da Rede Globo

A Rede Globo tem hoje 18 mil trabalhadores em seus quadros e é líder de audiência há quase desde sua fundação, em 1965. O marco desta liderança se deu a partir de um acontecimento trágico: a inundação da cidade do Rio de Janeiro, que foi transmitida em tempo real pela emissora.Durante a ditadura, que fechou a TV Excelsior por se contrapor ao Regime Militar, a Globo se aliou aos poderosos do momento e consolidou-se como grande potência, justamente durante os 20 anos de repressão.Sua ligação com os grandes nomes da política nacional é conhecida e há provas e depoimentos de manipulação de informações para privilegiar determinados grupos. Dificilmente a população pode se dar conta de que seu pensamento é conduzido por uma seleção de informações, mas o relato de jornalistas demitidos na última eleição para presidente, onde a emissora se pautou por uma linha de defesa do candidato Geraldo Alckmin, repete o relato de denúncias de manipulação há décadas, que podem ser conhecidas através do documentário da BBC.A Rede Globo não é a única emissora a veicular conteúdos impróprios, indesejáveis ou inadequados, mas sua liderança histórica faz dela a maior responsável, considerando que criou e explorou o estilo copiado por grande parte dos concorrentes.Chico Buarque declarou em entrevista que o poder da Globo é tão grande que o assusta. Então, cabe a ela decidir os propósitos que nortearão o exercício desse poder, e à população compreender a diferença entre a censura política e a função dos meios de comunicação. Se não há permissão para a exibição de um filme pornô às três da tarde, já está configurada a censura, e não deve haver temor em debater seus limites. O Brasil conquistou a tecnologia para se comunicar. Resta, agora, entender a dimensão do que é dito.
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