ATTENAS AULAS

domingo, 24 de julho de 2011

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA: REDE BOBO E A CBF EM 2014, A ROBALHEIRA COME SOLTA EU E VOCÊ PAGAMOS A CONTA $

Globo pega R$ 30 mi para festinha da Copa

                                        

Depois dizem que é implicância. Mas caramba, a Globo vai receber R$ 30 milhões para organizar o evento em que será realizado o sorteio das eliminatórias da Copa do Mundo de 2014. Quem vai pagar essa conta? Adivinha? A iniciativa privada? A Fifa? As empresas fantasmas de Ricardo Teixeira? Vai ser o governo do Estado e a prefeitura do Rio de Janeiro? Dinheiro público!

É o fim da picada. É muita cara de pau. É um descalabro. Perderam completamente o pudor. Por que o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes resolveram sangrar os cofres do povo para patrocinar um evento que deveria ser pago pelos donos da festa, a Fifa e a Globo? Por quê? Por quê?

Enlouqueceram? Claro que não. Essa turma faz isso há décadas, debaixo do nosso nariz. Todo mundo sempre soube que a conta toda dessa Copa do Mundo ia sobrar para o Estado brasileiro. Mas eles não precisavam exagerar. Faltou um mínimo de decência.

Os R$ 30 milhões pagos pelos contribuintes servirão para remunerar a Geo Eventos, empresa das Organizações Globo e do Grupo RBS. Ela foi contratada com exclusividade pelo Comitê Organizador Local (COL) da Copa do Mundo de 2014 para conseguir patrocínios para a tal festinha, a ser realizada dia 30 de julho.

Dizem os representantes da Geo que foram ao mercado e não encontraram nenhuma empresa interessada em por a mão no bolso. Duvido. Foram direto aos amigos de sempre, na certeza de que seriam atendidos, sem nenhum esforço. E cabe a pergunta: se ninguém se interessou em patrocinar essa bagaça, por que logo o governo do Estado e a prefeitura teriam que se meter a trouxas?

Quando vierem as próximas enchentes, quando outro bueiro explodir, quando algum turista for assassinado na orla, quando houver um novo arrastão no Túnel Rebouças, todos temos a obrigação de lembrar como é usado o dinheiro dos cidadãos cariocas e fluminenses. Tá vendo como esse pessoal se liga em você?

MITxCHELLL HISTORIADOR FILOSOFO PROVOCADOR

Amy Winehouse e a sociedade do consumo




Por Maurício Caleiro, no blog Cinema & Outras Artes:

Ainda que soe chocante tal afirmação, seria inexato dizer que o anúncio da morte de Amy Winehouse surpreendeu as pessoas – as inúmeras e frequentes recaídas, as rehabs mil, e o estado físico e psicológico da cantora sugeriam que esse seria um fim provável, ainda que talvez não se esperasse que ocorresse tão cedo.

Mas o fato choca, é claro, pelo que diz sobre os tempos atuais, sobre a interrogação que nos lança a respeito do que nos transformamos enquanto sociedade, sobre a banalidade da vida em uma era em que o consumo de tudo – bens materiais, drogas, fama, embelezamento artificial – tem de ser intenso e insaciável, mesmo que o preço a pagar seja a própria vida.

Comparações

Nas redes sociais, neste momento, chovem comparações entre a cantora e a tríade de jovens mártires da contracultura formada por Jim Morrison, Janis Joplin e Jimi Hendrix – os “meus heróis morreram de overdose” a que se refere Cazuza, outro que cedo nos deixou.

Ainda que as drogas tenham desempenhenhado um papel fundamental em todas essas mortes (incluindo a de Amy, mesmo que a causa mortis venha a ser outra), não parece uma comparação procedente: as mortes dos três músicos dos anos 60 derivam de um mergulho tão desmedido quanto apaixonado num novo modo de vida, anticapitalista, comunitário, em que a primazia do econômico e do racional desse lugar ao cósmico, ao energético, ao intuitivo. E é justamente como meio de intensificação de manifestação destas forças (hoje novamente subvalorizadas) que as drogas - como “expansoras da consciência”, segundo o mote do “papa do LSD”, Timothy Leary -, tiveram então um papel central.

The dream is over

A tragédia maior da morte da tríade de músicos deriva, portanto, justamente da desmistificação não só do poder social das drogas, mas, em um nível muito mais profundo, da evidência da inviabilidade do projeto contracultural de transformação do mundo que Janis, Jimi e Morrison representavam.

“O sonho acabou”, decretaria John Lennon algum tempo depois, relegando os anos 60 – que o crítico neomarxista Fredric Jameson definiu como um período marcado por “uma imensa e inflacionada emissão de crédito superestrutural” - a objeto de culto de jovens de todas as idades, saudosos do que não viveram.

Porém, ainda que os neocons torçam o nariz e que os mais sensíveis se espantem com a comercialização de camisetas de grife com a face de Che Guevara estampada, o legado dos anos 60 permanece como força ideológica e política, como eventos tão díspares como a campanha presidencial de Obama e as novas relações trabalhistas adotadas por algumas das mais avançadas e bem-sucedidas empresas do mundo o demonstram.

Sob a marca do efêmero

O triste fim de Amy Winehouse, cantora de talento evidentíssimo, voz e técnica vocal únicas e excepcional presença de palco, pertence a outro âmbito, o do niilismo e da falta atual de perspectivas, no marco da passagem de “de uma sociedade da satisfação administrada para uma sociedade da insatisfação administrada”, na qual, ante a satisfação de um desejo, a recompensa do ego é tão fugaz que, mal consumado, outra demanda é imediatamente colocada, e assim sucessivamente – como diagnostica Vladimir Safatle, em sua releitura de Lacan. Amy, vida e morte, é só a parte visível de um amplo e preocupante fenômeno, cuja principal vítima é a juventude.

Deriva dessa toada a talvez mais chocante constatação ante a morte da cantora: faz só oito anos que, discretamente, o álbum Frank foi lançado, e três que o sensacional Back in Black chegou às lojas, transformando-a definitivamente em um fenômeno midiático, arrebatando legiões de fãs e fazendo com que seu visual fosse copiado por adolescentes de todo o planeta.

Talvez seja por isso que, embora Amy Winehouse nos deixe aos 27 anos de idade, a impressão é a de que morre uma adolescente. O que traz toda a sensação de desperdício e de necessidade de reflexão social que uma tal perda acarreta.

HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL

sábado, 23 de julho de 2011

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA: O BRASIL O PAÍS DO FUTURO!

“Custo Brasil” ou “lucro Brasil”?

Por 
Altamiro borges Ambiciosa e marota, ela difunde quA elite patronal adora falar no tal “Custo Brasil”. 



E a economia é vítima da alta carga tributária e do elevado custo da força de trabalho. Repetitiva, ela usa sua mídia para defender a redução dos impostos e o corte dos direitos trabalhistas. Os editoriais do jornalões e os comentários na TV são unânimes na defesa deste "pensamento único" neoliberal.

Felizmente, ainda há jornalistas na velha mídia que não se submetem às bravatas empresariais e exercitam com ética a profissão – pesquisando as reais causas que entravam o desenvolvimento da economia. É o caso do jornalista Joel Leite, especialista no setor automobilístico, que produziu uma reportagem no UOL que desmascara o discurso do Custo Brasil. Reproduzo alguns trechos:O carro mais caro do mundo“O Brasil tem o carro mais caro do mundo. Por quê? Os principais argumentos das montadoras para justificar o alto preço do automóvel vendido no Brasil são a alta carga tributária e a baixa escala de produção. Outro vilão seria o “alto valor da mão de obra”, mas os fabricantes não revelam quanto os salários – e os benefícios sociais - representam no preço final do carro. Muito menos os custos de produção, um segredo protegido por lei.A explicação dos fabricantes para vender no Brasil o carro mais caro do mundo é o chamado Custo Brasil, isto é, a alta carga tributária somada ao custo do capital, que onera a produção. Mas as histórias que você verá a seguir vão mostrar que o grande vilão dos preços é, sim, o Lucro Brasil. Em nenhum país do mundo onde a indústria automobilística tem um peso importante no PIB, o carro custa tão caro para o consumidor (...).Com um mercado interno de um milhão de unidades em 1978, as fábricas argumentavam que seria impossível produzir um carro barato. Era preciso aumentar a escala de produção para, assim, baratear os custos dos fornecedores e chegar a um preço final no nível dos demais países produtores. Pois bem: o Brasil fechou 2010 como quinto maior produtor de veículos do mundo e como quarto maior mercado consumidor, com 3,5 milhões de unidades vendidas no mercado interno e uma produção de 3,638 milhões de unidades. Três milhões e meio de carros não seria um volume suficiente para baratear o produto? Quanto será preciso produzir para que o consumidor brasileiro possa comprar um carro com preço equivalente ao dos demais países?Carga tributária caiu e preço do carro subiuO imposto, o eterno vilão, caiu nos últimos anos. Em 1997, o carro 1.0 pagava 26,2% de impostos, o carro com motor até 100cv recolhia 34,8% (gasolina) e 32,5% (álcool). Para motores mais potentes o imposto era de 36,9% para gasolina e 34,8% a álcool. Hoje – com os critérios alterados – o carro 1.0 recolhe 27,1%, a faixa de 1.0 a 2.0 paga 30,4% para motor a gasolina e 29,2% para motor a álcool. E na faixa superior, acima de 2.0, o imposto é de 36,4% para carro a gasolina e 33,8% a álcool.Quer dizer: o carro popular teve um acréscimo de 0,9 ponto percentual na carga tributária, enquanto nas demais categorias o imposto diminuiu: o carro médio a gasolina paga 4,4 pontos percentuais a menos. O imposto da versão álcool/flex caiu de 32,5% para 29,2%. No segmento de luxo, o imposto também caiu: 0,5 ponto no carro e gasolina (de 36.9% para 36,4%) e 1 ponto percentual no álcool/flex.Enquanto a carga tributária total do País, conforme o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, cresceu de 30,03% no ano 2000 para 35,04% em 2010, o imposto sobre veículo não acompanhou esse aumento. Isso sem contar as ações do governo, que baixaram o IPI (retirou, no caso dos carros 1.0) durante a crise econômica. A política de incentivos durou de dezembro de 2008 a abril de 2010, reduzindo o preço do carro em mais de 5% sem que esse benefício fosse totalmente repassado para o consumidor.As montadoras têm uma margem de lucro muito maior no Brasil do que em outros países. Uma pesquisa feita pelo banco de investimento Morgan Stanley, da Inglaterra, mostrou que algumas montadoras instaladas no Brasil são responsáveis por boa parte do lucro mundial das suas matrizes e que grande parte desse lucro vem da venda dos carros com aparência fora-de-estrada. Derivados de carros de passeio comuns, esses carros ganham uma maquiagem e um estilo aventureiro. Alguns têm suspensão elevada, pneus de uso misto, estribos laterais. Outros têm faróis de milha e, alguns, o estepe na traseira, o que confere uma aparência mais esportiva.Margem de lucro é três vezes maior que em outros paísesO Banco Morgan concluiu que esses carros são altamente lucrativos, têm uma margem muito maior do que a dos carros dos quais são derivados. Os técnicos da instituição calcularam que o custo de produção desses carros, como o CrossFox, da Volks, e o Palio Adventure, da Fiat, é 5 a 7% acima do custo de produção dos modelos dos quais derivam: Fox e Palio Weekend. Mas são vendidos por 10% a 15% a mais.O Palio Adventure (que tem motor 1.8 e sistema locker), custa R$ 52,5 mil e a versão normal R$ 40,9 mil (motor 1.4), uma diferença de 28,5%. No caso do Doblò (que tem a mesma configuração), a versão Adventure custa 9,3% a mais. O analista Adam Jonas, responsável pela pesquisa, concluiu que, no geral, a margem de lucro das montadoras no Brasil chega a ser três vezes maior que a de outros países.O Honda City é um bom exemplo do que ocorre com o preço do carro no Brasil. Fabricado em Sumaré, no interior de São Paulo, ele é vendido no México por R$ 25,8 mil (versão LX). Neste preço está incluído o frete, de R$ 3,5 mil, e a margem de lucro da revenda, em torno de R$ 2 mil. Restam, portanto R$ 20,3 mil.Adicionando os custos de impostos e distribuição aos R$ 20,3 mil, teremos R$ 16.413,32 de carga tributária (de 29,2%) e R$ 3.979,66 de margem de lucro das concessionárias (10%). A soma dá R$ 40.692,00. Considerando que nos R$ 20,3 mil faturados para o México a montadora já tem a sua margem de lucro, o “Lucro Brasil” (adicional) é de R$ 15.518,00: R$ 56.210,00 (preço vendido no Brasil) menos R$ 40.692,00.Isso sem considerar que o carro que vai para o México tem mais equipamentos de série: freios a disco nas quatro rodas com ABS e EBD, airbag duplo, ar-condicionado, vidros, travas e retrovisores elétricos. O motor é o mesmo: 1.5 de 116cv. Será possível que a montadora tenha um lucro adicional de R$ 15,5 mil num carro desses? O que a Honda fala sobre isso? Nada. Consultada, a montadora apenas diz que a empresa “não fala sobre o assunto”.Na Argentina, a versão básica, a LX com câmbio manual, airbag duplo e rodas de liga leve de 15 polegadas, custa a partir de US$ 20.100 (R$ 35.600), segundo o Auto Blog. Já o Hyundai ix35 é vendido na Argentina com o nome de Novo Tucson 2011 por R$ 56 mil, 37% a menos do que o consumidor brasileiro paga por ele: R$ 88 mil.
POSTADO POR: MITxCHELLL HISTÓRIADOR FILOSOFO

A seleção brasileira da TV Globo


Já são conhecidas as barreiras estabelecidas pela Rede Globo de Televisão junto à transmissão do futebol no país, influenciando até a formatação do Campeonato Brasileiro deste esporte. Mas pouco tem sido comentado acerca do monopólio de transmissão em território nacional dos jogos da seleção brasileira de futebol, que há décadas são veiculados apenas por uma emissora, a mesma Rede Globo de Televisão, líder do oligopólio midiático nacional. 


Na melhor das hipóteses, quando não possui interesse em exibir, a Globo decide e repassa a outro operador.


Se no caso do Campeonato Brasileiro já se colocaram vários questionamentos sobre as opções do torcedor-consumidor de assistir ao seu time do coração, quando isso ocorre com a seleção do país o nível de questionamentos sobre os processos de negociação deveria aumentar, mas não é o que tem ocorrido. Afinal, alguém sabe ou ouviu falar como se dá a licitação dos direitos de transmissão desses jogos?Para se ter uma ideia, o primeiro jogo da seleção após a Copa do Mundo de 2010 sequer foi veiculado por TV aberta porque se iniciaria às 21h, horário da principal telenovela da grade de programação da Globo. Mesmo que a transmissão da partida contra os Estados Unidos tenha sido transmitida de forma gratuita pelo portal Globo.com, com direito à mesma equipe de reportagem, a possibilidade de acesso à internet é bem menor, ainda mais se for considerado o preço do serviço com velocidade que permita assistir uma transmissão ao vivo pela rede. De evento gratuito, indiretamente virou algo que o torcedor de alguma forma teve de pagar.Transmissão exclusiva em TV abertaPara os amistosos e eventos da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), paira o silêncio de informações. Para se ter uma ideia, a atual edição da Copa América não pode ser transmitida pelo YouTube por conta do contrato de transmissão local. Já nos torneios oficiais da Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa), casos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo, há um processo de licitação para todas as mídias – inclusive para o rádio, que não entra na negociação dos torneios brasileiros. Seja em TV aberta ou fechada, há muitas edições da Copa do Mundo as Organizações Globo detêm os direitos de transmissão, optando por repassá-lo ou não para outras emissoras.Analise-se como se deu esse processo nos três Mundiais realizados neste século. A Globo transmitiu sozinha o Mundial da Coreia do Sul/Japão, em 2002, por conta até mesmo de uma falta de expectativas no time que viria a ser pentacampeão mundial e também devido aos horários dos jogos, que ocorreriam de madrugada ou pela manhã. Ao longo do torneio, e também por causa do avanço do selecionado nacional, a emissora conseguiu atingir recordes de audiência, não previstos de serem conquistados nestes horários.Para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, a opção da Rede Globo foi por transmitir de forma exclusiva em TV aberta, dado o sucesso do torneio anterior e do próprio escrete nacional, que contava, por exemplo, com um Ronaldinho Gaúcho duas vezes eleito o melhor jogador do mundo. Em televisão fechada, houve o repasse para o BandSports, do Grupo Bandeirantes, que naquele evento contou com a principal equipe de transmissão da Band.Exclusividade continuará em 2014Em 2006, houve uma denúncia por parte da Rede Record contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Fifa, já que a emissora alegara que ofereceu o dobro do que oferecera a líder do oligopólio midiático nacional e ainda assim não ficou com os direitos de exibição da edição seguinte do evento. A Fifa respondeu que a negociação ficava por conta das federações nacionais; já a CBF alegou que as “relações históricas” entre a Globo e a entidade, com sua experiência comprovada nas transmissões, foram levadas em consideração.Seguindo a evolução da parceria no futebol em geral, retomada em 2004, após a Record recusar os limites impostos pela Rede Globo, à Band foi repassado o direito de transmissão da Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, assim como da Copa das Confederações, evento preparativo para o Mundial no ano anterior. Como, em quatro anos atrás, o selecionado nacional chegava como um dos principais favoritos, apesar das críticas ao técnico Dunga – que, inclusive, criou um inédito mal-estar entre a CBF e as Organizações Globo, principalmente a partir do veto imposto por ele às benesses que só a emissora tinha, como entrevistar de forma exclusiva o próprio treinador e jogadores.Daqui a três anos, o maior evento do futebol mundial ocorrerá no Brasil e, até o ponto que se sabe, não há uma definição clara sobre as transmissões, a não ser que a Rede Globo será uma das exibidoras. A emissora continuará com a exclusividade em veicular os amistosos da seleção – por mais que não se saiba como se dá esse acordo – e poderá repassar os demais torneios para a sua parceira, a Band, que não representa um perigo para a líder, já que em regra não disputa os primeiros lugares de audiência. Neste ano, os campeonatos sul-americanos de categorias de base – onde a Globo só transmitiu a final do sub-20 porque garantiria vaga nos Jogos Olímpicos, que ela não irá exibir – e da Copa do Mundo de Futebol Feminino são exemplos desses eventos repassados.Jogos serão narrados pela mesma vozSe, para os Jogos Olímpicos de 2016, que ocorrerão no Rio de Janeiro, o Comitê Olímpico Internacional optou por dividir a transmissão entre as principais emissoras brasileiras, não é de se esperar que o bom senso prevaleça em relação ao Mundial de futebol. Basta olhar as recentes denúncias envolvendo a Fifa e a CBF, através de seus presidentes, Joseph Blatter e Ricardo Teixeira, que estarão nos cargos até lá.Os jogos de futebol da seleção que representa o país com mais títulos mundiais deverão continuar a ser narrados pela mesma voz, a qual, inclusive, foi alvo de campanha durante a Copa da África do Sul, espalhada mundialmente por uma rede social, por mais que a responsabilidade de escutar-se somente ela (e seu ufanismo) em jogos do Brasil não seja do seu proprietário, mas de quem  o paga. 


HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLLL -  REDE BOBO ASSISTA E SEJA MANIPULADO!

sexta-feira, 22 de julho de 2011

TEST DRIVE DA CLASSE A


  • (+34)
Singela homenagem do MITxchelll à Classe Merdia
Coesionar, sonhático … 


E, como não podia deixar de ser, abre com um conjunto de declarações inúteis do Farol de Alexandria –(FHC) por exemplo, a internet ajuda a democracia.

Pior que a obviedade, porém, é a semelhança das declarações do Farol de Alexandria com as da Bláblárina Silva (Marina Silva), ao deixar o PV sem revelar o que se esconde no armário do PV (de São Paulo).

O Farol e a Blá-blarina anunciam uma era de democracia sem partidos.

Uma democracia que brota com naturalidade, espontânea, que se agrupa em torno de instituições sem forma e sem tradição. 

Deve ser por conta das recentes derrotas políticas que nasceu esse espontaneismo.

Convém lembrar que o Fernando Henrique foi quem disse que o partido dele, o PSDB pode desistir do povão
O negócio, agora, é bajular a Classe C.

O problema é o Fernando Henrique e o Cerra se apresentarem à Classe C como seus espontâneos representantes.

No Observador Político, Fernando Henrique diz assim:

Hoje em dia, a política não é de um partido, de uma instituição, de um líder – é de todo mundo
(sic).

Disse a Bláblarina, ao sair do PV (sem contar o que viu lá dentro):

EXTERMINADOR DE MÍDIA CARA-PALIDA HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL 
“Estamos procurando metabolizar (sic) uma nova forma de fazer política, não há ainda uma fórmula. As pessoas estão na expectativa, mas também estou. Não deve ser criada a ilusão da velha liderança.”
Disse o Farol de Alexandria:

Um líder dar ordem não vai mudar o mundo. O que vai mudar o mundo é participar.  A internet sozinha também não vai fazer a democracia. É preciso organizar, criar instituições. 
E, aí, amigo navegante, o ponto alto da estréia: 

A internet ajuda a aprender com os outros, ajudas as pessoas a se coesionarem.

Coesionarem !

Mas, nem aí ele consegue bater a Blá-blarina, que, ao sair do PV não contou quantos esqueletos viu no armário: 

“Não é hora de ser pragmático, é hora de ser sonhático e de agir pelos nossos sonhos”.

A coisa está feia: o coesionamento produz o sonhático !

Essa Presidenta tem uma sorte …

quinta-feira, 21 de julho de 2011

PRESIDENTE OU PRESIDENTA?

O sociólogo Marcos Coimbra, que dirige o instituto de pesquisas Vox Populi, publica hoje, no Correio Brasiliense, um artigo onde traça paralelos – e as diferenças – entre as presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e a da Argentina, Cristina Kirchner.
Vale a pena ler o trecho final:
Ambas têm muitas coisas em comum. Algumas são grandes e significativas, outras parecem pequenas e irrelevantes. Mas não são.
As duas gostam, por exemplo, de ser chamadas “presidentas”. Mas externaram a preferência de maneiras completamente distintas.
Ainda na campanha, Cristina deixou mudos seus simpatizantes quando interrompeu um comício em que a palavra de ordem “Cristina presidente” era entoada por milhares de pessoas. Enraivecida, deixou claro que considerava a expressão uma manifestação de machismo. Com o dedo em riste, disse a todos que teriam que se acostumar com a nova forma e repetiu “presidenta” esticando a pronúncia do “a” final, como um mantra: “presidentaaa”.
Consta que, nos primeiros tempos na Casa Rosada, seu cerimonial devolveu centenas de correspondências endereçadas com a grafia que repudiava. Nas entrevistas, não responde se for tratada como “presidente”.
Aqui, a mídia procura ridicularizar quem faz como Dilma pede. Que não é qualquer atentado ao vernáculo: todos os principais dicionários registram “presidenta”. É por pura antipatia que nossos jornais insistem em lhe negar o direito de escolher o tratamento.
Cristina, face à permanente intransigência da grande imprensa contra seu governo, tem respondido com retaliações diretas e indiretas. A Ley de Medios que seu governo propôs (e que o Parlamento aprovou por larga maioria) procura romper os oligopólios de comunicação e franquear o acesso de entes públicos e comunitários à radiodifusão.
Há quem diga que seria bom para a Argentina se Cristina aprendesse algumas coisas com Dilma (a educação e a paciência, por exemplo). Mas a recíproca talvez valha: e se Dilma tivesse mais de Cristina, o que diria muita gente por aqui?”
EU SOU FEMINISTA E CHAMO DE PRESIDENTA! E QUE AS MULHERES DOMINEM O MUNDO!
SOU HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL - EXTERMINADOR DE MÍDIA CARA-PALIDA! 

terça-feira, 19 de julho de 2011

REDE BOBO SAI DO ARMARIO

Globo volta “para o armário” e corta cenas gays de novela das 9

A TV Globo, reduto do moralismo hipócrita no Brasil, resolveu se “manter no armário”. A emissora da família Marinho resolveu jogar um balde de gelo no núcleo s gay da novela das 21 horas, Insensato Coração.

Os autores da novela, Gilberto Braga e Ricardo Linhares, foram chamados na semana passada para uma conversa com o diretor-geral de entretenimento da emissora, Manoel Martins. Na pauta: a determinação da Globo para que a história dos homossexuais Eduardo (Rodrigo Andrade) e Hugo (Marcos Damigo) fosse completamente esfriada no folhetim.

As novas cenas de Hugo e Eduardo, assim como as cenas de conversa sobre o assunto entre Eduardo e sua mãe, vivida por Louise Cardoso, serão descartadas. Aos autores e atores, a Globo pediu silêncio.

Mas nada de instigar o beijo gay nem a ira de entidades que possam encarar a iniciativa como preconceito. A ordem é esfriar o assunto sem polemizar.

Além do corte das cenas, os autores foram instruídos a não carregarem bandeira política — e a pararem de fazer apologia pela criação de uma lei que puna a homofobia. Já as cenas engraçadas do personagem Roni (Leonardo Miggiorin) estão liberadas.

Procurada, a Globo, via assessoria, diz que a televisão é um veículo de massa (jura?). Por isso, “precisa contemplar todos os seus públicos e faz parte do papel da direção zelar para que isso aconteça”.

Mas e o público LGBT? Quando é a Globo sairá do armário e terá coragem de dialogar com gays e lésbicas?

 REDE BOBO ÍNSITA A BOIOLAGEM E DEPOIS QUER PAGAR DE CONSERVADORA! VAI TE CATAR VÉNUS DE PLATINA...

Da Redação, com informações da Folha de S.Paulo





POSTADO POR : HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL

segunda-feira, 18 de julho de 2011

LEIA E TENHA NOJO DA: REDE GLOGO, GALVÃO, RT E DO FUTEBOL...


Ricardo Teixeira recebe indulgência de revista de banqueiro


Jennings: Mr. Teixeira, o senhor aceitou a propina ? (E ele foge)

Segundo Sebastião Nery, a revista paulistana “Piauí” é de banqueiros por banqueiros para banqueiros.

Bingo !

Ricardo Teixeira foi uma espécie de banqueiro antes de abancar-se, vinte e dois anos atrás, na CBF.

RT (RICARDO TEIXEIRA - O LIXO) só dá entrevista ao Galvão.

Abriu exceção à Piauí.

Por um bom motivo.

É a entrevista do tipo “púlpito”.

Entrega na bandeja as acusações para RT se defender.

Não faz nenhuma acusação nova, que surpreenda o Rei do Futebol.

Para tudo ele tem uma reposta pronta.

Como as que dá faz tempo.

E aí reside o perigo.

RT é o que se imagina que ele seja.

Um desbocado, grosseiro, vulgar, inescrupuloso, arrogante, deslumbrado.

Sobre as acusações de corrupção, ele ” … e anda”.

Ou ” … um monte”.

Esse é o estadista que se senta na mesa com o Governo da República para realizar a Copa.

O sócio preferencial da Globo (e do Galvão, seu Primeiro Entrevistador).

( O que lembra o depoimento de outro sócio preferencial da Globo e do RT, o presidente do Corinthians, que se referiu à Globo como uns “gangsters”.)

E do ex-Governador de Minas, Aécio Never, que, em nome de velha amizade, merecerá no Mineirão a abertura da Copa.

RT diz que prende e arrebenta.

Que vai “retaliar” contra quem falar mal dele.

Não vai credenciar a BBC, que provou sua participação numa operação de propina com o sogro e mentor, João Havelange.

Aí, o valentão pode se estrumbicar.

Usar o cargo – e a Globo – para cercear a liberdade de imprensa, de expressão.

Se a Receita Federal, o Ministério Publico, o Congresso, a Polícia Federal acham que o RT age dentro da Lei, que, como ele diz, a CBF não recebe um tusta do Governo e, por isso, ele faz o que bem entender – se tudo bem …

Pode aparecer um advogado, um jornalista, um cidadão do tipo do Dr. Piovesan, que pediu o impeachment do Gilmar e querer o impeachment do RT.

A “entrevista” deixa explícito o que sempre se soube.

RT e a Globo são unha e carne.

Cheque e contra-cheque.

A única revelação que ali se encontra é a descrição de como a Globo manipulou a melancólica, multi-patética “despedida” do Fenômeno da seleção contra a Romênia (!).

Os passos, os filhos, o discurso do Ronaldo -  foi tudo coreografado por um “diretor” da Globo.

Ate o merchandising, aquele esparadrapo fininho no nariz do Ronaldo.

O que o Ronaldo levava nas narinas a Globo punha no bolso: um anúncio do esparadrapo no intervalo comercial.

Como se sabe, RT e a filha dirigem a instituição que vai supervisionar o emprego de bilhões em obras da Copa.

É um  monte de dinheiro – um pouco mais do que o Coutinho ia dar ao Abiliô, não fossem argumentos como os do professor Lessa.

Tudo isso na mão de alguém que foge de um repórter – da BBC (o repórter da Piauí merece que RT pague todas as contas de restaurantes na Suíça).

O repórter – Andrew Jennings – lhe pergunta: Mr. Teixeira, o senhor aceitou a propina ?

Teixeira foge para o carro.

Esse homem, cuja reputação envergonha o futebol brasileiro, vai determinar – com a FIFA e a Globo – onde, quando, como será a Copa.

E por quanto.

Até a segurança.

Como se sabe, RT convocou para ser o guardião da segurança da Copa o notório Dr. Luiz Fernando Corrêa, que des-republicanizou a Polícia Federal, submeteu o delegado Protógenes a mais processos judiciais do que o Maníaco do Parque, e até hoje não achou o áudio do grampo.

Diante do repórter da BBC, RT não demonstra nada que se pareça com a auto-confiança com que ele se exibe no programa “Bem amigos” do Galvão.

(O que se passa com a mão esquerda do Galvão, para balançar tanto ?)

A “entrevista” na revista da Febraban expõe a linguagem de RT – a vulgaridade , a grossura.

RT é isso.

Só no Brasil mereceria esse perfil indulgente.

Como se fosse da revista da CBF.

Essa revista sofre de mitomania.

O seu editor chefe, por exemplo, escreveu um livro em que dedica duas dezenas de elogios ao Roberto Marinho.

Por isso, talvez, tenha descrito Daniel Dantas como se fosse uma cruza de São Francisco de Assis com Lord Keynes.

FHC, uma cruza de De Gaulle com Rousseau.

Apesar de toda a indulgência , o Farol deixou escapar uma impropriedade: considera o Sete de Setembro uma “palhaçada”.

Nada que surpreenda os editores da revista, que devem concordar.

O perfil de Cerra não conseguiu cruzar nada com nada.

Falta substancia ao perfilado.

E, com toda a indulgência, a Piauí revelou um traço paranóico: Cerra, como Howard Hughes, desinfeta a mão logo após cumprimentar estranhos.

Nada que surpreenda, como o Ricardo Teixeira.

Dava para imaginar que RT só conseguiria se expressar em linguagem de taverna

TUDO BEM A REDE RECORD NÃO É LIMPA PARA DENUCIAR O BANDIDO DO RT, MAS MESMO VINDO DA EMISSORA DA "FÉ" QUE VIVE COM O DINHEIRO DOS DIZIMOS AS ACUZAÇÕES SÃO VERDADEIRA E NOS DEIXAM COM UM SENTIMENTO DE IMPUNIDADE! 
HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL - DE FÉRIAS NOS JARDINS DE TÂNTALO.  #
#LUGAR INEXISTENTE SEGUNDO A MITOLOGIA GREGA. 

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Eminentíssimo filosofo historiador MITxCHELLL - O senhor acha que o brasileiro gosta de ler?

SOLTANDO A SERPENTE!


Obrigada pela bela a presentação, diga-se de passagem feita por mim mesmo, como diria Erasmo de Hoterdã: se não há quem te elogie, elogie a si mesmo!.


Espero que alguém leia minha tênue opinião:


Não sei. rs
Mas vou argumentar o Brasil pra mim  é um mistério. Tem editora para toda parte, tem livro para todo lado. Vi uma reportagem que dizia que a cidade de Buenos Aires tem mais livrarias que em todo o Brasil. Lê-se muito pouco no Brasil. Parece que o povo que mais lê é o filandês, que lê 30 volumes por ano. Agora dizem que o livro vai acabar, né?
Eu espero e acredito que não! 
Na decada de 60 havia em uma cidade de São Paulo 4 bibliotecas e 2 academias de ginasticas. Pasmem, hoje existem 2 bibliotecas e quase 30 academias de ginasticas. I don't belive! 
Eu sonho que um dia tenha em nosso país tantas bibliotecas e livrarias quanto farmácias! Para curar nossa falta de leitura e deixarmos o comodismo de ficarmos deitados eternamente em berços esplendidos! AVE! 


HISTORIADOR FILOSOFO MITxCHELLL -

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Nem amor nem revolução

Sítio o vermelho

Eu havia prometido não escrever nada sobre a telenovela “Amor e Revolução” enquanto o poeta e ex-preso político Alípio Freire não me antecedesse. Isso porque ele foi um dos primeiros a perceber em que o folhetim do SBT ia dar. Mas não pude mais me conter, depois de ler isto na Folha de São Paulo:


“Silvio Santos reclama de ibope baixo e novela troca drama por humor
O dono do SBT, Silvio Santos, reclamou do baixo desempenho da novela ‘Amor e Revolução’ em reunião nesta terça-feira, no Complexo Anhanguera. Silvio fez a queixa diretamente ao autor da novela, Tiago Santiago, que se prontificou a efetuar várias mudanças.
A despeito da repercussão e polêmica que a novela desencadeou na internet, ‘Amor e Revolução’não passa de cinco pontos de média na Grande São Paulo. Cada ponto equivale a 58 mil domicílios assistindo à história, que se passa na ditadura militar.
Dentro de duas semanas a novela sofrerá uma guinada de 180 graus. Diálogos sobre política, personagens discursando para criar contextualização histórica, assuntos referentes a militares serão praticamente abolidos da história. Em seu lugar haverá mais cenas de humor, amor e outros relacionamentos.
Procurado pela reportagem nesta tarde, Santiago não quis comentar sobre a ‘bronca’ de Silvio Santos, mas confirmou que a novela terá algumas mudanças de rumo. ‘Nós de fato vimos várias pesquisas, e as pessoas à noite querem rir, se emocionar. Vamos acabar com o tema político mesmo’, admitiu Santiago, que acrescentou: ‘Nunca mais vou fazer novela sobre política’ ".
Comento rápido: talvez Sílvio Santos não tenha percebido, mas há muito “Amor e Revolução” faz humor involuntário. De militares que andam de farda na intimidade de suas casas, passando por presos torturados que metem bronca nos torturadores, sempre com uma língua fluente que nem toma conhecimento dos choques elétricos que levou, a novela tem mostrado na televisão uma ignorância de tempo, lugar e vidas de tal maneira, que até parece galhofa.  

Escrever em folhetim de televisão sobre a história tem sido  um fiasco, desde a minissérie JK na TV Globo. Se em JK os laços que prendiam Juscelino Kubitschek à realidade eram laços de fita, de chapéus, cenários e músicas de época, em “Amor e Revolução” a realidade são guerrilheiros e militares caricatos, que falam frases de cartilha, didáticas. Como as de um personagem que explicou num capítulo, por exemplo: “Dops. Dops é o nome com que é conhecido o Departamento de Ordem Política e Social. D-O-P-S: Dópis”...
Salvava a novela até então, como uma cereja em um bolo amargo, os depoimentos. Depois das palhaçadas grosseiras do Ratinho antes, depois de penar a ver cenas, diálogos que os circos da periferia fazem com melhor arte, vinham os depoimentos reais, verdadeiros, de militantes que sobreviveram à tortura. Até então, podia-se dizer: pulem a novela, vejam o depoimento. De fato, houve alguns deles que se aproximaram do sublime. Assim era. Mas a ressalva não durou muito.
Todo o prometido pela produção da telenovela, de que “para dar credibilidade à história e acontecimentos narrados na novela, seria exibido no fim de cada capítulo um depoimento de um guerrilheiro, artista, familia de desaparecidos que participou desse momento tão importante para a democracia no Brasil”, veio por água abaixo com os depoimentos de torturadores, de militares criminosos ainda sem julgamento no Brasil, mais adiante.
Dizer o que mais agora?
“O autor decidiu ainda que as personagens de Luciana Vendramini e Gisele Tigre (Marcela e Mariana) terminarão juntas -- talvez com direito a casamento -- e que haverá mais cenas ‘lésbico-eróticas’ entre elas”, completa a notícia.
Aquela ilusão de que “Amor e Revolução” retomasse a história que não foi conhecida, porque ao povo seria dada a oportunidade de saber o drama e valor de uma geração violentada, cai por terra.  Quem tiver dúvida, anote a última: nos bastidores do SBT, a novela ganhou o apelido de "Sessão Privê", ou de sexo na tevê. Quem leu os próximos capítulos fala que virão cenas fortes e apelativas. Ou seja, nem amor nem revolução, ao fim.
Em Pneumotórax, Manuel Bandeira escreveu que, para um tuberculoso no começo do século vinte, o melhor a fazer era tocar um tango argentino. Para nós, que acreditamos no poder da arte, em 2011 podemos concluir: o melhor a fazer é voltar à liberdade da literatura. Ela saberá dizer o que as telenovelas não podem, por limitação de gênero, veículo, ibope e grana.

HISTÓRIADOR FILOSOFO MITxCHELLL

O BLOG QUE VAI VIRAR SITE!

Filme Estamos Juntos embaralha o fantástico e a realidade social

Sete anos depois de Cabra Cega, Toni Venturi apresenta Estamos Juntos, um novo longa-metragem de ficção. Sete anos é um ciclo de vida, um período em que muita coisa pode acontecer – como, no caso dele, diversos documentários e campanhas publicitárias. Ocorre que esses dois filmes parecem ter sido feitos por pessoas diferentes.

Por Luciano Ramos*, para o Pipoca Moderna



Em lugar da objetividade histórica do primeiro, no qual Venturi focalizava o relacionamento de um guerrilheiro com os companheiros que o escondiam, temos aqui uma narrativa quase fantástica que nos permite visualizar certas coisas imaginadas pela protagonista interpretada por Leandra Leal. Há um misterioso personagem que dialoga com ela (Lee Taylor), apenas quando se encontra a sós, e que talvez sirva para sublinhar a sua solidão. Ou, quem sabe, para que a personagem não seja constrangida a falar sozinha.

O peso da realidade contemporânea, no entanto, está bem presente no roteiro. Há uma médica residente que também trabalha como voluntária para um movimento de sem-teto, até se descobrir mortalmente enferma.

A protagonista do filme, vencedor de sete prêmios no festival Cine-PE, é uma moça do interior, pobre e solitária em cujo horizonte nada parece dar certo. Seu único amigo é um DJ (Cauã Raymond) cujas preferências e ritmo de vida pouco têm a ver com os dela. Relaciona-se afetivamente com homens errados e se agarra ao trabalho voluntário como um náufrago a uma tábua esburacada.

Como personagem, nem chega a apresentar algum traço de caráter que nos leve à identificação com ela, o que constitui um desafio para habilidade da atriz Leandra Leal.

Ainda que seguro,visualmente imaginativo e competente como diretor, Toni Venturi não resistiu à tentação de abrir na narrativa uma vertente social que prejudicou sua fluência. Aproveitando imagens reais que ele mesmo produzira para o documentário Dia de Festa (2006), com cenas documentais da ocupação de um prédio desabitado no centro de São Paulo, ele toca em assuntos que, mesmo interessantes em si, desviam o foco da trama central. Mas, pode ser até que esse fato não seja tomado como defeito, e sim como qualidade.



HISTORIADOR FILOSOFO EGIPTOLOGO MITxCHELLL

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Música Eduardo e Mônica sai da vitrola e vira filme na internet


Para marcar este 12 de junho a história de amor mais cantada do Brasil virou filme. Em parceria com a produtora 02 Filmes, do diretor Fernando Meirelles (Cidade de Deus" e Ensaio sobre a Cegueira), uma empresa de telefonia celular prestou uma homenagem a Eduardo e Mônica, clássico da Legião Urbana lançado há 25 anos. No vídeo, divulgado na terça-feira (7), a companhia recria os passos do casal que deu certo apesar das diferenças.



A homenagem, revelada aos poucos, chegou a ser anunciada por sites e blogs como a produção de um longa metragem inspirado na canção. A O2 Filmes, no entanto, diz nunca ter divulgado a campanha como se fosse um longa.

A confusão se deu em meio à produção do filme Faroeste Caboclo, longa metragem inspirado em outra das músicas mais famosas de Renato Russo.

Fonte: Da redação, com agências