ATTENAS AULAS

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Grandes questões da humanidade: no país do malfeito, xixi na rua é crime?


Nobre mija na rua do Rio, quadro de J.Baptiste Debret, entre 1817/29 
Nem precisou chegar o Carnaval para o debate recomeçar: fazer xixi na rua é crime?
Pode até ser. Dependendo do tamanho do atentado ao pudor, diria um sátiro de plantão.
No Rio, a polícia prendeu 96 por tal desfeita, agora nas prévias de rua do final de semana. Só do bloco “Me esquece” foram 51desobedientes mijões.
Outras cidades de grandes carnavais de rua, como o Recife, Olinda e Salvador, são mais tolerantes. Mas a polêmica é sempre viva nesse período.
Todas têm em comum a mesma história: a falta de banheiros públicos ou os vagabundos banheiros químicos insuficientes para os foliões.
E não apenas para os carnavalescos.
Tente, em qualquer período do ano, achar um banheiro público nestas cidades. Recife ainda se salva se o cidadão estiver na orla de Boa Viagem.
Esqueçamos o carnaval e lembremos do aperto que passamos em SP, por exemplo. Em qualquer período do ano.
Você conhece algum banheiro público, decente ou indecente, na capital paulistana?
Desconheço. E olhe que sou um caminhador profissional que flano por todos os cantos da cidade.
De qualquer maneira, com ou sem privadas públicas –essa contradição em termos- o blog recomenda os bons modos de machos & fêmeas. Muita discrição nesta hora.
À guisa de descarga, uma inocente enquete geográfica e cultural. Em que cidade se faz mais xixi na rua no Brasil?

NO MATO NÃO A MELHOR LUGAR: MiTxCHELLL

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Arnaldo Jabor: “UFC é uma mistura de viadagem com sangue”. Você concorda??

E eis que a pátria em chuteiras, como dizia o tio Nelson, vira a pátria do vale-tudo.
Os novos heróis do esporte são onipresentes na tv e em todos os eventos bregas ou chiques. Na passarela do Fashion Rio, inclusive.
Outro sintoma que prova a tese da pátria do vale-tudo: Galvão Bueno, o locutor oficial do futebol, passou a transmitir também as sanguinolentas pelejas da UFC, o novo xodó do cordialíssimo povo brasileiro.
Tudo bem, a luta não é ainda, digamos assim, uma unanimidade.
Tem neguinho por ai que duvida até se a porradaria deve ser chamada ou não de esporte.
Até acho que é sim. Esporte sempre teve uma forte ligação com a barbárie. Desde que o primeiro cristão foi atirado aos leões do imperador romano.
 Óbvio que a luta-livre não tem a elegância e a sofisticação do boxe, como escrevi outro dia para o jornal Correio da Bahia.
Jamais chegará ao estilo de um Cassius Clay.
Infame comparação da minha parte. Deixa quieto. Mas aproveito o break para recomendar um livraço: “A luta” (The Fight) de Norman Mailer (ed.Companhia das Letras).
Para quem gosta de boxe, para quem deseja aprender sobre jornalismo literário, para quem aprecia a dança da vida.
Relata o duelo pelo título mundial dos pesos pesados entre o desafiante Muhammad Ali e o então campeão George Foreman. Zaire, 1974.
A pátria do vale-tudo de hoje desconhece tal beleza.
Mas há quem defenda sim, solenemente, que a pancadaria da UFC é esporte fino, coisa de luxo.
Os ingressos, no Rio, já bateram na casa dos R$ 5 mil. Ronaldo Fenômeno e Eike Batista, para citar apenas dois caras aperreados na vida, são símbolos desta nova torcida.
Como já cobri muito, como repórter, até briga de galo e de canário, deixo o veredito para vocês, amigos leitores. É esporte fino ou não é?
Há quem discorde com toda força e questione inclusive a sexualidade dos lutadores. Como o cineasta e cronista Arnaldo Jabor: “UFC é uma mistura de viadagem com sangue”.
Pegou pesado o diretor de “Eu sei que eu vou te amar”?
Pegou. Mas não está isolado nas cordas da opinião o comentarista global. Conheço muita gente que pensa o mesmo. É uma leitura freudiana que merece ser colocada na roda sim senhor. Ao debate livre, pois.
Como eu sou fã mesmo é da pole dance, pela beleza estética e principalmente pela sua origem nos cabarés e lupanares, aqui me despeço neste sábado de combate.
O ringue é de vocês, sensíveis leitores.
POSTADO POR MITXCHELL

Homem já demora mais no espelho que mulher


A metrossexualidade by Allan Sieber 

Desculpa aí, meu prezado, pela insistência no tema. Não é perseguição aos fofos metrossexuais. É mera obrigação do cronista de costumes com a história do afrescalhamento contemporâneo.
A vida como ela não deveria ser, mas fazer o quê?
É o apocalipse antes do apito final do cacique Maia.
O caso eu conto como o caso foi:
Minha amiga V. protesta: o novo namorado passa tanto tempo se emperiquitando na frente do espelho que o casal não consegue chegar na hora marcada nos compromissos sociais, shows, teatros, cinemas...
Brava, pede um conselho e, ao final da conversa, desata uma gargalhada nervosa. Só rindo mesmo.
Põe roupa, tira roupa, prova de novo, troca o casaco, muda a meia para combinar com a camisa, testa uns dez pares de tênis e sapatos.
“Uma esquizofrenia fashion do demo”, presta queixa a bela comadre.
Sem se falar nos cremes -é um lambuzamento maluco. Com o cabelo, seu maior exercício de vaidade, ponha ai, por baixo, uns 45 minutos, o tempo de um jogo de futebol.
É o que ela faz, aliás, fica vendo um joguinho do seu Corinthians enquanto o mancebo escolhe as peças do vestuário. 
Por mais que tente se distrair na tv ou na internet durante o processo de embelezamento do seu metrossexual paulistano, V. confessa que vai largá-lo.
O seu critério para a decisão é muito simples: não pode ficar com um homem que demore mais do que ela para ficar pronto e apto a enfrentar o mundo.
“Se pelo menos me deixasse em paz nesse momento”, relata a nobre afilhada de Balzac.
“Não, não deixa, mal consigo falar com os amigos no Facebook, é uma praga, ele fica me consultando para saber se um cachecol está melhor do que o outro”.
Como se não bastasse, começa aquela choradeira de que está sem roupa -mesmo com os armários e araras abarrotados de grifes e acessórios.
Quando ela acha que o cara, enfim, já está “montado”, pronto para a vida, o miserável confere o visual no espelho do elevador e resolve voltar para trocar a camisa.
Só matando, ela suspira. Foi exatamente neste momento em que telefonou a este cronista com o seu desabafo. 
Sintoma da transformação masculina, o episódio narrado pela amiga é cada vez mais freqüente nos lares doces lares.
Boa sorte, amiga V., na escolha do próximo homem.

HOMEM MITXCHELLL - EXTERMINADOR DE MACHOS

PROIBIDO PARA MENORES...

Gritos, sussurros e asma do amor

 
ilustração Manara

Não há mais dúvidas: quanto mais beira o verossímil, com gritos lancinantes na noite, como assimilamos do cinema, mais fingido é o tal do orgasmo.  

Nunca é condizente com a nossa performance e suor. Os melhores e mais recompensadores orgasmos guardam o bom preceito da educação dos gemidos. Um clássico!

Por mais megalomaníaco que seja Vossa Senhoria, recomendo que não acredite naquelas algazarras, feiras amorosas, sacolões do sexo, capazes de fazer os vizinhos pularem da cama só de inveja.

Aquela gritaria toda, meu amigo, só vale para provocar um problema dos mais graves. Deixará o casal que mora do outro lado da parede em pé de guerra, uma vez que a mulher, atenta à lição de gozo comparado, vai exigir mais, muito mais, mais e mais, e mais um pouquinho ainda, do seu colega de prédio ou de rua.

E o pior é que os gritos só costumam ocorrer quando o gozo não passa de truque, melodrama de fêmea, como canta a deusa La Lupe no filme Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos: “Teatro, lo tuyo es puro teatro/ falsedad bien ensayada/ estudiado simulacro/ fue tu mejor actuación/ destrozar mi corazón!”

O gozo desesperado costuma ter origens variadas, como me soprou o amigo W. Reich. O gozo desesperado costuma ser resultado de algum curso mal digerido de teatro amador, de formação em escola com viés jesuíta, interpretação errada dos manuais do Actors Studio, dietas à base de alcachofra e audiências tardias das onomatopéias do Led Zeppelin.

As melhores gazelas educam cedo os gemidos. Em vez de gritos que parecem mais apropriados para momentos de sequestro-relâmpago, a boa moça sussurra e balbucia safadezas no cangote do amado. 

Até a Amy Winehouse, a bela suburbana de Southgate, sabia disso. Mesmo depois do seu coquetel preferido –ecstasy, vodka, cocaína...- era capaz de um orgasmo educadíssimo. Mordia  um pouco, óbvio, pois sem dentadas, como já dizia tio Nelson, não há amor.

Sim, as que só mordem e tudo calam, nada falam... são as melhores! Vixe, como diria meu professor de ídiche.

Uma coisa é a gritaria, quase um SOS, edifício em chamas ou algum sinistro do gênero. Outra é a gemedeira gostosa, fungada sentida, sacanagem nas oiças, fogo nas entranhas, quase um decassílabo a cada descida, lirismo sem fôlego, a gostosa e inadiável asma do amor, me falta o fôlego, ave!, traz a bombinha!

MiTxCHELLLL

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

BELAS FRASES DO GRANDE REV. CAIO FÁBIO

MINHAS FRASES DE MISS

Creio que o coração tem razões que a própria razão desconhece.
Creio que gente que se ama sempre sabe uma da outra mesmo que não haja informações.
Creio que a intimidade gera telepatia fraterna, familiar e, sobretudo, conjugal.
Creio que intuição de mãe é divina.
Creio que amor de pai é sublime.
Creio que existe poder em simplesmente crer.
Creio que a fé, como fenômeno, tem poder em si mesmo.
Creio que o poder fenomenológico da fé pode ser imenso e fazer proezas, mas que não cura o coração e nem dá paz à alma.
Creio que a fé de Jesus é em Deus, e não fé na fé, embora para Ele a fé tivesse poder como mero fenômeno também.
Creio que existem muitas formas de criaturas no Universo visível e invisível.
Creio que além do que vemos, o mundo está cheio mesmo é do que não vemos.
Creio que as aparições misteriosas nos céus e sobre a terra, são reais, muitas delas, mas também creio que as reais sejam aparições de seres que chamamos de anjos, só que com a liberdade de existência e criação que eles possuem [para o bem e para o mal], conforme eles sejam; e não conforme a nossa imaginação artística acerca deles.
Creio que os dogmas das crenças são os piores embaraços ao bom senso na vida.
Creio que semente plantada e regada com amor cresce mais bonita.
Creio que todas as criaturas se comunicam.
Creio que toda a criação sente tudo.
Creio que todos os humanos se comunicam, sobretudo de modo inconsciente, especialmente em e por sonhos.
Creio que o espírito humano pode adentrar o futuro e dele voltar com impressões do que será.
Creio no céu.
Creio no inferno.
Creio que o céu é eterno/eterno/pra/sempre.
Creio que o inferno é uma cadeia que será queimada no Lago de Fogo.
Creio que só vai pro inferno quem quer ir pra lá.
Creio que mesmo assim é difícil entrar no inferno por Causa da Cruz.
Creio que durante a morte e depois dela a pessoa tem a sua mais clara revelação de significado e de verdade, e, por isso, muita gente só enxerga depois de já estar fisicamente morta; mas creio que assim mesmo se salvará do inferno.
Creio que o céu é para todos.
Creio que a Criação já foi criada perdoada.
Creio que o sangue grita...
Creio que órgãos guardem memória...
Creio que nada se perde e que nada é desperdício na existência.
Creio que do jeito que o mundo é o poder curador da dor seja mais forte que o poder da alegria confortável.
Creio que as melhores alegrias são regadas à lágrima.
Creio que galardão é intimidade com Deus em amor.
Creio que toda a Escritura é Palavra de Deus, tanto quanto creio que todas as palmadas que dei nos meus filhos e todas as admoestações que a eles fiz na infância, eram verdadeiras no tempo de sua aplicação, mas que hoje nem todas elas sejam mais próprias para eles.
Creio que Jesus é a Palavra de Deus, e, por isto, creio que tudo o que veio antes Dele eram palmadas de amor no bum-bum das crianças.
Creio que a Lei é a palmada.
Creio que o Evangelho é a Consciência.
Creio que a oração faz bem ao homem independentemente de ele conhecer Jesus.
Creio que orar faz bem ao cérebro, à alma e ao espírito.
Creio, porém, que a oração que faz crescer é aquela que se apropria do Bem de Deus em razão da consciência do Evangelho.
Creio que fantasmas são projeções de ódio que ficam num lugar, como fotos, sons ou hologramas do mal perpetuado e repetido nos lugares.
Creio no diabo e em demônios.
Creio em espíritos imundos.
Creio que o pior diabo é aquele que se faz um com o homem.
Creio que o maior animo do anticristo mais recente, Hitler, foi diretamente animado pelo satanismo mais declarado e explicito. Portanto, creio que o mais trágico evento da História foi pedagogicamente realizado sob o manto do Diabo.
Creio que o ódio aos judeus não seja casual.
Creio que há muito amor de Deus pelos árabes suicidas, tanto quanto pelos judeus que amam a paz.
Creio no mundo invisível...
Creio que anjos são espíritos da parte do amor de Deus e que velam pelos homens e por toda a criação.
Creio que anjos tomem todas as formas...
Creio que anjos podem se mostrar como homens ou borboletinhas, tanto quanto podem aparecer como relâmpagos ou como os Aparatos Estranhos de Ezequiel.
Creio que os Quatro Evangelhos nos dêem uma visão real do que Jesus ensinou e manifestou.
Creio que Jesus mesmo dá testemunho da verdade no coração de quem ama e busca a verdade.
Creio que existem muitas pessoas na Terra que não conhecem o nome feito das letras J.E.S.U.S., mas que, assim mesmo, conhecem Jesus como amor, graça, bondade, misericórdia e perdão.
Creio que o Sacerdócio Salvador de Jesus [Segundo a Ordem de Melquizedeque] é maior do que a informação histórica do Evangelho.
Creio que o Espírito Santo revela o espírito de Jesus e do Evangelho a muita gente que nunca nem soube como chamar aquilo que nelas era e é o animo do ser.
Creio que tempo/espaço nada têm a ver com Eternidade.
Creio que é um erro pensar na eternidade com as categorias do tempo/espaço.
Creio que o tempo/espaço tem a ver com tempo e com espaço, mas que a eternidade tem apenas a ver com o que é; portanto, eternidade é significado em intensidade de verdade, o que não cabe no tempo, mas apenas no ser.
Creio em unção.
Creio que o Espírito Santo super-qualifique mediante dons.
Creio na misericórdia mais do que no juízo.
Creio que Deus abençoe a toda sinceridade, mesmo quando há sincero equivoco.
Creio que todo aquele que seja sinceramente equivocado haverá de encontrar a verdade.
Creio que o maior pecado já seja separar na mente quem é salvo e quem é perdido, fazendo o papel proibido por Jesus, que é separar o joio do trigo, ainda que na mente.
Creio que todo aquele que ama a morte ou ama ver gente a caminho do inferno, seja filho do inferno.
Creio que todo aquele que declare em um funeral que o morto foi para o inferno, esteja a caminho do inferno se não se arrepender.
Creio que muitos suicidas estão no seio de Abraão.
Creio que muitos ministradores da antiga extrema unção estejam no inferno.
Creio que Jesus é o Salvador de todos os homens, incluindo Buda, Confúcio, Zoroastro, Gandhi, Moisés, Abraão, Hamurabi, Sócrates, Platão, ou quem quer que, tendo buscado a verdade, tenha partido sem saber que Ele é a Verdade.
Creio que a Cruz de Jesus é maior que toda a Existência.
Creio que Deus é amor.
Creio que Jesus é o amor de Deus exposto a todos os homens.
Creio que Jesus mesmo se apresente a quem o desejando, nunca soube dele na Terra.
Creio que a única pregação verdadeira é amor.
Creio que se existisse uma religião verdadeira, seu único dogma seria amor.
Creio que Jesus seja tão real para mim quanto o foi para Paulo, Pedro ou qualquer outro irmão mais velho.
Creio assim porque creio que Jesus é o mesmo ontem [para eles], hoje [para mim] e eternamente [para todos nós].
Creio que quanto mais humana uma pessoa seja em amor e fé, tanto mais santa ela será.
Ah, creio muito mais...
Mas aqui é apenas uma declaração de Miss.
É apenas treino...
Pois, como disse Didi: “Jogo é jogo; treino é treino!”
Na hora do “vamos ver” teria muito menos ainda a dizer.
Afinal, esse texto de Miss é apenas um “pé-pé” de fim de tarde.
É somente um “rachinha” de menino, e jogando com bola de meia...
Ou seja: é coisa de “Três Corações!” — a diferença é que não sou nenhum Pelé de nada.

Nele, em Quem exerço livremente minha alegria de crer e de supor, e de fazer “embaixadinhas de amor”,


Rev. Caio Fabio 
 Postado por MiTxCHELLL


domingo, 5 de fevereiro de 2012

TENHO ESPERANÇA DO VERBO ESPERANÇAR... E NÃO DO VERBO ESPERAR! É POSSÍVEL A ESCOLA DOS MEUS SONHOS!

A Escola dos meus Sonhos


Frei Betto


Na escola dos meus sonhos, os alunos aprendem a cozinhar, costurar, consertar eletrodomésticos, a fazer pequenos reparos de eletricidade e de instalações hidráulicas, a conhecer mecânica de automóvel e de geladeira e algo de construção civil. Trabalham em horta, marcenaria e oficinas de escultura, desenho, pintura e música. Cantam no coro e tocam na orquestra. Uma semana ao ano integram-se, na cidade, ao trabalho de lixeiros, enfermeiras, carteiros, guardas de trânsito, policiais, repórteres, feirantes e cozinheiros profissionais. Assim aprendem como a cidade se articula por baixo, mergulhando em suas conexões que, à superfície, nos asseguram limpeza urbana, socorro de saúde, segurança, informação e alimentação.
Não há temas tabus. Todas as situações-limite da vida são tratadas com abertura e profundidade: dor, perda, falência, parto, morte, enfermidade, sexualidade e espiritualidade. Ali os alunos aprendem o texto dentro do contexto: a Matemática busca exemplos na corrupção dos precatórios e nos leilões das privatizações; o Português, na fala dos apresentadores de TV e nos textos de jornais; a Geografia, nos suplementos de turismo e nos conflitos internacionais; a Física, nas corridas de Fórmula-1 e nas pesquisas do supertelescópio Huble; a Química, na qualidade dos cosméticos e na culinária; a História, na violência de policiais contra cidadãos, para mostrar os
antecedentes na relação colonizadores - índios, senhores - escravos, Exército - Canudos, etc.
Na escola dos meus sonhos, a interdisciplinaridade permite que os professores de Biologia e de Educação Física se complementem; a multidisciplinaridade faz com que a História do livro seja estudada a partir da análise de textos bíblicos; a transdisciplinaridade introduz aulas de meditação e dança e associa a história da arte à história das ideologias e das expressões litúrgicas. Se a escola for laica, o ensino religioso é plural: o rabino fala do judaísmo, o pai-de-santo, do candomblé; o padre, do catolicismo; o médium, do espiritismo; o pastor, do protestantismo; o guru, do budismo, etc. Se for católica, há periódicos retiros espirituais e adequação do currículo ao calendário litúrgico da Igreja. Na escola dos meus sonhos, os professores são obrigados a fazer periódicos treinamentos e cursos de capacitação e só são admitidos se, além da competência, comungam os princípios fundamentais da proposta pedagógica e didática. Porque é uma escola com ideologia, visão de mundo e perfil definido do que sejam democracia e cidadania. Essa escola não forma consumidores, mas cidadãos.
Ela não briga com a TV, mas leva-a para a sala de aula: são exibidos vídeos de anúncios e programas e, em seguida, analisados criticamente. A publicidade do iogurte é debatida; o produto adquirido; sua química, analisada e comparada com a fórmula declarada pelo fabricante; as incompatibilidades denunciadas, bem como os fatores porventura nocivos à saúde. O programa de auditório de domingo é destrinchado: a proposta de vida subjacente, a visão de felicidade, a relação animador-platéia, os tabus e preconceitos reforçados, etc. Em suma, não se fecham os olhos à realidade, muda-se a ótica de encará-la. Há uma integração entre escola, família e sociedade. A Política, com P maiúsculo, é disciplina obrigatória. As eleições para o grêmio ou diretório estudantil são levadas a sério e, um mês por ano, setores não vitais da instituição são administrados pelos próprios alunos. Os políticos e candidatos são convidados para debates e seus discursos analisados e comparados às suas práticas.
Não há provas baseadas no prodígio da memória nem na sorte da múltipla escolha. Como fazia meu velho mestre Geraldo França de Lima, professor de História (hoje romancista e membro da Academia Brasileira de Letras), no dia da prova sobre a Independência do Brasil, os alunos traziam para a classe a bibliografia pertinente e, dadas as questões, consultavam os textos, aprendendo a pesquisar. Não há coincidência entre o calendário gregoriano e o curricular. João pode cursar a 5ª série em seis meses ou em seis anos, dependendo de sua disponibilidade, aptidão e seus recursos. É mais importante educar do que instruir; formar pessoas que profissionais; ensinar a mudar o mundo que ascender à elite. Dentro de uma concepção holística, ali a ecologia vai do meio ambiente aos cuidados com nossa unidade corpo-espírito e o enfoque curricular estabelece conexões com o noticiário da mídia.
Na escola dos meus sonhos, os professores são bem pagos e não precisam pular de colégio em colégio para se poderem manter. Pois é a escola de uma sociedade em que educação não é privilégio, mas direito universal, e o acesso a ela, dever obrigatório.


POSTADO POR MiTxCHELLL WOODSTOOCK DE ROTTERDAM - DIRETO DA QUARTA MARGEM  DOS ANOS LOUCOS DO MUNDO CAPITALISTA, INDUSTRIAL, URBANO E CÃO!

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

TA AÍ O PÃO! CORTA E PASSA A MANTEIGA INTELECTUALMENTE FALANDO PIMPOLHOS DOS NONOS ANOS LOUCOS!

Constituição de 1891


A primeira Constituição republicana brasileira, resultante do movimento político-militar que derrubou o Império em 1889, inspirou-se na organização política norte-americana. No texto constitucional, debatido e aprovado pelo Congresso Constituinte nos anos de 1890 e 1891, foram abolidas as principais instituições monárquicas, como o Poder Moderador, o Conselho de Estado e a vitaliciedade do Senado. Foi introduzido o sistema de governo presidencialista. O presidente da República, chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Tinham direito a voto todos os homens alfabetizados maiores de 21 anos.
>O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder dos estados (antigas províncias) foi significativamente ampliado com a introdução do princípio federalista. Os estados passaram a organizar-se com leis próprias, desde que respeitando os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Seus governantes, denominados presidentes estaduais, passaram a ser eleitos também pelo voto direto. Foi abolida a religião oficial com a separação entre o Estado e a Igreja Católica, cuja unidade era fixada pela antiga Constituição Imperial.
>Durante grande parte da Primeira República (1889-1930) desenvolveu-se um intenso debate sobre a necessidade de se reformar a Constituição de 1891. Muitos reformadores defendiam a ampliação dos poderes da União e do presidente da República como forma de melhor enfrentar as pressões advindas dos grupos regionais. A Emenda Constitucional de 1926 iria em parte atender a essas demandas centralizadoras. A Revolução de 1930 encerraria o período de vigência dessa primeira carta republicana.

APÊNDICES:
IMAGEM FIDEDIGNA PARA ENRIQUECER SEU TRABALHO CARO AMIGO E AMIGA DO SABER! 

MAIS UM TESTÍCULO DA CARTA MAGNA DE 1891


DOM PEDRINHO TEVE SUA APOSENTADORIA GARANTIDA PENA QUE NÃO USUFRUIU MUITO! 

PRESIDENTE DO CONGRESSO QUE VIRIA A SER O PROXIMO PRESIDENTE DO PAÍS DO CARNAVAL E DA BUNDALIZAÇÃO GERAL E COLETIVA. 

MiTxCHELLL WOODSTOOCK FOREVER - DIRETO DA 4ª MARGEM DOS ANOS LOUCOS DE UM MUNDO INDUSTRIAL, CAPITALISTA E CÃO! 

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

VERGONHA E INDIGNAÇÃO DO MESTRE VERÍSSIMO

Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço. [...] Chega a ser difícil encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
[...] Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo. Eu gostaria de perguntar se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis? São esses nossos exemplos de heróis?

Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros, profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores) , carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor e quase sempre são mal remunerados.
Heróis são milhares de brasileiros que sequer tem um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir, e conseguem sobreviver a isso todo santo dia.
Heróis são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis são inúmeras pessoas, entidades sociais e beneficentes, ONGs, voluntários, igrejas e hospitais que se dedicam ao cuidado de carentes, doentes e necessitados (vamos lembrar de nossa eterna heroína Zilda Arns).
Heróis são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral. São apenas pessoas que se prestam a comer, beber, tomar sol, fofocar, dormir e agir estupidamente para que, ao final do programa, o “escolhido” receba um milhão e meio de reais. E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a “entender o comportamento humano”. Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social, moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros? (Poderia ser feito mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores). Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa…, ir ao cinema…, estudar… , ouvir boa música…, cuidar das flores e jardins… , telefonar para um amigo… , visitar os avós… , pescar…, brincar com as crianças… , namorar… ou simplesmente dormir. Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construído nossa sociedade.

Obs.: BBB* – Big Brother Brasil
Luís Fernando Veríssimo

JUNTANDO AOS BAUNS PARA FICAR MIOR! 
MiTxCHELLL WOODSTOOCK 

sábado, 21 de janeiro de 2012

UM ENCONTRO DE NOTÁVEIS! TIRANDO O ZECA REDE BOBO ALI NO MEIO DA RODA!

Como diria o grande escritor Guimarães Rosa: "Juntem-se aos bauns que ocê fica mior".
Esses grandes intelectuais que tanto nos inspiram com seus livros magníficos utópicos como Frei Betto e Leonardo Boff. O historiador Fernando Morais grande intectual brasileiro. 
Convido todos vocês a assistir esse estupendo vídeo. 



MiTxCHELLL WOODSTOOCK DE ROTTERDAM- DIRETO DO UMBIGO DO MUNDO CÃO!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Constituição é letra morta?

publicada terça-feira, 17/01/2012 às 14:39 e atualizada terça-feira, 17/01/2012 às 14:39
Por Fernando Brito, no Tijolaço
Ninguém tem nada a ver com o que fazem pessoas maiores fazem em sua intimidade, de forma consentida, se isso não envolve violência.
Niguém tem nada a ver com o direito de pessoas expressarem opinião ou criação artística, independente de se considerar de bom ou mau gosto.
Outra coisa, bem diferente, é utilizar-se de concessões do poder público, como são os canais de televisão, sobretudo os abertos, para promover, induzir e explorar, com objetivo de lucro, atentados à dignidade da pessoa humana.
Não cabe qualquer discussão de natureza moral sobre a índole e o comportamento dos participantes. Isso deve ser tratado na esfera penal e queira Deus que, 30 anos depois, já se tenha superado a visão que vimos, os mais velhos, acontecer em casos como o de Raul “Doca” Street, onde o comportamento da vítima e não o ato criminoso ocupava o centro das discussões.
O que está em jogo, aqui, é o uso de um meio público dedifusão, cujo uso é regido pela Constituição:
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atenderão aos seguintes princípios:
I – preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;(…)

IV – respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.

O que dois jovens, embriagados, possam ou não ter feito no “BBB” é infinitamente menos graves do que o fato de por razões empresariais, pessoas sóbrias e responsáveis pela administração de uma concessão pública fazem ali.

Não adianta dizer que um participante foi expulso por transgredir o regulamento do programa. Pois se o programa consiste em explorar a curiosidade pública sobre comportamentos-limite, então a transgressão destes limites é um risco assumido deliberadamente.
Assumido em razão de lucro pecuniário: só as cotas de patrocínio rendem à Globo mais de R$ 100 milhões. Com a exploração dos intervalos comerciais, pay-per-view, merchandising, este valor certamente se multiplica algumas vezes.
Será que um concessionário de linhas de ônibus teria o direito de criar “atrações” deste tipo aos passageiros, para lucrar?
Intependente da responsabilização daquele rapaz, que depende de prova, há algo evidente: a emissora assumiu o risco, ao promover a embriaguez, a exploração da sexualidade, o oferecimento de “quartos” para manifestação desta sexualidade, a atitude consciente de vulnerar seus participantes a atos não consentidos. É irrelevante a ausência de reação da jovem, ainda que não por embriaguez. Se a emissora provocou, por todos os meios e circunstâncias, a possibilidade de sexo não consentido, é dela a responsabilidade pelo que se passou, porque não adiante dizer que aquilo deveria parar “no limite da responsabilidade”.
Todos os que estão envolvidos, por farta remuneração, neste episódio – a começar pelo abjeto biógrafo de Roberto Marinho, que empresta o nome do jornalismo à mais vil exploração do ser humano – não podem fugir de suas responsabilidades.
Não basta que, num gesto de cinismo hipócrita, o sr. Pedro Bial venha dizer que o participante está eliminado por “infringir as regras do programa”. Se houve um delito, não é a Globo o tribunal que o julga. Não é uma transgressão contratual, é penal.

Que, além da responsabilização de seu autor, clama pela responsabilização de quem, deliberadamente, produziu todas as cirncunstâncias e meios para isso.

E que não venham a D. Judith Brito e a Abert falar em censura ou ataques à liberdade de expressão.

E depois não se reclame de que as demais emissoras façam o mesmo.
O cumprimento da Constituição é dever de todos os cidadãos e muito maior é o dever do Estado em zelar para que naquilo que é área pública concedida isso seja observado.
Do contrário, revoquemos a Constituição, as leis, a ideia de direito da mulher sobre seu corpo, das pessoas em geral quanto à sua intimidade e o conceito social de liberdade.
A Globo sentiu que está numa “fria” e vai fazer o que puder para reduzir o caso a um problema individual do rapaz e da moça envolvidos. Nem toca no assunto.
Tudo o que ela montou, induziu, provocou para lucrar não tem nada a ver com o episódio. Não é a custa de carícias íntimas, exposição física, exploração da sensualidade e favorecimento ao sexo público que ela ganha montanhas de dinheiro.
Como diz o “ministro” Pedro Bial ao emitir a “sentença” global: o espetáculo tem que continuar. E é o que acontecerá se nossas instituições se acovardarem diante das responsabilidades de quem promove o espetáculo.
Atirar só Daniel aos leões será o máximo da covardia para a inteligência e a justiça nestes país...

@mitxchelll

MiTxCHELLL WOODSTOOCK DE ROTTERDAM - DIRETO DOS ANOS LOUCOS - ÚMBIGO DO MUNDO - TIBET

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Como bloquear o BBB no Facebook e Twitter


Do Blog Nas Redes de O Globo

Nós testamos: bloqueie conteúdo do 'Big Brother' no Facebook e Twitter

Quem odeia ter a sua timeline invadida por notícias do "Big Brother Brasil" ganhou uma nova arma. A extensão para o navegador Chrome chamada "No BBB", criada por Luis Coimbra, promete fazer a limpa no seu Facebook e Twitter, bloqueando tudo o que for postado com os termos "BBB" e "BigBrother". 
Adicionar a extensão é supersimples, como de costume no Chrome. Para ativar no Facebook, basta fazer logout e login novamente. E funciona! O comentário do seu amigo sobre o programa é substituído pela mensagem "conteúdo bloqueado por conter texto relacionado ao BBB, se quiser ver clique aqui", como você pode ver abaixo. Ou seja, se você não resistir e quiser dar uma espiadinha, basta clicar no banner para ficar por dentro do que rola na casa.
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Se no Facebook a extensão vai de vento em popa, no Twitter não surtiu efeito para mim. Todas as notícias de "BBB" furaram o bloqueio, mesmo com dois logouts. Vocês conseguiram?
BYE, BYE PLANETA ÁGUA!