ATTENAS AULAS

quarta-feira, 4 de maio de 2011

CADÊ O OSAMA? OBAMA, OXENTE!

Analise da morte de Bin Laden

    Publicado em 04/05/201 Imprima |
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Santayana teme o que está por vir

Amor a Shopia reproduz texto de Mauro Santayana, no JB:

A semente do medo


por Mauro Santayana


Os Estados Unidos celebram a morte de bin Laden, e um ex-embaixador brasileiro considerou-a “espetacular”. É melhor ver a morte de qualquer homem, bom ou mau, como a morte de parte de nós mesmos. Como no belo poema em prosa de Donne, any man’s death diminishes me, because I am involved in mankind, and therefore never send to know for whom the bell tolls; it tolls for thee.  A morte de qualquer homem me diminui, disse o poeta, porque sou parte da Humanidade, e, por isso, não pergunte por quem os sinos dobram; eles dobram por você. Todos nós morremos um pouco, quando as Torres Gêmeas vieram abaixo, e todos nós morremos quase diariamente com os que tombam e tombaram, na Palestina, no Iraque, no Afeganistão, na Costa do Marfim, no Realengo, em Eldorado dos Carajás, na Candelária e nas favelas brasileiras.


Os americanos comemoram nas ruas a morte de bin Laden, enquanto nos países muçulmanos outros oram pelo homem que consideram mártir. Como parte da Humanidade, talvez não nos conviesse  a euforia pela execução sumária de bin Laden, nem a consternação por sua morte. Os atentados de Nova Iorque –  de resto, nunca assumidos de forma cabal pelo saudita – foram  crime brutal contra a Humanidade, bem como todos os atos de terrorismo, ao longo das duas últimas décadas. Mas a vingança exercida pelos comandos norte-americanos não pode ser aplaudida. Foi um ato de guerra, cometido contra a soberania do Paquistão, desde que ao governo de Islamabad não foi solicitada autorização prévia para a operação – segundo informou o diretor da CIA, Leon Panetta.


Isso nos leva a outra leitura de John Donne: não pergunte que povo foi atingido pela intervenção militar norte-americana. Todos nós fomos atingidos, não só por essa operação bélica e pela agressão à Líbia, mas também, no passado, pela intromissão, política, militar, econômica, das elites que controlam o governo de Washington, desde a guerra de anexação de territórios soberanos do México, movida pelo presidente Polk, em 1846. O México perdeu a metade de seu território, e os Estados Unidos ganharam mais de um quarto do que já ocupavam no norte do hemisfério. Essa vitória excitou a voracidade imperialista dos Estados Unidos, mais tarde explícita no fundamentalismo do “Destino Manifesto”.


Devemos ser cautelosos quando procuramos entender o momento atual. Comentaristas internacionais, sob o calor destas horas, tentam pensar nas conseqüências imediatas, e há os que discutem se o homem morto em Abbottab (o nome da cidade é  homenagem ao general James Abbott, que serviu nas forças de ocupação da Índia no século 19) é mesmo bin Laden – que começou a sua vida de combatente como aliado dos norte-americanos  contra os soviéticos, no Afeganistão dos anos 80. Tenha sido ele, ou não, importa pouco. Osama  era apenas um símbolo, na clandestinidade imposta pelas circunstâncias. O que importa, e muito, é o que virá a ocorrer não nos próximos dias, que serão de pausa e perplexidade, mas nos próximos meses e anos.


O perigo maior, e desdenhado, é o de que o conflito atual, iniciado com a ocupação da Palestina por Israel, se transforme realmente em  guerra declarada entre os países capitalistas ocidentais, que se identificam como cristãos, e os muçulmanos. Quem definiu a agressão como cruzada foi Bush, ao afirmar que Deus o havia convocado a matar Saddam. E conforme o livro clássico de Essad Bey, todos os movimentos no Oriente Médio, entre eles a ocupação judaica da Palestina, se fazem na busca da posse de seu petróleo. No passado, o saqueio se fazia em nome da “civilização” e, hoje, se faz também em nome da “modernidade”.


No fundo do regozijo,  há  sementes de medo. Esse medo é muito mais poderoso do que foi o saudita, de 54 anos e, segundo informações não desmentidas, a um tempo amigo e sócio dos Bush nos negócios de petróleo.



ANSIOSISSIMO MITxCHELLLL WOODSTOOCK A ESPERA DO INICIO DO FIM DO IMPÉRIO DO MAL COM UMA SAUDADE IMENSURAVEL DO FUTURO! 

terça-feira, 3 de maio de 2011

Osama Bin Laden, uma invenção dos EUA

Na madrugada desta segunda-feira, o presidente dos EUA anunciou, em tom eufórico, a morte de Osama Bin Laden, líder da rede Al Qaeda, acusada de ser a responsável pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. “Digo às famílias que perderam seus parentes que a justiça foi feita”, afirmou Barack Obama em cadeia nacional de rádio e televisão. 


Bin Laden teria sido executado por soldados estadunidenses num esconderijo em Abottabad, a 115 quilômetros de Islamabad, capital do Paquistão. Autoridades locais informaram à agência de notícias Reuters que a operação foi resultado “de uma parceria entre a CIA, o serviço secreto dos EUA, e as tropas paquistanesas”. O corpo do líder da Al Qaeda foi retido pelos EUA.


Euforia de Obama e da mídia colonizada
Segundo o noticiário internacional, logo após o pronunciamento milhares de pessoas foram festejar em frente à Casa Branca, aos gritos de “obrigado, Obama” e “USA”. O presidente dos EUA, vítima de uma acentuada queda de popularidade, pode respirar mais aliviado. Já os estadunidenses, vítimas da crise econômica e do desemprego, puderam externar o patriotismo do império.

Na mídia colonizada, a euforia também é enorme – como se a execução de Bin Laden superasse os traumas dos EUA, metidos em uma prolongada recessão e enfiados em desgastantes frentes de guerra. Em êxtase, muitos comentaristas deixaram, inclusive, de lembrar que Osama Bin Laden foi uma invenção do próprio império, nas suas ações imperialistas pelo mundo.

De aliado a inimigo dos EUA
Para um jornalismo mais sério e menos servil bastaria consultar até a revista “Aventuras na História”, publicada pela Editora Abril. Na reportagem intitulada “De aliado a inimigo nº 1: Bin Laden”, Carolina Pulici lembra que o “perigoso terrorista” – “um abastado jovem muçulmano, educado junto à realeza da Arábia Saudita” –, foi uma criação dos EUA no sombrio período da “guerra fria”.

A sinistra relação teve início no final dos anos 1970, no Afeganistão. Para derrubar o governo nacionalista deste país estratégico, que contava com o apoio da União Soviética, os EUA financiaram e treinaram um grupo de rebeldes. “Sob a justificativa de que era preciso conter a expansão soviética no Terceiro Mundo, o presidente Ronald Reagan propôs armar os rebeldes afegãos, que chamou de freedom fighters (ou guerreiros da liberdade)”. Bin Laden passou a ser o principal amigo dos EUA no conflito.

Feitiço contra o feiticeiro
Com a derrubada do governo afegão e a derrota dos soviéticos, porém, a sua guerra santa, “jihad”, voltou-se contra as ambições do imperialismo estadunidense na região. A invasão do Iraque em 1990 e a instalação de uma base militar na Arábia Saudita, em 1991, agravam os conflitos entre os antigos aliados. Bin Laden “passou a financiar e dar apoio logístico aos mais variados movimentos de insurgência islâmica e declarou que expulsaria os americanos com as próprias mãos do território sagrado do Islã”.

É desta fase a organização da Al Qaeda (“a base”), uma rede de seguidores espalhados pelo mundo dispostos à “guerra santa” contra os EUA. Em fevereiro de 1993, o grupo explode um carro-bomba no subsolo do World Trade Center, em Nova York, matando seis pessoas. Em outubro, ataca a embaixada ianque na Somália, matando 18. Após uma série de atentados, a Al Qaeda promove sua ação mais audaciosa, com os ataques às torres gêmeas de Nova York e ao Pentágono, em 11 de setembro de 2001.

Agente da CIA?
Estas ações terroristas nunca contaram com apoio das forças anti-imperialistas. Fidel Castro, líder da revolução cubana e crítico das políticas belicistas e expansionistas dos EUA, prestou solidariedade imediata às vítimas dos atentados de 11 de setembro. Em reportagem do jornal britânico The Guardian, em junho passado, ele chegou a dizer que Bin Laden fazia o jogo dos EUA:

“Toda vez que Bush ia agitar o medo em seus discursos, Bin Laden aparecia, ameaçando as pessoas com uma história sobre o que ia fazer... Quem mostrou que ele é, na verdade, agente da CIA, foi o Wikileaks, que provou com documentos”. Quase dez anos após os atentados de 11 de setembro, Osama Bin Laden – expressão do “feitiço que 

virou contra o feiticeiro” – agora é executado no Paquistão.


                                  NAVALHA DO MITxCHELLL




MITxCHELLL ANSIOSO PELA EVOLUÇÃO DO ÓBITO DE OUTROS DITADORES, QUAIS SEJAM (tampem o nariz segue a lista carniceira: 


1ºBarack Obama
2º. Dalai Lama:
3º. Angela Merkel 
4º. Tony Blair 
5º. Nicolas Sarkozy
6º. Gordon Brown
7º. José Luis Zapatero
8º. Ban Ki-moon
9º. Papa Bento XVI:
10º. José Manuel Durão Barroso 

11º Kadaf 
12º Mubarak 
13º Bush 
14º FHC
15º CERRA. 

PODE DESTAMPAR O NARIZ! 

Foto: Obama acompanha ao vivo, online, ação contra Bin Laden

Esta é a foto oficial do governo americano da reunião numa sala da Casa Branca (e, não no Pentágono) no domingo à noite, de Obama enquanto assistia ao vivo, online a operação para matar Bin Laden. 




À esquerda, o vice Joe Biden.
À direita, Hillary Clinton, chanceler.
Um documento secreto em cima da mesa foi intencionalmente borrado.

I DON'T BELIVE! O ENCONTRO DE MENTES CÃO! SO FALTOU O PRÓPRIO MOHMMAD OSAMA BIN LADEN!

MITxCHELLL HISTORIADOR FILÓSOFO 

OSAMA SERÁ COM O HITLER? ENDEUSADO POR ALEMÃES! E DETESTADO PELO RESTO DO MUNDO! OSAMA ADORADO PELOS MUÇULMANOS E ODIADO PELO OCIDENTE??

Obama faz como os soviéticos em Berlim.
Cadê o Hitler ?

    Publicado em 03/05/2011
  •   

Hitler estará vivo ?
Telefona o RAMSES II, a cobrar, agora do porto de Nova Orleans.

Disse o RAMSÉS II AO MITxCHELLL:

“Quando os soviéticos entraram em Berlim, foram à Chancelaria do Hitler, tiraram fotografias e pegaram os corpos carbonizados do tirano e da mulher, Eva Braun.”

“Só liberaram as fotografias anos e anos depois.”

“Sobre a ossada do Hitler, cadê ?”, pergunta o RAMSÉS II.

“O que eles querem ? Que os americanos construam um Mausoléu na Quinta Avenida, na esquina com 57, para homenagear o terrorista ?”, pergunta o RAMSÉS II.

                         NAVALHA DO MITxCHELLL


ANSIOSO MITxCHELLL ESTA DUVIDANDO QUE OSAMA EVOLUIU PARA O ÓBITO VAMOS ESPERAR....


domingo, 1 de maio de 2011

O PIOR ESTA POR VIR....


Luciano Huck-2014 !
Não vai ter para Aécio nem Cerra

    QUE GRACINHA!!
Ronald Reagan, relações públicas

Schwazenegger, Conan, o Bárbaro

Donald Trump e imitador

Vasco é navegante de longo curso e acaba de aportar com sua precária embarcação em Annapolis, porto de Maryland, nos Estados Unidos.

De lá, acompanha a frenética campanha de Donald Trump a presidente americano, pelo Partido Republicano.

Como se sabe, Trump é herdeiro de família da construção civil de Nova York.

Já quebrou várias vezes, inclusive quando teve que entregar o famoso Hotel Plaza, em Nova York, aos bancos credores.

É dono de cassinos e apresentador do “Aprendiz”, na televisão.

O humorista de televisão Johnny Carson (que o Jô insiste em dizer que copia) dizia que, numa espaçonave, só é possível distinguir duas obras do ser humano: a muralha da China e o topete do Donald Trump.

Hoje, Trump concentrou sua campanha em demonstrar que Barack Obama não nasceu em território americano.

O que obrigou o presidente a exibir a certidão de nascimento expedida pelas autoridades do Estado do Havaí.  

Vasco está impressionado.

Como Trump ousa ser candidato a Presidente ?

- Eu é que te pergunto, Vasco: como esse cara acha que pode ser presidente ?

- Parece uma maluquice, mas faz sentido.

- Não, não faz. Ele não é nada. Ele é só aquele bordão “você está … demitido !”, disse o ansioso blogueiro.

- Mas, esse é um bom motivo: ele é uma estrela da televisão.

- E daí nasce um Presidente da República ?

- Claro !

- Como, claro ?

- Ronald Reagan não foi presidente da República ?

- É …

- O que ele era ? Nada. Um ator medíocre e relações públicas da GE. Mais nada.

- É, você tem razão. Ele tinha uma cara na telinha, as pessoas conheciam ele.

- Quer ver outro exemplo ?

- Qual ?

- O Schwarzenegger. Ele não foi governador da Califórnia ?

- Um desastre …

- Mas foi, não interessa.

- Mas, o que o Schwarzenegger, o Reagan e o Trump têm além da presença na telinha ?

- Primeiro, eles são todos do lado de lá, da direita.

- E daí ?

- E os conservadores não precisam de ideologia. Basta bater na esquerda. No Obama. Não vê o Fernando Henrique ?

- O que tem o Fernando Henrique ?

- Ele, o Cerra e o Aécio – eles não têm consistência nenhuma, é um vácuo por centro. Basta bater no PT.

- Também, meu querido, com o Delubio, até cego bate no PT …

- Pêra aí, você está mudando de assunto.

- Tá certo. O que mais o Schwarzenegger, o Trump e o Reagan têm ?

- Eles estão sozinhos na faixa da direita. Não têm rivais do mesmo lado, dos conservadores, entendeu ?

- É, parece que os Republicanos americanos são um deserto de homens e idéias…

- E tem mais, diz o Vasco, enquanto abate a sexta Budweiser. Tem grana do lado deles.

- Ah !, isso sim ! Grana é o que não falta do lado direito.

- Então, meu filho, é por isso que o Luciano Huck vai ser o candidato do PSDB a presidente da República !

- O que, Vasco ? Você ficou maluco ? É esse furacão aí dos Estados Unidos que virou a tua cabeça ?

- Meu filho, preste a atenção.

- Presto.

- O Luciano Huck não tem presença na telinha ?

- Tem.

- Ele não é bom menino, o pai de família, o marido exemplar, o pai devotado ?

- É ele é o “nice guy”

- Ele não é o empreendedor, o self-made man, o jovem rico paulistano ?

- Sem dúvida ! Um herói do Fasano !

- Ele não corre pela pista da direita ?

- Corre.

- Vai faltar grana para o Luciano Huck ?

- O que é isso, Vasco ? Só com a grana dos patrocinadores dele hoje dá prá eleger cinco Presidentes !

- Então, meu filho … Quer mais ?

- Como assim ?

- Quer outro argumento ?

- Precisa ? Você já me convenceu, Vasco.

- E tem alguém correndo contra ele ? Tem rival na pista da direita ?

- Bom, aí, Vasco, você se deu mal. Tem o Cerra, tem o Aécio e tem o Fernando Henrique, que tá doido para levar uma surra do Nunca Dntes.

- Pêra aí, meu filho. Cerra e Aécio ?

– Sim, os dois querem !

- Primeiro, o Aécio QUERIA ! Esse naufragou em Chappaquiddick, que fica aqui perto, e se afogou com o Ted Kennedy – http://en.wikipedia.org/wiki/Chappaquiddick_incident . Se tudo der certo e ele chegar à maioridade será sempre um senador.

- Mas, Vasco, você se esquece do Padim Pade Cerra. Ainda mais agora, com a Beatificação-Canguru do Papa João Paulo II …

- Por falar nisso, será que o Cerra está no Vaticano hoje, para assistir à beatificação … como é que você disse? … Beatificação-Canguru ?

- Deve estar lá, com a imagem de Nossa Senhora da Aparecida nos braços.

- Meu filho, diz o Vasco, o Cerra já era.

- O que é isso, Vasco, ele é um campeão de popularidade, de simpatia, de carisma. Ele tem o Papa, o aborto e a Chevron. E Partido dele é massa ! 

- Meu filho, até ele explicar que o Daniel Dantas das reportagens da Época é o Daniel Dantas, o ator, meu filho, até lá …

- Mas o PiG (*) não dá bola para o Daniel Dantas …

- Não tem importância. Se o PiG (*) ganhasse eleição, o Dantas e o Cerra não te processavam.

- É, pode ser.

- Meu filho, está escrito nas estrelas.

- O que ?

- Luciano Huck – 2014, pela vitoriosa coligação PiG, PRP, PSDB, TFP, DEMO, PPS, Arena, PFL, Tea Party, Ação Integralista, Partido Nacional Socialista Alemão, e PSD do Kassab.

- Imbatível !

Pano rápido !

MITxCHELL HISTORIADOR  FILÓSOFO 

sábado, 30 de abril de 2011


 A Escravidão e a tortura do regime militar.
O Brasil como pária

    Publicado em 30/04/201
O Brasil e suas duas caras
“… Depois que a Inglaterra tomou em Viena d’Áustria uma atitude decisiva contra o tráfico de escravos e forçou Portugal a assinar o Tratado de 15 de Janeiro de 1815, era consequente que se regulasse nao só aquele trafico proibido, como ainda a sorte dos africanos transportados por esse comércio ilícito.

Só em 1831 – dezesseis anos depois !!!  – o Império de D Pedro II, hoje promovido pela literatura historialista a Pai da Pátria, baixou Lei para que os traficantes fossem punidos e re-exportassem os africanos ilegalmente trazidos.

E que tudo fosse feito “com a maior brevidade possível”.

A re-exportação e a punição não ocorreram.

” … o governo lesava o direito do ofendido, relevava o ofensor, isto é, o traficante da satisfação ao dano causado e …  fomentava o horrível comércio da escravatura.”

“Não há dias mais deploráveis (na nossa história social) do que aqueles em que se faltou à palavra prometida e se infringiu o tratado.”

De Tavares Bastos, “Cartas do Solitário”, volume 115 da Brasiliana, Cia. Editora Nacional, 4a. Edição, capítulos IX e X, escritos em 1861/2 .

                                  

Como se sabe, o tráfico prosperou.
Nenhum traficante foi punido.
E a Abolição se deu (incompleta, segundo Nabuco e completa segundo Kamel) em 1888.
D Pedro II, portanto, fez do Brasil o último a abolir a Escravidão.
Viva o Brasil !
Porém, como se vê na obra “solitária ” do liberal alagoano Tavares Bastos, o Brasil, colônia de Portugal em 1815, teve que se submeter – formalmente – a um tratado assinado por Portugal.
Mesmo um regime que se sustentava na senzala e no açoite se cobria de um verniz liberal e copiava ora a França, ora a Inglaterra.
O país não prestava, mas o Imperador era formidável !
Agora, o Brasil dos BRICS, essa potência econômica, a sétima ou quinta do mundo, que se orgulha de ser uma Democracia, pois o Brasil faz da tortura do regime militar o que fazia com o pelourinho.
O Brasil republicano tem as mesmas duas caras –– que exibia no Império
É uma Democracia, situa os Direitos Humanos no centro de sua política externa, e desrespeita os tratados que assina, como desrespeitou o que Portugal assinou com a Inglaterra.
Por livre e espontânea vontade , o governo soberano do Brasil assinou um tratado que o submete às decisões da Corte de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos, a OEA.
A OEA condenou a Lei da Anistia do Brasil, aquela que anistiou os torturadores do regime militar.
Aqueles que dispensavam aos presos políticos tratamento mais vil que os liberais do Império dispensavam aos negros de suas fazendas de café.
Nenhum traficante de escravo foi punido.
Nenhum torturador será.
Nem mesmo aqueles que cometeram, ordenaram e encobriram atos terroristas como o do Riocentro.
 tempo: essas inúteis reflexões se devem a Alfredo Bosi, que, em “Ideologia e Contra-Ideologia”, recomenda ler Tavares Bastos, um notável percursor de Nabuco.

MITxCHELLL HISTORIADOR FILÓSOFO NEGROIDE COM ORGULHO!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

 “Casamento real” e os súditos da mídia

A busca por audiência não deve ser a única justificativa para a overdose midiática na cobertura do “Casamento Real”. Revistonas dão capas melosas para a união do príncipe William com a “plebéia” Kate. Jornalões gastam papel com fofocas e futricas. O pior, porém, ocorre nas emissoras de televisão – em todas elas, sem exceção. Blocos e blocos nos telejornais para divulgar banalidades.



A mídia corporativa parece adorar a vassalagem. É servil diante das monstruosidades imperiais dos EUA, assim como é vassala diante da monarquia decadente da Grã-Bretanha. A mídia dominante reproduz a ideologia das classes dominantes. Criminaliza os pobres e reverencia os ricaços – inclusive as ostentações e sandices da decrépita “família real”.

Monarquia decadente e parasitária

Na difusão dos valores “morais” da aristocracia, a imprensa sensacionalista deixa de lado até as agruras do capitalismo no país. No primeiro trimestre deste ano, o PIB britânico cresceu apenas 0,5% – após uma contração, também de meio por cento, nos últimos três meses de 2010. Milhões de trabalhadores estão sem emprego e salário, mas a mídia só fala no tal “casamento real”.

A decadente monarquia agradece tanta vassalagem. Com as festanças, ela tenta sair do atoleiro. No ano passado, a “família real” foi obrigada a cortar 12,2% das despesas oficiais com sua vida parasitária. Mesmo assim, a realeza custou mais de 46,1 milhões de euros para os contribuintes britânicos – seis vezes mais do que outra monarquia decadente, a da Espanha.



MITxCHELLL HISTORIADOR FILÓSOFO - ESSE POVO VAI TUDO EVOLUIR PARA O ÓBITO E A RAINHA DECADENTE ELIZABETH II - NÃO MORRE! 60 ANOS DE GOVERNO! É A MAIOR MÚMIA VIVA! 

I DON'T BELIVE!

Casamento “real”: quem precisa de um conto de fadas?

O espírito de Walt Disney ronda as redações na celebração do casamento da plebeia que poderá tornar-se a futura rainha da Inglaterra. A síndrome de Cinderela envolve Kate Middleton que, a partir desta sexta feira, ganhou o qualificativo de duquesa ao oficializar sua união com o príncipe William, segundo herdeiro do trono inglês. Se vier a receber a coroa um dia, ela será a primeira rainha inglesa, em mil anos de monarquia, sem origem aristocrática nem “sangue azul” – filha de pais plebeus que ficaram milionários com uma empresa de festas infantis, seus avós foram operários, reforçando nesta condição um alegado fortalecimento da ligação entre a monarquia e o povo. 

É uma história que alimenta o mito numa família real conturbada, nas últimas décadas, por acontecimentos pouco edificantes amplamente difundidos por uma imprensa bisbilhoteira. Além disso, a avó de William, Elizabeth II, está entre os chefes de estado mais antigos do mundo – no ano que vem completa sessenta anos de mandato, fato que os caçadores midiáticos de governantes longevos parecam nem notar. 

Quando Elizabeth II completou 25 anos de reinado, a festa reuniu 10 milhões de pessoas nas ruas inglesas; quando a mãe de William, Lady Diana, casou-se com Charles, o príncipe herdeiro, em 1981, uma multidão do mesmo tamanho comemorou; o casamento atual teve números mais modestos, embora imensos e mobilizou dois milhões de pessoas nas comemorações, uma redução que os republicanos ingleses destacam como queda no apreço popular pela realeza.

Mas o que encanta a mídia, além do glamour da monarquia e de uma mal disfarçada saudade do governo de “sangue azul”, são os dois bilhões da assistência televisiva mundo afora, um ritmo de final de Copa do Mundo de futebol. E que transforma aquele acontecimento num evento comercial que pode envolver grandes lucros. 

O casamento na família real britânica é tratado como magnífico acontecimento político e social, mesmo que seja numa monarquia de uma potência decadente em grave crise econômica cujo custo está sendo jogado, pelo governo conservador e com o apoio da instituição monárquica, sobre os ombros dos trabalhadores ingleses. O desemprego passa dos 8% e o governo combate a crise com cortes orçamentários de assustadores 80 bilhões de libras (210 bilhões de reais), além de aumentos de impostos de 30 bilhões de libras. Vão afetar principalmente os gastos na área social como, por exemplo, a educação.

Este conto de fadas midiático faz parte do reforço e do relançamento da própria monarquia. O auge dos escândalos envolvendo o pai de William e primeiro na linha da sucessão ao trono, o príncipe Charles, foi também acompanhado pelo crescimento do descontentamento com este sistema. Hoje há um crescente movimento republicano na Inglaterra, com uns 14 mil militantes; o Republic, que galvaniza esse movimento, quer intensificar o debate e convocar um plebiscito para discutir a permanência da monarquia. Uma pesquisa divulgada pelo jornal The Guardian (que é a favor da república) mostrou que cerca de um terço dos ingleses quer mudar o sistema, enquanto 70% consideram que amonarquia ainda é relevante para a Inglaterra.

Estes números, contudo, não merecem destaque na mídia que, aliás, procura diminuir sua importância, destacando o glamour do governo de um só – mesmo que seja constitucional. Há aqueles que, comentando a cinderela da vez, acham necessário cobri-la de adjetivos qualificadores falando em “linda e sofisticada plebeia”, como um comentário publicado na Folha de S. Paulo. Em O Estado de S. Paulo, um comentarista (norte-americano, por sinal) referiu-se à monarquia inglesa como “mil anos de poesia”. 

São comentários significativos. Para muita gente, e com força entre os conservadores, a monarquia é vista como fator de estabilidade, de governo dos “melhores” e garantia contra avanços democráticos mais radicais. Um rei, a liturgia do trono e o simbolismo envolvido favoreceriam em sua opinião, a “harmonia social”. Mas são na verdade penhor de unidade e fortalecimento da classe dominante que teria, naquela figura, um forte elemento de apelo popular. 

Há aqueles que pensam ser necessário, nos dias atuais, um conto de fadas consolador para o povo. Este é o papel que a mídia hegemônica desempenha com agrado. Ela já faz isso cotidianamente com a bisbilhotagem em torno da vida dos ricos e das celebridades e nunca perde a oportunidade de aumentar a dose quando tem como protagonista um casal real de verdade. 



PRINCE MITxCHELLL III - DA DINASTIA OSTROGOTO CASADO COM DUQUESA SOPHIA! 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Dia do trabalhador Festa com calcinha preta ou manifestação por melhores condições de trabalho

Por que 1° de Maio é o Dia Internacional do Trabalhador?

 

Aproxima-se o Dia Internacional do Trabalhador, 1° de MAIO. Trata-se de uma data relevante para a luta dos trabalhadores e trabalhadoras. É importante relembrar o significado da data.

Em 1886, a cidade de Chicago, um dos principais pólos industriais dos Estados Unidos, foi palco de importantes manifestações operárias. No dia 1° de maio, iniciou-se uma greve por melhores salários e condições de trabalho, tendo como bandeira prioritária a redução da jornada de trabalho de 13 para 8 horas diárias. Os jornais a serviço das classes dominantes, imediatamente se manifestaram afirmando que os líderes operários eram cafajestes, preguiçosos e canalhas. No dia 3 de maio, a greve continuava, e na frente de uma das fábricas, a polícia matou seis operários, deixando 50 feridos e centenas de presos. No dia 4, houve uma grande manifestação de protesto e os manifestantes foram atacados por 180 policiais, que ocasionaram a morte de centenas de pessoas. Foi decretado "Estado de Sítio" e a proibição de sair às ruas. Milhares de trabalhadores foram presos, muitas sedes de sindicatos incendiadas e residências de operários foram invadidas e saqueadas. Os principais líderes do movimento grevista foram condenados à morte na forca. Spies, Parsons, Engel e Fisher foram executados no dia 11 de novembro de 1886, enquanto que Lingg, também condenado, suicidou-se.
                           
Em 1891, no 2° Congresso da Segunda Internacional, realizado em Bruxelas, foi aprovada a resolução histórica de estabelecer 1° de MAIO, como um "dia de festa dos trabalhadores de todos os países, durante o qual os trabalhadores devem manifestar os objetivos comuns de suas reivindicações, bem como sua solidariedade".

No Brasil, as comemorações do 1° de MAIO, também estiveram relacionadas à luta por melhores salários e pela redução da jornada. A primeira manifestação registrada ocorreu em Santos, em 1895. A data foi consolidada , quando um decreto presidencial estabeleceu o 1° de MAIO como feriado nacional, em 1925. A efeméride ganhou status de "dia oficial", quando Getúlio Vargas era Presidente da República. Ele aproveitou o dia para anunciar, em anos diferentes - fruto de intensas lutas dos trabalhadores e trabalhadoras - os reajustes de salários mínimos e a redução da jornada.

Em 2011, no dia 1° de maio, serão realizadas várias manifestações, em todos os Estados, coordenadas pelas Centrais Sindicais, inclusive a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTB. Destaca-se, nesse momento, a importância da unidade das Centrais Sindicais em torno de bandeiras de luta comuns, tendo pano de fundo a luta pela implantação de um Projeto Nacional de Desenvolvimento com Valorização do Trabalho e Distribuição de Renda. As reivindicações principais são: redução da jornada de trabalho sem redução de salário, fim do fator previdenciário e valorização das aposentadorias, valorização do salário mínimo, trabalho decente, igualdade entre mulheres e homens, valorização do serviço público e do servidor público, reforma agrária, valorização da educação e qualificação profissional, redução da taxa de juros.

Estas reivindicações serão expostas em praças públicas das principais cidades brasileiras, para que o Dia Internacional do Trabalhador de 2011, seja efetivamente de luta.

Para tanto, é necessário que as entidades sindicais participem intensamente do processo de organização e de mobilização, esclarecendo, aos trabalhadores e trabalhadoras, o significado da data e as principais reivindicações que serão apresentadas.

Obs: com algumas adaptações, este texto está sendo novamente publicado, em função da proximidade do Dia Internacional do Trabalhador. Foi publicado pela primeira vez, em abril de 2010.

MITxCHELLL HISTORIADOR FILÓSOFO - JAMAIS DESISTIREI!